Dougie’s P.O.V.
- Nossa o povo se perdeu geral mesmo. – Eu comentei percebendo que ninguém da festa se encontrava ao alcance de meus olhos.
- Eu vejo a Ana e a paulinha juntas ali ó. – Luisa apontou para um canto da festa onde havia alguns jogos estilo Las Vegas, onde você colocava uma moeda cedida pela organização e ganhava uma bebida, que a propósito já era de graça, de acordo com a sua sorte. As duas comentavam felizes sobre o jogo.
- Verdade, a gente podia ir lá, eu bebi bem pouco essa noite. – eu comentei e Luisa me olhou de lado se levantando.
Chegamos perto das meninas que logo nos deram passagem para usarmos as maquinas ficando apenas ali torcendo, uma pequena competição de sorte começou. O combinado era quem ganha fica, e assim vai girando até todos terem jogado. Dougie 1 x Luisa 0. Dougie 1 x Ana 1. Dougie 1 x Ana 2. Ana 2 x Paulinha 1. Ana 3 x Paulinha 1. E a Ana foi a grande vencedora. Antes da comemoração digna Jones chegou no local.
- Que ‘ta pegando galera? – ele pediu se aproximando.
- Competição de quem ganha mais bebidas. – Luisa falou tomando a sua.
- Aé, quem ganhou? – Jones pediu.
- A Ana. – Paulinha apontou. Ele fez cara de pensativo então propôs.
- Eu te desafio. – Falou com uma voz falsamente séria.
- Iih, cara ela venceu todo mundo de lavada. – Eu falei abraçando Luu enquanto nos posicionávamos para ver a batalha de titãs.
- ‘Ta... – A garota deu de ombros rindo e se dirigindo até a maquina, até um pequeno grupo de pessoa já havia se juntado para ver, afinal pouco barulho que Luisa e Paula fazem juntas.
No meio da galera Harry e Aninha chegaram a tempo de ver a primeira batalha perdida por Jones. Na segunda ele empatou, como ficou decidido uma melhor de três era agora a decisão, parecia até bizarro visto de longe todos ao redor de uma maquina caça níquel esperando o vencedor. Enquanto o jogo era processado Tom também se aproximou agora, se eu fosse tão exagerado quanto Luu diria que a festa toda nos observava.
A máquina de Ana ameaçava parar e...
- Vivaaa! – Eu vi a garota que estava em meus braços pular na irmã. As duas comemoravam, até as bebidas haviam sido esquecidas.
E foi quando o pessoal se dispersava e só nós oito permanecíamos naquele canto que Lele se aproximou do grupo.
- Oi amiga. – Luisa riu para ela, se não a conhecesse bem diria que ela tinha bebido demais, mas não, a Luu era meio bêbada todo o tempo. Lele respondeu na mesma intensidade e o clima feliz, sim até o perdedor do Jones tava curtindo a desgraça, foi quebrado quando Harry falou numa voz arrogante:
- Cadê o seu amigo? – Pude ver Aninha dar uma cotovelada no braço do garoto, e se a situação não me parecesse tão tensa eu teria rido muito da cena.
- Ele teve que ir, compromissos amanha. – Ela deu de ombros sem encará-lo. O resto do grupo estava em silêncio.
- Nossa passou rápido né. – Aninha comentou olhando a hora em seu celular.
Luisa’s P.O.V.
- Eu não quero mais ficar aqui. – Tom falou pondo as mãos em bolsos que não existiam.
- Nem eu, essa festa ta um porre. – Harry comentou sem disfarçar o olhar para Lele.
- Pra casa é que eu não vou. – Danny respondeu rindo.
- Então nós podíamos ir todos juntos a algum lugar, o que acham? – foi a vez de Dougie sugerir, então todos começaram a falar no mesmo instante.
- Hey galere! – Ana chamou mais alto, podendo observar aos poucos a manada se calar. - Vamos organizar as idéias ai. – Mas alguns grasnados em concordância, e ela prosseguiu. – Que tal se falássemos um de cada vez? – Pediu e antes mesmo de terminar a frase Judd pegou o embalo.
- Vamos para outro lugar. – ele disse convicto com um tom que eu duvido que alguém se oponha.
- A gente podia ir a um Pub. – Paulinha deu a idéia, e mal terminou a frase as matracas estavam abertas novamente aprovando e complementando a idéia da morena, não me incluo fora desse grupo falador, eu mesma não fechava a boca.
Afinal ficou decidido, sairíamos da festa o mais rápido possível, pedido de Fletcher, acharíamos um Pub legal por perto onde íamos conversar apenas sobre assunto legais:
- E a gente tem uma coisa para contar para vocês! – Ana falou.
- Antes, no bar, conversando tivemos uma idéia muito boa...
- É sobre o que? – eu perguntei curiosa.
- Contem de uma vez. – Paulinha falou.
- Quando a gente tiver num lugar menos barulhento a gente fala. – Danny respondeu trocando olhares com Tom que parecia aflito em chegar até esse outro lugar. Deixando um ar de mistério no ar os dois não falaram mais uma palavra sobre isso.
Antes de deixar a festa para trás tivemos que achar alguma forma de desconversar todos que chegavam nos guys, e não eram poucos, pela primeira vez estavam todos juntos naquela noite, o que não faltava eram empresários, repórteres, e colegas vindo em nossa direção. Livres, leves e soltos saímos pela porta da frente, indo apé para a direita na calçada, foi idéia dos meninos deixarmos o carro no estacionamento, e a gente não se importou nem um pouquinho, o que nos fez parar antes de atravessarmos a rua não foi à lembrança de algo esquecido, alguém com calo no sapato, ou um automóvel em alta velocidade, foi uma voz, enfurecida que fez tanto eu quanto as oito pessoas ao meu redor pararem seus movimentos:
- O que você pensa que está fazendo Thomas? – Mesmo no escuro da noite reconheci Gio e seu vestido azul escuro. Momento de tensão até que o rosto de Tom passou da expressão “fodeu” para um sorrisinho sórdido.
- Saindo com os meus amigos, algo contra? – em sua voz era visível a raiva e a incompreensão.
- Você sabe muito bem a minha resposta. – ela falou desvairada se aproximando do grupo que assistia tudo em um silencio mórbido.
- E você já deveria saber muito bem o que eu acho dela. – Tom não se importou nem um pouco em provocar um barraco em plena rua.
- Thomas, por favor, não faça isso. – Gio se encontrava quase em lágrimas, suas emoções pareciam mudar a cada segundo, a cada olhar.
- Isso o que Gio? Afinal quem veio atrás de mim para me dar lição de moral? – ele também parecia magoado, magoado mais decidido.
- Você poderia ter um pouco mais respeito. – ela gritou.
- Nós já falamos sobre isso, sobre o porquê das minhas atitudes. – agora eu percebia por Tom queria fugir tão rápido da festa.
-Eu entendi. – ela disse treslouca. – Só não consigo compreender. – pude jurar que veria as palavras “deve ser por que você é burra” saírem da boca dele, não aconteceu mas as elas dançavam em seu olhar enraivecido.
- Hey gente, deu né, não aqui! – Dougie falou alto para ser ouvido no meio do conflito, colocando a mão sobre o ombro de Tom.
- Se você for com eles Thomas, você não pisa mais na nossa casa. – Gio falou determinada.
- Eu não quero mais pisar na [b]sua[/b] casa. – Depois da frase de efeito que chocou todos nós e ainda mais a sua até então intitulada namorada Tom atravessou a rua sem nem olhar para trás, e não esperou ser seguido, mas mesmo assim nós o fizemos.
Dougie’s P.O.V.
Ao acompanhar Tom para o outro lado deixamos para trás uma enorme roda que havia se formado com a gritaria, uma Gio chorona, e também vários flashs. Assim como comentários e sussurros podiam ser ouvidos. Não posso dizer que fiquei feliz em deixar minha amiga ali desolada, mas algo me dizia que ela não era a única que precisava de apoio e também que eu não era o único que me sentia assim, o silencio inédito que rondava o grupo e fazia o ar parecer um pouco mais pesado era perceptível, e ninguém tinha coragem de quebrá-lo, parecia inapropriado demais.
- A gente ainda vai ao Pub? – Danny pediu desconfortável, olhares de duvida foram trocados e quem respondeu foi o mais inesperado para fazê-lo.
- Mas é claro, esse é o plano original. – Fletcher disse, talvez as meninas não tenham percebido, mas era claro para nós que sua voz se encontrava embargada, mas ele não queria chorar. Ele também não queria receber perguntas, para Tom no momento seria mais fácil ignorar o acontecimento, ele precisava de tempo para processar, eu conheço meu amigo.
Não demorou muito para chegarmos ao estabelecimento, até que parecia aconchegante, o silencio ainda era a palavra crucial que descrevia o estado em que o grupo permanecia. Escolhida por costume e buscar privacidade uma mesa ao fundo, grande o suficiente onde todos puderam sentar e pedir alguma coisa.
Vi os olhos de Luisa encontrarem os meus em busca de apoio, era legível sua confusão e falta de conhecimento em como agir, eu apenas sorri e apertei sua mão, Tom ficaria bem, nem que eu tenha que ficar mal para fazer isso acontecer, e sabia que os meninos pensavam o mesmo, era fato.
- Ta demorando. – Jones reclamou pondo a mão na cabeça e abaixando na mesa.
- Vocês podiam aproveitar para falar à idéia que tiveram. – lembrou Aninha arrancando alguns sorrisos esperançosos.
- Sim, antes que me matem de curiosidade. – Lele comentou aleatoriamente, enquanto Ana e Danny trocavam olhares cúmplices.
- Fala você. – Ana jogou a batata para Jones que riu negando com a cabeça. – Ok eu falo. – Ela olhou para todos na mesa. – Nós pensando em talvez, se todo mundo quisesse é claro, juntar a galera, num dia que todos pudessem, e tivesse tempo, e com planejamento...
- Pensamos em sair para acampar. – ele completou a frase dela.
Preciso dizer que o auê foi geral?
- Aninha e Paulinha comentavam sobre barracas, Lele falava com Tom sobre uma experiência sua, Danny e Ana apenas observavam a cena e Judd continuava quieto num canto, Luisa se aproximou de mim e soltou um risinho, eu olhei para ela e esperei que ela falasse:
- Gosta de acampar? – ela me pediu manhosa. Assenti e depois complementei.
- Depende com quem, é claro, e onde, e em que estação...
- Que tal, comigo, no verão, em qualquer lugar. – Luu piscou e eu ri.
- Com você, fazendo qualquer coisa em qualquer estação em qualquer lugar. – eu disse rápido e ela me beijou, apenas selinhos, mas um seguido do outro e com um pouco mais de malícia que um selinho geralmente tinha.
- Podemos continuar? – Jones falou um pouco mais alto que o fuzuê. – Pensamos em final de semana que vem.
- O que? É tão perto. – Aninha comentou.
- Realmente vai ficar apertado pra arrumar tudo. – Judd concordou.
- Mas não temos nada marcado. – apontou Tom.
- Olha, a gente viu isso, as meninas não tem nada, pelo que disse a Ana, nós também não, Fletcher mesmo confirmou, e com o tempo a gente se ajeita.
- Podemos ver tudo, eu não terei muito o que fazer na semana, e o Jones disse que se prontifica a ir comigo ver essas coisas, e a gente informa para os outros.
- Podemos sair daqui sexta a noite, para ganhar mais tempo. – Danny completou.
- Eu topo. – Luisa foi a primeira a dizer e olhou risonha para mim.
- Dois. – levantei a mão, causando algumas gargalhadas na mesa.
- Beleza. – Tom disse rapidamente seguido por uma confirmação de Judd.
- É claro que eu vou também. – Paulinha falou e Aninha concordou. Todas as atenções foram viradas para Lele.
- Eu vou. – ela disse pensativa. – Com uma condição. – os olhares se voltaram para Harry, era obvio o clima tenso entre os dois. – O Ed vai junto. – como previsto o dono das sobrancelhas mutantes bufou e começou a negar com a cabeça. – Vai sim Harry, ele é um cara muito legal, e você deveria dar uma chance á ele, de conhecer ele. – ela falou a ultima frase para todos e nós concordamos, por mais que discordar de Judd era totalmente tenso, Lele tinha certa razão e ele ia perceber isso depois.
- Ta bom, mas se ele for como eu penso, alias como eu sei que ele é, não terá segundas chances. – foi a palavra final.
Luisa’s P.O.V.
Algumas horas depois, tínhamos muita coisa planejada e mais coisas ainda a se fazer, sairíamos em dois carros sexta feira a noite, seria usado o de Danny e de Tom, sendo os maiores, ficaríamos numa localidade afastada da cidade, mas com segurança e instalações devidas para civilização, um pouco menos de duas horas de viagem. Seriam duas barracas de quatro pessoas e uma para duas, muita comida, música, e eu mal podia esperar.
Novamente era quase de manhã quando deixamos o Pub e voltamos pela rua para o estacionamento da festa, haviam três carros lá, era um pouco obvio que Gio havia levado o de Tom, e isso fez a atmosfera de planejamentos sumir dando lugar a lembranças não muito boas do fim da festa.
- Fica lá em casa? – Dougie pediu e ele assentiu indo na frente até os carros. – Danny se leva a Ana? Agora não cabe mais todas no carro. – Falou quando Tom não estava mais no campo de audição.
- Beleza, mais alguém quer vir? – Aninha também foi no carro do Jones, e logo já estávamos em casa, eu acabei apagando no caminho, e só acordei quando Poynter tentava achar o jeito mais fácil para me pegar no colo e me levar para cima, sorte dele que eu não estava ferrada no sono, ou não acordaria nem que me deixassem cair na escada.
O tchau foi rápido e a promessa de nos vermos antes da viagem foi feita, Ana e Aninha já esperavam na porta do prédio, Danny se despediu também. Dormi por horas naquele domingo, e o assunto do outro dia foi a festa e suas conseqüências.
sexta-feira, 12 de março de 2010
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