domingo, 28 de fevereiro de 2010

22 – Essa vai ser uma noite para ser lembrada

Luisa’s P.O.V.

Sentamos todos numa mesa inicialmente, quando digo todos, falo de Dougie, Aninha, Paulinha, Ana, Harry, Lele e eu. Mas logo fomos nos dispersando, Ana foi até o bar ver se tinha algo bom para tomar. Aninha e Paulinha tinham ido procurar um banheiro. Harry e Dougie eram alugados por uns caras gordos e faladores. Enquanto eu e Lele dançávamos na pista. Danny se aproximou solitário de nós.
- Que fazem ai sem seus homens? – ele pediu.
- Dançamos oras. – eu respondi rindo.
- E as outras meninas? – ele perguntou gritando pelo volume da música.
- Depende, a Ana ta no bar. – quando eu terminei a primeira frase, e dei uma pausa para tomar fôlego e gritar a segunda Danny já não estava mais na minha frente. Eu ri e continuei a dançar com Lele. Que logo me abandonou quando avistou Ed, safadinha. Quando a gente ‘ta sozinho a gente dança bem menos e repara bem mais, fiquei olhando as pessoas, com seus vestidos bonitos e seus cabelos arrumados, algumas também olhavam para mim, e eu não sabia se era por ser a única sem ninguém na pista ou talvez pelo show que Dougie quis dar logo de entrada. Acho que era uma junção dos dois, ou eu estava ficando paranóica.
- Vai ficar ai sozinha a festa toda? – alguém me falou perto de meu ouvido me virei assustada. Era Dougie, suspirei sem sorrir e deixei que ele pegasse em minha cintura.
- Acho que sim, certo alguém me abandonou sabe. – fiz biquinho.
- Não posso acreditar quem seria o sem coração que faria isto com você?
- O nome dele é Dougie Poynter. – falei olhando em seus olhos azuis, tentando ver onde esta historia ia acabar.
- Eu vou acabar com esse cara, pode deixar. – eu ri e o beijei em agradecimento, ele riu mesmo com a boca colada na minha, fazendo cócegas em minha cintura.
Depois fomos nos sentar, falar das pessoas na pista era bem mais legal do que ser uma delas.

Dougie’s P.O.V. – in off

Danny saiu do meio das pessoas em direção ao bar, procurando uma cabeça castanho-clara de verde sentada em algum lugar, sorriu quando a encontrou e se aproximou.
- Vinho! – Ana falava como se fosse obviu. – Caipirinha de vinho! – ela apontou para o limão. – É tão difícil assim! – Danny sorriu um pouco mais, resolver ficar ali só pra ver como essa cena terminaria sem sua interrupção. – Em que país que eu fui me meter. – exclamou em uma língua, provavelmente português. Que tenho certeza que Danny não entendeu, por que bem, eu não entendi também.
- Moça, poderia explicar mais uma vez o seu pedido? – a garçom mais confuso que nós todos juntos pediu.
- Olha! Me da uma caipirinha normal mesmo já que você não entende. – ela falou abanando as mãos e suspirando assim que ele se virou.
- Você queria que ele te entendesse falando... português? – ela assentiu e ele se sentou.
- Não era pra ele entender a parte em português, só a outra. – eles riram.
- Caipirinha ein? – Danny levantou as sobrancelhas, #fail o Harry faz isso muito melhor.
- É, só pra passar o tédio. – Ana olhava para o balcão.
- Nossa a festa ta tão chata assim. – ele perguntou e ela arregalou os olhos.
- Não! Não foi isso que eu quis dizer, na verdade, eu...
- Ah achei que você concordasse comigo que essas coisas formais são uma chatice. – ele riu por ter feito-a ficar sem graça. – Prefiro uma cerveja e amigos, sem frescuras.
- Amigos e caipirinha. – ela completou e eles gargalharam.
- Não toma cerveja? – Danny perguntou chamando o garçom para ele também com a mão.
- Não exatamente. – Quando veio anotar o pedido de Danny o garçom trouxe junto o de Ana.
- Traz uma igual a dela. – ele pediu apontando para as mãos dele. Ana tomou e não pareceu satisfeita.
- Que foi? – Jones perguntou, talvez com receio de ter pedido a mesma coisa.
- Até eu faço uma caipirinha melhor.
- Você sabe fazer? – eu podia jurar que os olhinhos de meu amigo brilhavam.
- Aham, eu faço pra você um dia, e melhor faço uma de vinho. – ele riu pegando a dele, os dois começaram a conversar sobre o que poderiam fazer para reunir todo mundo de novo, já que aquele dia havia sido muito divertido. Até que Danny foi chamado para conversar com aqueles mesmo caras que estavam explicando coisas para mim e Harry antes.

Luisa’s P.O.V. in off

Tom caminhava sozinho pelo salão, havia pulado de roda em roda, havia dançado um pouco com alguns amigos, não tinha vontade de beber, também não sabia onde sua namorada se encontrava, Judd parecia irritado em um canto, Danny falava com Ana no bar, Dougie e eu riamos de algumas besteiras numa das mesa. Tom bufou mudando sua direção, virou bruscamente e acabou batendo em alguém, derrubou toda a bebida do copo da menina e olhou para baixo tentando ver quem tinha acertado.
Paulinha cambaleou com o copo longe do corpo tentando não sujar seu vestido e mirou Tom, talvez ele não tenha percebido, mas eu sei que agora o coração de Paula estava acelerado, e suas pernas tremiam, e seu rosto podia estar vermelho, quase roxo.
- Desculpa, desculpa, você ta bem? – Tom perguntou acudindo a garota sem saber por onde começar.
- To, eu nem me sujei. – ela deu um riso nervoso.
- Eu nem olhei pra trás antes de me virar, não deveria ter batido em você. – ele se desculpava pelo olhar.
- Não faz mal mesmo. – Tom sorriu, pensou em convida-la para dançar, pensou no que as pessoas falariam, pensou e desistiu.
- Que bom então. E desculpa. – ele deu um passo para frente e se pôs a andar, sem olhar nem para o rosto da menina, se sentiu mal por isso, mas sabia como reagir, nem o que fazer.
Continuou sua caminhada sem rumo, agora um pouco mais cauteloso. Foi quando em um grupo de garotas avistou a namorada, Gio caminhou até ele, o que não o deixou nada feliz, não queria falar com ela, nem vê-la, nem...
- Onde andou esse tempo todo? – ela falou e para ele pareceu soar extremamente irritante.
- Por ai, a festa é bem grande sabia. – Tom soou grosso.
- Não gosto que você ande com eles. – Gio falou meio aleatoriamente, apontando com o queixo para Harry e Lele que estavam um do lado do outro, eles pareciam discutir na verdade, mas nem Gio nem Tom prestaram atenção nisso.
- E eu não gosto quando você ACHA que pode mandar na minha vida. – ele respondeu ríspido.
- E você não deveria falar assim comigo. - a morena por sua vez demonstrou magoa sem se desfazer da pose arrogante.
- Por que? – Fletcher respondeu sem dar muita importância e se virou para deixá-la falando sozinha.
- Eu não sei o que aconteceu com você Thomas, esse não é você, não o Tom que eu conheci. – Gio cuspiu as palavras.
- Todos os meus atos, são uma resposta para os seus. – ele disse frio e saiu.

Dougie’s P.O.V. in off
- Ta gostando da festa? – Lele perguntou para Ed enquanto eles pegavam uma bebida no bar.
- Claro, muito bonito... tudo por aqui. – E isso me cheirou a indireta, nem vou comentar.
- É né. – Alessandra comentou sorrindo e tomando sua bebida. – Vamos dançar? – perguntou puxando Ed pela mão, ao invés de responder, ele sorriu e a conduziu para a pista, segurando em sua cintura firmemente, ela também sorriu. Estava na cara que rolava o maior clima entre eles, Ed dançava de forma que Lele se encaixasse perfeitamente ao seu corpo, e os dois curtiam o momento de olhos fechados... Percebi que também estava na cara que meu caro Judd não gostava nem um pouco disso. Do outro lado do salão Harry observava os dois com os olhos semi-serrados a algum tempo e fui uma surpresa quando ele foi até o casal pisando duro.
- Alessandra, posso falar com você um pouquinho? – O baterista pediu assim que chegou ao lado deles, não esperou por resposta, apenas pegou a prima pela mão e a puxou para longe do som.
- Hey Judd, não recebeu educação não? – Lele falou tirando seu braço das mãos do garoto.
- Recebi sim, só não to afim de usar. – Harry esquentadinho Judd respondeu soltando-a.
- Precisava ter me chamado agora? – ela perguntou desanimada.
- Precisava sim, antes que você desse pro cara no meio da pista? – Ele falou como se jogasse verdades na cara dela. Alessandra apenas escancarou a boca.
- Desse? Harry você tem noção do quanto está sendo ignorante? Eu não fiz nada com o Ed, oras mas e esse ciúmes agora, vem da onde? E Por que?
- Eu não acho legal você ficar se esfregando em caras em plena festa da gravadora Lele. – ele demonstrou impaciência.
- Ta bom então, vou ali me sentar naquela cadeira, cruzar os braços e esperar o senhor mandar o que eu deveria fazer. – a garota ironizou. – Poupe-me Judd.
- Eu não mando em você Lele, mas eu gostaria sim de um pouco de respeito. – ele falou ultrajado.
- Desculpa se te desapontei, mas não vou respeitar quem não é justo comigo. – Ela saiu pegando o copo em cima da mesa ali perto, bebeu todo o conteúdo e colocou em cima novamente. Depois foi até Ed que estava encostado no bar e começou a conversar com ele. Harry apenas olhou a cena de longe, raiva queimando em seus olhos.

Luisa’s P.O.V. in off

- Ta tudo bem ai? – Aninha chamou perto de Harry, ela estava sozinha e o viu sozinho também, resolveu se aproximar, ficou um pouco perto para ver se ele notava sua presença mas o garoto nem prestava atenção ao redor.
- Ah? Oi. – ele coçou a cabeça um pouco desconcertado.
- Oii. – ela sorriu daquele jeito simpático Aninha-de-ser.
- Ta sozinha por que? – ele respondeu um pouco no automático.
- Boa pergunta. – riu sem graça. – Acho que os outros tem coisas mais interessantes para fazer.
- Ou mais estressantes. – ele falou baixo.
- É ou isso. – ela concordou. – Aconteceu alguma coisa? – pediu sentando na mesa e ele fez o mesmo.
- Nada de importante. – Judd mente mal, muito mal.
- Olha Harry se não quiser compartilhar comigo eu não me importo. – ela falou sincera. – Mas mentir é feio garoto. – e depois divertida. Ele soltou uma risada seca.
- Na verdade é besteira, por isso.
- Besteira, pra te fazer ficar assim. – Ela apontou e ele assentiu.
- Crise de ciúmes, eu explodi. – ele admitiu.
- Da Lele? – ela perguntou, e o garoto assentiu. – Se você gosta dela não é besteira.
- Eu não sei... se gosto dela. Quer dizer eu gosto dela, mas eu não sei...
- A intensidade? – Aninha tentou ajudar.
- Exatamente, eu não entendo esse gostar. – ele falou largando os ombros.
- Vai ficar tudo bem, você vai ver. – A garota soltou suas famosas frases de motivação. Harry olhou para ela e passou um dos braços por cima de seus ombros num abraço desajeitado em forma de agradecimento, Aninha riu e eu tenho certeza que se derretia toda por dentro.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

21 – Você está pronto para a noite das noites?

Dougie’s P.O.V.

Sentei no sofá bufando, ainda faltava muito tempo para a festa, e eu já estava pronto, estava pronto a algum tempo aliás, depois de andar pela sala em círculos eu resolvi me sentar e ligar a televisão, as meninas deveriam estar longe de terem acabado de se arrumar então... Meu celular tocou no bolso traseiro, é o Harry quer ver? A bicha não vive sem mim:
- Alo! – eu falei parecendo mais animado do que realmente me encontrava.
- Oi Dougie. – ele disse não tão animado quanto eu aparentei.
- Que aconteceu? – pedi.
- Alessandra, ela ainda ta no quarto, sim, ainda a horas. – ele falou e eu não conti uma gargalhada. – Não ria, como se já não fosse muito eu ter dado meu cartão de credito para ela, as amiguinhas e a sua namorada comprarem roupas.
- Não fala isso, que eu sei que você gosta. – ele riu concordando. – Luu não é minha namorada.
- Ainda. – Harry me cortou antes que eu falasse a palavra.
- E nem sei quando vai ser. - falei me levantando do sofá e indo até a janela, chovia lá fora.
- Não seja dramático Poynter. – Harry falou, por mais que a frase seja ríspida, seu tom era de brincadeira. – Tom vai com a Gio?
- Deve ir, desde que ele deixou minha casa para voltar para a dele não tive muitas noticias, só sei que eles não estão as mil maravilhas, ainda estão brigando.
- Isso é que nem sabemos quando vai acabar. – ele falou suspirando.
- Realmente, sabe se o Danny vai levar alguém? – perguntei pensando que tirando o casal briguento, eu seria o único acompanhado, já que Lele e Harry estavam tão distantes um do outro que ela até havia convidado o Ed para ir.
- Acho que não, ele acha alguém lá. – Judd falou meio rindo de uma forma rabugenta, devo destacar que meu amigo não estava nem um pouco feliz com o encontro da prima, mas quem irá entender, se eles resolvem que ficar amigos é melhor e depois ficam emburrados.
- E você? – eu pedi cutucando a fera de vara curta.
- Eu sou de todo mundo. – ele brincou para afastar o assunto.
- Ta bom Judd, eu sei que você é meu. – brincar com os sentimentos do meu amigo era legal, mas até certo ponto.
- Eu não posso ser só seu Dougie, temos que dividir, eu te divido com a Luu e você me divide com o mundo ok? – explicou como se eu tivesse cinco anos de idade.
- Mas o mundo é muito maior que a Luu. – eu fiz birra.
- Qualquer um é maior que a Luu, por isso que vcs combinam. – Nós dois rimos.
Depois de mais algumas indiretas, e diretas sobre nosso relacionamento gay inexistente eu desliguei pronto para ir pegar as meninas, Judd continuou a reclamar de Lele, mas a essa altura do campeonato eu já havia desligado.
Segui com o meu carro pela rua chuvosa, a casa dela não era muito longe, talvez uns 15 minutos de carro, liguei o radio e tocava uma musica desconhecida de minha parte, comecei a devagar em minha mente sobre a festa, teria bastante gente importante, que não tinha a mínima importância para mim, mas teria os guys, e as meninas, e seria também meu primeiro encontro com Luu publicamente, deveria eu agir de forme diferente?

Luisa’s P.O.V.

Não sou muito do tipo que demora para me arrumar, mas quando está você, suas amigas e sua irmã, não tem como ser rápido, entre musicas, conversas e risadas, eu colocava uma peça de roupa, ou arrumava algo na minha cara, e isso complicou mesmo as coisas, mas em questão de algumas horas estávamos prontas, apenas esperando Dougie. Aninha usava um vestido estilo tubinho, tomara que caia e justo, com uma listra preta, um cinto básico embaixo do busto e verde. Ela calçava um scarpin preto de ponta arredondada. Paulinha por sua vez optou por um branco, um pouco acima do joelho, rodado, aberto nas costas e cruzado, alem de uma linda sandália branca também. Ana estava de verde, mas não como o da Aninha que era mais para o verde água, o dela era um verde meio terra, com sobreposições na barra, ficando mais armado, em cima era simples, nem decotado demais nem decotado de menos, nos pés ela calçava uma espécie de sandália fechada atrás, com fitinhas, preta. Eu, por minha vez, estava de cinza, meu vestido era curto e balone, acinturado, e na sua parte de cima tinha um trabalhado de pedras e paete, resolvi por uma sandália alta, meia pata e também prateada.
- Seu vestido é lindo Ana, mas eu não acredito que você o parcelou em cinco vezes no cartão. – Eu falei fingindo estar desolada. – Sem contar nos sapatos, isso vai sair caro.
- E você acha que eu ia aceitar que o Harry pagasse tudo para mim? – ela respondeu.
- Desse jeito faz a gente parecer umas interesseiras. – eu disse.
- Não, não é isso, mas vocês o conhecem a mais tempo, e, eu não me sentiria confortável.
- Hum, ele que quis, ou melhor, a Lele que quis, mas mesmo assim. – nós rimos.
- Acham que de branco eu não pareço indo para a virada do ano? – Paulinha perguntou se encarando no espelho do corredor.
- Claro que não pamonha. – Aninha respondeu usando o duplo sentindo do xingamento-apelido que nós tanto gostávamos.
- Mas é tão branco. – Paulinha rebateu.
- E eu to de verde oras. – Aninha falou como se fosse obvio, nós apenas rimos. O interfone tocou e eu levantei pulando do sofá na hora, minhas amigas riram um pouco mais da minha cara para variar, eu só revirei os olhos para elas.
Ao invés de Dougie subir, nós descemos, não estávamos atrasados nem nada, só pra poupar escadarias, é nosso prédio não tinha elevador, quem se importa.
- A chuva não estragou a chapinha de vocês? – ele falou quando entramos no carro sobre as poucas gotas que pegamos no caminho da porta até o automóvel.
- Eu nunca fiz um chapinha baixista. – Disse vendo minhas amigas entrarem pela porta de trás, e sentindo Dougie mexer no meu rabo de cavalo alto como se não acreditasse que nele não tivesse uma chapinha. – Só um pouco de creme e secador. – contei meu segredo a ele, que riu.
- Boa noite Ladies. – ele falou arrancando depois que as três estavam dentro, em segurança da chuva.
O silencio se instalou por algum tempo, quem o quebrou foi Ana.
- Ok, eu realmente acho que preciso fazer isso. – todos olhamos para ela, até mesmo Dougie, pelo retrovisor. – O que exatamente você quer com a minha irmã senhor Dougie Poynter. – ela falou num tom ameaçador, mas que todos sabíamos o quanto era falso.
- Nada que você não tenha visto num filme pornô. – ele disse em resposta, e sorriu maroto para mim.
Ana abriu a boca surpresa e soltou uma risada antes de que qualquer palavra saísse, Dougie tentou reparar a brincadeira:
- Não, mentira! Não farei nada que Luu não quiser. – ele completou olhando para ela agora.
- Eles vão mesmo fazer um pornô! - Paulinha falou alto seguida de gargalhadas.
- Acho que Dougie não vai se importar de fazer só o que a Luu quer. – Aninha também acusou a minha personalidade pervertida.
- Isso é na teoria, vocês não sabem na pratica. – Dougie comentou com pesar, um sorriso dançando em seus lábios.
- Ela aprendeu bem as lições né Luu? – Ana me pediu.
- Aprendi sim, seus bobos, vão falar da vida de outra pessoa ok. – eu disse rindo.
Nós chegamos ao local, eu acho, pois Dougie foi diminuindo a velocidade, e era possível ver as luzes e um local grande, decorado, parecia uma festa para mim. Dougie parou o carro, aonde um moço veio buscá-lo para estacionar, nós descemos numa parte já coberta, senti a mão de Dougie entrelaçar na minha, e olhei para as meninas nervosa. Do outro lado da entrada avistei Lele e Harry, ai meu deus, eu sabia do quanto era bonito o vestido de Lele, já que compramos juntas, mas ela ficou linda com aquele vestido branco, tomara-que-caia, de tecido simples com algumas dobras na horizontal, era curto e ela também usava uma meia-pata, mas esta era marrom.

Dougie’s P.O.V.

Judd e a prima vieram em nossa direção sorrindo, nós dois com certeza teríamos que esperar os dois patetas para tirar algumas fotos, ou talvez não, do outro lado Danny também se aproximava, e Tom vinha ao lado dele.
- O ultimo a chegar Poynter. – Comentou Jones sorrindo.
- Também com esse tanto de mulheres. – Brincou Harry olhando para as cinco que riam e conversavam.
- Alguns com tantos e outros com tão pouco. – Danny abriu os braços mostrando que não havia ninguém com ele.
- Não seja por isso, eu te empresto uma das minhas. – Eu brinquei.
- Elas estão realmente bonitas. – Ouvimos a voz de Tom atrás e abrimos a rodinha, só faltava ele. Procurei por Gio em seu pé, mas ela nem estava ali.
- Cadê a Gio? – Harry perguntou por mim.
- Conversando com alguém por ai, ela não gosta da sua prima Judd. – ele falou sem nem se importar com o que pensaríamos dela, se eu bem conheço Tom, ele faria de tudo para acobertar qualquer besteira que a namorada fizesse.
- Por que? – Harry pediu assustado.
- Ela é amiga da nova namorada do Dougie, Gio e Frankie não gostam das duas. – ele deu de ombros, eu fiz o mesmo. Reparamos na aglomeração ao nosso redor, e resolvemos deixar assuntos pessoais para depois. Eu nem por que tirar fotos em todos os eventos estamos quase sempre iguais, hoje talvez um pouco mais arrumados, mas nada que fizesse diferença, acho que as fãs nem sequer reparam em nossas roupas, a única coisa que muda é o cabelo.
Logo depois de acabarem com os flashes, mas antes que o hall da festa ficasse vazio eu fui buscar Luisa, se fosse para aparecer com ela publicamente, que seja então, publicamente.
- Oooi. – eu cheguei na rodinha das meninas. – Vou roubar a amiga de vocês um pouquinho.
- Que vamos fazer Dougie? – ela perguntou segurando minha mão insegura.
- Uma entrada triunfal. – eu falei rindo da cara dela, nos parei bem na porta, colocando minha mãe livre em sua cintura, e ficando de frente para Luisa que encarou meus olhos envergonhada. Mas quase sem pensar ela seguiu o plano, colocando as mãos em meu pescoço. Então eu a beijei como sempre fazia, e como sempre sentindo aquela coisa nova que nunca ficava velha. Ela soltou um risinho no meio do beijo, eu ainda segurava sua mão e resolvi cortar o momento antes que alguém nos acuse de atrapalharmos a passagem. Luisa estava toda vermelha de vergonha e eu ri segurando sua mão mais forte. Ela chamou as meninas com a mão antes de entrar, e então estávamos na festa.
A luz era baixa, a pista tinha fumaça de gelo seco, um pouco pequeno talvez para algum comunicado, mesas ao redor, o bar num canto, a decoração continha uma combinação de branco e verde. E muitas pessoas. Realmente tinha gente ali.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

20 - tempos como esses nós nunca esqueceremos

Luisa’s P.O.V.

Bom agora a gente só conversava, já passava na meia noite, e todo mundo se tratava como melhores amigos de tempos. Acho que era aquele clima de eles são melhores amigos, nós somos melhores amigas, e o sentimento de que conhecíamos aqueles caras desde longa data fazia tudo parecer mais intimo e divertido. Se fosse confidenciá-los uma coisa, diria que me sentia em uma fanfic, daquelas onde suas amigas e você vivem super aventuras do lado dos quatro caras mais perfeitos do mundo, era surreal.
Então alguém bateu na porta, eu me levantei instintivamente, aquilo era estranho ninguém chegava a porta sem passar pelo interfone. Dougie me segurou no lugar, falando algo como:
- Eu não vou deixar você sair. – e me abraçando forte, acho que ele bebeu demais.
Danny se levantou e foi até a porta, eu resolvi deixar, ele só ia atender mesmo. O garoto abriu a porta devagar, e eu pude ver pela primeira fresta uma mala, meio bege meio laranja, colorida, eu reconheceria aquela bolsa de longe, eu havia ajudado a escolhe-la, e ela pertencia a minha irmã.
- Ana! – levantei sobressaltada antes de Jones terminar de abrir a porta. Todos me olharam, Dougie até me soltou de susto, depois mudaram seu foco para a porta e eu acho que não foi boa idéia, por que quando ela foi aberta Ana deu de cara com oito pares de olhos a encarando.
Levantei-me para acudi-la por que sua expressão mostrava totalmente a confusão que deveria se passar em sua mente. E nem reparei quando praticamente todos eles haviam se levantado para cumprimentá-la, é claro que aquela altura do campeonato eles já sabia vinda da Ana, eu não parava de falar nisso, esquecendo o transtorno que teria em explicar a situação a ela, eu simplesmente esperei Danny dar um espaço para o lado e pulei para lhe abraçar, eu sentia tanta falta da minha família.
Ela retribui meu abraço, mas eu sabia que sua cabeça estava se movendo olhando para todos da sala.
- Por que tem clones dos mcguys na sua casa Lu? – ela perguntou baixo enquanto eu a convidava para entrar.
- Longa historia. – Depois do meu abraço ela cumprimentou todos da sala de um jeito surpresa como se não acreditasse, pedi a Danny que me ajudasse a levar as malas dela para o meu quarto, já que ele estava mais perto, e fui junto com os dois, precisava explicar algumas coisas.
- ‘Ta bom, agora da pra resumir sua longa historia, eu só quero entender alguma coisa. – ela falou rindo um pouco e olhando para as costas de Danny, ah minha irmã Jones estava aqui, eu queria abraçá-la de novo, mas me contentei.
- Eu conheci o Dougie, a gente começou a sair, eu conheci os outros guys, e hoje era um jeito de apresentar todo mundo, só faltava você, mas agora você ta aqui. – eu falei com os olhos brilhantes, há tanto tempo queria contar isso à ela.
- Você e Dougie juntos, ai meu deus. – ela falou rindo.
Chegamos ao quarto e eu mandei Danny deixar a bolsa ali, ele se virou para a nos duas rindo, e falou:
- Sua irmã não sabia de nada? – eu neguei com a cabeça e completei um pouco constrangida.
- Queria contar pessoalmente. – os dois assentiram. E eu falei:
- Vamos pra sala, ainda deve ter lasanha pra você. – apontei para Ana, e sai do quarto. Os dois deram de ombro sorrindo e me seguiram.
Na sala eles ainda conversavam de pé perto da porta, puxei Dougie pra perto de mim e falei pra galera voltar pro meio da sala, Ana pegou um pouco de lasanha e se juntou a nós, sentando ao meu lado e de Lele.
- Fala ai como foi a sua viagem. – Paulinha perguntou do outro lado da sala.
- É, que você fez? – eu pedi.
- Onde você tava? – Tom perguntou.
- Calma gente uma pergunta de cada vez. – Danny falou. E foi o bastante para coemçar a chover perguntas, claro que aquilo terminou em risadas de todas as partes.
Depois que a cambada se acalmou Ana contou um pouco da viagem, melhores momentos, e tudo mais... Ela tinha lidado melhor com o fato de conhecer os guys assim de surpresa, ou minha irmã tinha o psicológico mais preparado ou ia ter algum efeito retardado mais tarde.

Dougie’s P.O.V.

Mais para o fim da noite, ou começo do dia, deveria dizer? Nós todos estávamos jogados de alguma forma pela sala, vendo algum filme que eu nem sabia qual era na tv e morrendo de rir das piadas que um ou outro soltava sobre o estado deplorável dos nove jovens do cômodo. O clima só passou de engraçado ao extremo para tenso quando o celular de Tom começou a tocar, e ele olhou no visor transformando sua expressão, do bom para o ruim.
- É a Giovanna. – Me falou e eu o olhei incentivando a atender.
- Que aconteceu? – Luisa me perguntou. Eu dei de ombros, não sabia direito, não queria passar informação errada.
De primeiro momento nós ficamos quietos, para não atrapalhar, mas depois ninguém mais se segurou e começou a conversar, Tom também não pareceu se importar, então a gente continuou normalmente, eu às vezes olhava, para Tom nem ter me contado direito deveria ser algo serio. E simplesmente do nada, pudemos ouvir do outro lado da linha gritos, e Tom respondendo com mais gritos, as meninas pararam de conversar, Danny parou de cantar, Harry parou de grunir e eu parei de enxer o saco de Luisa para olharmos a cena:
- Eu não importo, e eu não quero mais falar sobre isso. – Tom gritou ao telefone e do outro lado Gio respondeu.
- Ah você não se importa por que não é com você não é mesmo? Não quer mais falar? Como pode ser tão egoísta Thomas? – Tom olhou irritado para o nada.
- Eu não sou egoísta, você que é paranóica! – e ao dizer isto ele tirou o telefone do ouvido e desligou. Encarou nossos olhares perplexos.
- Ainda está de pé eu dormir na sua casa Dougie? – me perguntou constrangido, eu assenti, o silencio tomou conta, Harry tentou descontrair falando:
- E ai quem quer mais pipoca? – pondo a mão no pote e jogando um pouco na cara de Lele e Aninha.
- Que aconteceu cara? – Danny perguntou preocupado, eu assenti novamente, e Harry parou de brigar com as duas para prestar atenção também. Na verdade todo mundo prestava atenção.
- A Gio ‘ta noiada, fica vendo coisa onde não tem, a gente brigou hoje mais cedo, e agora ela veio cobrar que eu ainda não to em casa, então, como vocês viram a gente brigou de novo. - A cara de enterro foi geral, e o primeiro a quebrar o silencio fui eu mesmo:
- Acho que já ta tarde mesmo, a gente deveria ir, deu de incomodarmos as meninas. – eu falei batendo na perna de Luu, e me levantando.
- É vamos. – Tom falou, ele havia ficado totalmente desconfortável depois da ligação.
- Heeey. – Luisa gemeu tentando me puxar pra baixo.
- A gente vai, mas a gente volta. – Danny brincou para consola-la.
- Por que vocês não as convidam para aquela festa lá? – Lele falou sacudindo o braço de Harry. E a olhei irritado, eu ia convidar Luisa, mas ia ser de uma maneira especial, por que seria nossa primeira aparição publica oficial, Lele estraga prazeres.
- É uma idéia! – Danny falou rindo. E olhei para ele também, parem de estar meus planos, eu ainda tinha esperanças dela não ter ouvido Lele. Antes que a coisa ficasse mais difícil de controlar eu me virei para Luisa e falei:
- Você vai na festa comigo né? – ela piscou duas vezes, sorriu e me abraçou. – Eu ia te convidar de uma forma bem mais legal, mas essa gente acabou com os meus planos. – falei em seu ouvido. Ela riu baixo.
- Eu adorei esse jeito. – então eu não agüentei e a beijei, havíamos ficado sem nos beijar desde àquela hora quando nos interromperam no quarto, foi um beijo simples, como em câmera lenta, minhas mãos pousavam sua cintura e as dela meu pescoço.
- Pombinhos, a gente não tava indo não? – Judd falou me cutucando, eu soltei Luu, e fiz careta pra ele.
- Quando é a festa? – Ana perguntou.
- Sexta feira. É uma festa da gravadora, vocês vão gostar. – Tom respondeu.
- Eu passo pra pegar vocês. – falei pensando em que, nem se tivessem o endereço as meninas tinham como ir a festa.
- Que tipo de traje? – Aninha perguntou.
- Social. – Lele respondeu pela gente, ela parecia bem animada com isso.
Depois das despedidas, Tom e eu fomos para casa comentando a noite, ele falava de tudo, menos da parte onde Gio apareceu, ou melhor, ligou.
Tom ia dormir no sofá da sala, mas teve que dividir a cama comigo, por que o sol já estava nascendo quando chegamos em casa, e a sacada da sala não tem cortina, sorte que amanha, digo, hoje, é domingo.

Luisa’s P.O.V.

Os meninos queriam ficar para ajudar com a bagunça, mas a nós não deixamos, dormir agora? Nem pensar, e ter algo pra fazer enquanto conversamos seria bom.
- Ai meu deus! – Aninha falou se jogando no sofá.
- Nada de sentar garota, a gente tem muita coisa pra juntar, arrumar, lavar, secar, guardar.
- Lu, são quase sete da manhã, a gente podia fazer isso, mais tarde né. – Paula falou já coçando os olhos.
- Nem que quisesse eu conseguiria dormir agora. – Ana falou levando uma remessa de copos para a cozinha.
- Nem eu. – concordou Aninha a seguindo com mais alguns.
- Acorda pamonha, a gente dorme mais tarde. – falei batendo de leve nela e lhe entregando uma vassoura.
- E daí quando eu vi Danny Jones abrindo a porta eu pensei que tinha errado de endereço e batido no céu. – Ana narrava a história por seu ponto de vista e nós ouvíamos em silêncio.
- E que foi aquele beijo ein? – Aninha alfinetou. Eu ri, mas não respondi.
- Vocês acham que a coisa com a Gio é seria? Tom parecia mal. – Paulinha comentou olhando para baixo.
- É tão estranho falar deles assim, com vocês, como se fosse real, na verdade é real. – eu falei me dando conta disso.
- Mas você já não os conhecia antes delas Luu? – Ana perguntou confusa.
- Já, mas não era a mesma coisa, agora parece verdade, ou talvez pareça mais mentira do que antes, eu não sei. – Falei rindo
- Pra mim parece um sonho. – Aninha comentou e as outras duas assentiram.
- Luu, a Lele e o Harry têm alguma coisa? – Paulinha me perguntou.
- Eles tinham, não sei se tem mais. – Falei olhando para minha amiga Judd com duvida no olhar, mas Aninha retribuiu com confiança, eu sorri.
- Nossa, eu não imaginei que eles fossem tão legais de verdade. – Ana comentou rindo.
- Eles são demais. – Pamonha falou e suspirou.
- Gente, com que roupa a gente vai na tal festa? – eu perguntei. – Eu quero um vestido novo. Temos que ir as compras. – Sentenciei antes que elas respondessem. O alvoroço foi geral, e ficou combinado que sairíamos quarta feira a noite para vermos roupas. Depois de tudo arrumado, Ana ia dormir no colchão extra do meu quarto, e assim nós fomos, depois de tomar café da manhã, dormir um pouco.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

19 – Nada realmente importa, nada realmente importa mesmo

Luisa’s P.OV.

- Ok, no que você precisa de ajuda Lulis? –Aninha entrou na cozinha, estava realmente bonita, então antes de responder eu elogiei.
- Ai que gatinha! – falei rindo. – Bom, pelas minhas contas no jantar vamos estar em... – fiquei em silencio para contar. – Sete, eu pensei em fazer uma lasanha.
- Me parece gostoso. – Ela já começou a arregaçar as mangas.
- Não quero que você se suje Aninha.
- E eu não quero que você esteja desarrumada quando os mcgostosos chegarem. Vai lá Luu, eu cuido de tudo por aqui agora.
- E a Paulinha? – eu pedi, afinal casa com um só banheiro é foda.
- Já ta se arrumando no quarto. Relaxa. – ela aconselhou pegando as receitas que eu havia deixado em cima da mesa.
- E tem como? Vai ser muito especial. – comentei com os olhos brilhando, ela concordou. – Pena a Ana. – eu disse sentindo uma pontada de tristeza.
- É... – Aninha me olhou com o canto do olho.
- Mas sabe, era o único dia que os guys podiam essa semana, e eu sinto que já adiei isso demais. Além do mais o Dougie tem razão, não precisa ser a primeira e última vez que a gente sai juntos. Né? – comentei precisando que alguém concordasse comigo.
- Claro, claro cherry. Não se preocupa com isso, ela não vai ficar brava com você.
- ‘Ce acha? – perguntei insegura.
- Tenho certeza. Agora vai lá senhora Poynter. – ela me empurrou cozinha a fora.
Passei por Paulinha no corredor andando toda feliz com os cabelos molhados.
- Quanta felicidade pra uma Fletcher só, e ele nem vem.
- Mesmo assim oras, vou conhecer os outros mcmoscas. – ela falou erguendo o queixo. - Só por que ele prefere ficar com a namorada dele a jantar com as mais divas não quer dizer que eu deva ficar triste. – ela disse brincando.
- Não é que ele prefere Paah, ele não pode vir. – eu expliquei, eu sabia que ela já sabia, mas me sentia culpada por ele não vir. Não sei explicar.
- Tudo bem Lu, eu tava brincando, vou lá ver a Aninha trabalhar. – ela me mandou beijos no ar e saiu.
Corri até o banheiro, precisava me arrumar rápido, Dougie seria o primeiro a chegar e eu ainda queria ajudar a fazer a sobremesa.

Dougie’s P.O.V.

Chequei se não faltava nada antes sair, quando meu celular começou a tocar no meu quarto, ops acho que esqueci dele. Corri até lá e atendi eufórico, nem olhei no visor, mas suspeitava que fosse Luu me pedindo alguma coisa:
- Aloo. – falei.
- Dougie. – não era a voz de Lu, era a voz do Tom. – Aquele jantar que você e os meninos estavam combinando, era hoje?
- Era sim Fletcher. – eu falei pensando que já poderia estar lá.
- Que horas? – Ele pediu.
- Bom, a gente marcou pras 7, mas eu já tava saindo sabe, pra chegar antes.
- Ah sim. Eu poderia ir com você? – Fiquei em silencio por alguns segundos, me pegou de surpresa.
- É claro Tom, mas...
- Não vai mesmo incomodar? – ele me cortou.
- Não, elas vão adorar você lá Fletcher. Mas por que? Assim, que aconteceu?
- Te conto quando chegar ai, e você me espera? Daí a gente vai juntos.
- Ok, eu aproveito e aviso a Luu que você vai.
- Ta, já estou saindo. – e eu ouvi dar partida no carro, então ele estava pronto para sair, nem em casa estava. Isso era estranho, muito estranho. Disquei o numero de Luu no telefone, mas ninguém entendeu, bom expulsar Tom de sua casa ela não faria, então... Sentei esperando o loiro aguado chegar, o que não demorou muito, me apressei a sair também, afinal já estávamos atrasados:
- Vamos no meu carro, depois eu te deixo em casa. – Ele falou quando me viu, me escorei no vidro.
- Eu posso demorar. – avisei.
- No momento eu não me importo, ia pedir pra dormir aqui mesmo.
- Mas que aconteceu Thomas? – eu perguntei entrando no carro.
- Eu e a Gio brigamos. – ele falou me pedindo informações do caminho com as mãos.
- Ah sim, isso eu já imaginava. Mas por que?
- Ah, ela começou a me acusar sem motivos, tava de cabeça quente, me irritei, e falei coisas sem sentidos pra ela também, aí que ela me expulsou de casa.
- O que?! – tudo bem que briga de casal é normal, mas expulsar de casa é demais.
- Sabe ela tem razão, eu não deveria ter falado algumas coisas.
- Hum, mas ah cara, e vocês não podiam ter se entendido?
- Podia, mas eu preferi esfriar a cabeça, não to a fim de voltar lá. Mas esquece isso, e nem fala pros outros guys, não agora, não quero que seu jantar vire um “ajude o Tom”.
- Beleza. – eu ri por dentro da expressão ‘seu jantar’, mas preferi ficar quieto.

Luisa’s P.O.V.

Dougie já estava atrasado, e isso me deixou um pouco preocupada, não que eu devesse ficar, mas bom, eu fico preocupada com tudo. Agora Paulinha colocava a mesa e eu lavava os últimos talheres que faltavam. A lasanha estava pronta, e a torta de bolacha para sobremesa também. Eu ainda queria que Ana estivesse aqui, mas ela vai conhecer os guys, certeza. Enquanto afofava as almofadas do sofá o interfone tocou. Corri:
- Quem é? – perguntei.
- Advinha.
- Vai se foder Poynter. – falei rindo e ouvi uma risada ao fundo.
- Quem ta junto? – pedi.
- O Tom. – ele respondeu e eu gelei.
- Ai meu deus, o Tom veio. – falei para Paulinha ouvir, ela levantou a cabeça e me olhou com os olhos esbugalhados.
- Agora deixa a gente subir Luu. – Dougie me acordou pra vida e eu apertei o botão rindo.
- Tom ta vindo. – cantarolei passando por Paula e rindo junto Aninha na cozinha.
Abri a porta e deixei os dois entrarem, cumprimentando-os com um beijo. Tom foi muito simpático com as meninas, e também não foi preciso de muito para que a conversa rolasse solta, ele se divertia pedindo coisas sobre o Brasil e contando o que achava de lá, e é claro que as duas estavam maravilhadas, ok não é como se eu também não estivesse, mas disso o Dougie não pode saber.
- Hey baixista. – eu chamei Dougie para que ele me olhasse. – Vem cá. – Me levantei e o levei até o quarto. Ele me seguiu quieto, eu sabia que ele estava reparando em cada detalhe, até ali não tinha me tocado que ele nunca havia passado da sala.
Entramos na ultima porta do corredor, e ele ficou parado na porta olhando.
- Dougie! Entra! – eu disse rindo.
- Ah, eu também quero uma foto desse tamanho de você no meu quarto. – ele disse apontando para o poster grande dele na parede.
- Ixi, não tem como. – eu falei com cara de ‘fodeu’.
- Ah você vai ter que arranjar pra mim. – ele foi manhoso e se aproximou de mim pouco a pouco.
- E por acaso foi você que me arranjou aquele ali? – eu pedi me afastando de seus braços.
- Não... Luu por que você me chamou aqui? – ele pediu rindo e vindo atrás de mim.
- Eu tava com saudades né, falar ao telefone não tem graça. – ele sorriu e chegou mais perto colocando a cabeça em meu pescoço.
- Aiin, desculpa minha pequena, eu queria ter mais tempo para você.
- E deixar de ser superocupado como superstar? Nunca. – ele riu mais alto, me abraçando e soprando em meu ouvido.
A coisa ia ficar boa quando ouvimos o interfone de novo e Paulinha gritou
“Atende Luisa!” Dougie bufou e eu ri um pouco, me soltando do seu abraço e andando até a sala.
- Quem? – falei.
- A Lele, o Hazz e o Danny Jones. – Alessandra falou do outro lado.
- Ahn não podem entrar. – falei.
- Por que?! – ela disse ultrajada.
- Por que eu não gosto da que se chama Lele. – disse fazendo pouco caso do nome.
- Mas eu sei que você gosta dos outros dois, abre ai Lu. – Harry falou rindo. Então eu abri. Pude ouvir Lele reclamando de alguma coisa do outro lado, mas ela sabe que eu amo ela.
Eles subiram, enquanto eu e Aninha colocávamos a mesa, Paulinha conversava com Tom no sofá e Dougie os esperava na porta, muitos cumprimentos se seguiram até que todos estavam bem apresentados e conhecidos, por incrível que pareça o mais engraçado foi ver as meninas conhecendo a Lele e se juntando para falar mal de mim.
- Olha Dougie, olha que elas tão fazendo. – eu disse desolada, apontando para as meninas. Ele só riu e eu gritei para elas, meninos ainda estavam um pouco deslocados.
- Fiquem quietas gralhas, vamos comer. – eu chamei as três, o que só as fez virarem a falarem mais mal de mim ainda. Claro só pra me irritar.

Dougie’s P.O.V.

Estávamos todos assistindo aquela pequena cena onde garotas falavam alto e riam de jeito estranho, a coisa ficou pior quando Luisa se juntou a elas. Quando elas resolveram que era hora de comer vieram até a mesa e a primeira a se pronunciar foi Luisa.
- Temo um problema. – ela falou, problema? Que problema? E não sabia de nenhum problema.
- Que foi Lu? – Eu perguntei.
- Não cabe todo mundo numa mesa só. Ela é um pouco pequena. – Luu parecia envergonhada. – Mas tudo bem, a gente come na sala. – ela apontou para si mesma e para as meninas.
- Mas que graça teria assim? – Tom perguntou.
- É, o legal é ficar todo mundo junto. – eu disse, abraçando ela.
- E se comêssemos todos na sala? – Danny falou e todo mundo pareceu concordar.
- Eu acho uma boa idéia. – Harry agora falava.
- Ok problema resolvido. – beijei a testa de Luu e fui me servir.
Todos se serviram, e quando vimos estávamos sentados em roda no chão, comendo uma lasanha deliciosa, rindo de besteiras e tentando falar mais alto que o som da tv, a casa tava uma bagunça mas pelo menos todos se divertiam.