Luisa’s P.O.V.
Bom agora a gente só conversava, já passava na meia noite, e todo mundo se tratava como melhores amigos de tempos. Acho que era aquele clima de eles são melhores amigos, nós somos melhores amigas, e o sentimento de que conhecíamos aqueles caras desde longa data fazia tudo parecer mais intimo e divertido. Se fosse confidenciá-los uma coisa, diria que me sentia em uma fanfic, daquelas onde suas amigas e você vivem super aventuras do lado dos quatro caras mais perfeitos do mundo, era surreal.
Então alguém bateu na porta, eu me levantei instintivamente, aquilo era estranho ninguém chegava a porta sem passar pelo interfone. Dougie me segurou no lugar, falando algo como:
- Eu não vou deixar você sair. – e me abraçando forte, acho que ele bebeu demais.
Danny se levantou e foi até a porta, eu resolvi deixar, ele só ia atender mesmo. O garoto abriu a porta devagar, e eu pude ver pela primeira fresta uma mala, meio bege meio laranja, colorida, eu reconheceria aquela bolsa de longe, eu havia ajudado a escolhe-la, e ela pertencia a minha irmã.
- Ana! – levantei sobressaltada antes de Jones terminar de abrir a porta. Todos me olharam, Dougie até me soltou de susto, depois mudaram seu foco para a porta e eu acho que não foi boa idéia, por que quando ela foi aberta Ana deu de cara com oito pares de olhos a encarando.
Levantei-me para acudi-la por que sua expressão mostrava totalmente a confusão que deveria se passar em sua mente. E nem reparei quando praticamente todos eles haviam se levantado para cumprimentá-la, é claro que aquela altura do campeonato eles já sabia vinda da Ana, eu não parava de falar nisso, esquecendo o transtorno que teria em explicar a situação a ela, eu simplesmente esperei Danny dar um espaço para o lado e pulei para lhe abraçar, eu sentia tanta falta da minha família.
Ela retribui meu abraço, mas eu sabia que sua cabeça estava se movendo olhando para todos da sala.
- Por que tem clones dos mcguys na sua casa Lu? – ela perguntou baixo enquanto eu a convidava para entrar.
- Longa historia. – Depois do meu abraço ela cumprimentou todos da sala de um jeito surpresa como se não acreditasse, pedi a Danny que me ajudasse a levar as malas dela para o meu quarto, já que ele estava mais perto, e fui junto com os dois, precisava explicar algumas coisas.
- ‘Ta bom, agora da pra resumir sua longa historia, eu só quero entender alguma coisa. – ela falou rindo um pouco e olhando para as costas de Danny, ah minha irmã Jones estava aqui, eu queria abraçá-la de novo, mas me contentei.
- Eu conheci o Dougie, a gente começou a sair, eu conheci os outros guys, e hoje era um jeito de apresentar todo mundo, só faltava você, mas agora você ta aqui. – eu falei com os olhos brilhantes, há tanto tempo queria contar isso à ela.
- Você e Dougie juntos, ai meu deus. – ela falou rindo.
Chegamos ao quarto e eu mandei Danny deixar a bolsa ali, ele se virou para a nos duas rindo, e falou:
- Sua irmã não sabia de nada? – eu neguei com a cabeça e completei um pouco constrangida.
- Queria contar pessoalmente. – os dois assentiram. E eu falei:
- Vamos pra sala, ainda deve ter lasanha pra você. – apontei para Ana, e sai do quarto. Os dois deram de ombro sorrindo e me seguiram.
Na sala eles ainda conversavam de pé perto da porta, puxei Dougie pra perto de mim e falei pra galera voltar pro meio da sala, Ana pegou um pouco de lasanha e se juntou a nós, sentando ao meu lado e de Lele.
- Fala ai como foi a sua viagem. – Paulinha perguntou do outro lado da sala.
- É, que você fez? – eu pedi.
- Onde você tava? – Tom perguntou.
- Calma gente uma pergunta de cada vez. – Danny falou. E foi o bastante para coemçar a chover perguntas, claro que aquilo terminou em risadas de todas as partes.
Depois que a cambada se acalmou Ana contou um pouco da viagem, melhores momentos, e tudo mais... Ela tinha lidado melhor com o fato de conhecer os guys assim de surpresa, ou minha irmã tinha o psicológico mais preparado ou ia ter algum efeito retardado mais tarde.
Dougie’s P.O.V.
Mais para o fim da noite, ou começo do dia, deveria dizer? Nós todos estávamos jogados de alguma forma pela sala, vendo algum filme que eu nem sabia qual era na tv e morrendo de rir das piadas que um ou outro soltava sobre o estado deplorável dos nove jovens do cômodo. O clima só passou de engraçado ao extremo para tenso quando o celular de Tom começou a tocar, e ele olhou no visor transformando sua expressão, do bom para o ruim.
- É a Giovanna. – Me falou e eu o olhei incentivando a atender.
- Que aconteceu? – Luisa me perguntou. Eu dei de ombros, não sabia direito, não queria passar informação errada.
De primeiro momento nós ficamos quietos, para não atrapalhar, mas depois ninguém mais se segurou e começou a conversar, Tom também não pareceu se importar, então a gente continuou normalmente, eu às vezes olhava, para Tom nem ter me contado direito deveria ser algo serio. E simplesmente do nada, pudemos ouvir do outro lado da linha gritos, e Tom respondendo com mais gritos, as meninas pararam de conversar, Danny parou de cantar, Harry parou de grunir e eu parei de enxer o saco de Luisa para olharmos a cena:
- Eu não importo, e eu não quero mais falar sobre isso. – Tom gritou ao telefone e do outro lado Gio respondeu.
- Ah você não se importa por que não é com você não é mesmo? Não quer mais falar? Como pode ser tão egoísta Thomas? – Tom olhou irritado para o nada.
- Eu não sou egoísta, você que é paranóica! – e ao dizer isto ele tirou o telefone do ouvido e desligou. Encarou nossos olhares perplexos.
- Ainda está de pé eu dormir na sua casa Dougie? – me perguntou constrangido, eu assenti, o silencio tomou conta, Harry tentou descontrair falando:
- E ai quem quer mais pipoca? – pondo a mão no pote e jogando um pouco na cara de Lele e Aninha.
- Que aconteceu cara? – Danny perguntou preocupado, eu assenti novamente, e Harry parou de brigar com as duas para prestar atenção também. Na verdade todo mundo prestava atenção.
- A Gio ‘ta noiada, fica vendo coisa onde não tem, a gente brigou hoje mais cedo, e agora ela veio cobrar que eu ainda não to em casa, então, como vocês viram a gente brigou de novo. - A cara de enterro foi geral, e o primeiro a quebrar o silencio fui eu mesmo:
- Acho que já ta tarde mesmo, a gente deveria ir, deu de incomodarmos as meninas. – eu falei batendo na perna de Luu, e me levantando.
- É vamos. – Tom falou, ele havia ficado totalmente desconfortável depois da ligação.
- Heeey. – Luisa gemeu tentando me puxar pra baixo.
- A gente vai, mas a gente volta. – Danny brincou para consola-la.
- Por que vocês não as convidam para aquela festa lá? – Lele falou sacudindo o braço de Harry. E a olhei irritado, eu ia convidar Luisa, mas ia ser de uma maneira especial, por que seria nossa primeira aparição publica oficial, Lele estraga prazeres.
- É uma idéia! – Danny falou rindo. E olhei para ele também, parem de estar meus planos, eu ainda tinha esperanças dela não ter ouvido Lele. Antes que a coisa ficasse mais difícil de controlar eu me virei para Luisa e falei:
- Você vai na festa comigo né? – ela piscou duas vezes, sorriu e me abraçou. – Eu ia te convidar de uma forma bem mais legal, mas essa gente acabou com os meus planos. – falei em seu ouvido. Ela riu baixo.
- Eu adorei esse jeito. – então eu não agüentei e a beijei, havíamos ficado sem nos beijar desde àquela hora quando nos interromperam no quarto, foi um beijo simples, como em câmera lenta, minhas mãos pousavam sua cintura e as dela meu pescoço.
- Pombinhos, a gente não tava indo não? – Judd falou me cutucando, eu soltei Luu, e fiz careta pra ele.
- Quando é a festa? – Ana perguntou.
- Sexta feira. É uma festa da gravadora, vocês vão gostar. – Tom respondeu.
- Eu passo pra pegar vocês. – falei pensando em que, nem se tivessem o endereço as meninas tinham como ir a festa.
- Que tipo de traje? – Aninha perguntou.
- Social. – Lele respondeu pela gente, ela parecia bem animada com isso.
Depois das despedidas, Tom e eu fomos para casa comentando a noite, ele falava de tudo, menos da parte onde Gio apareceu, ou melhor, ligou.
Tom ia dormir no sofá da sala, mas teve que dividir a cama comigo, por que o sol já estava nascendo quando chegamos em casa, e a sacada da sala não tem cortina, sorte que amanha, digo, hoje, é domingo.
Luisa’s P.O.V.
Os meninos queriam ficar para ajudar com a bagunça, mas a nós não deixamos, dormir agora? Nem pensar, e ter algo pra fazer enquanto conversamos seria bom.
- Ai meu deus! – Aninha falou se jogando no sofá.
- Nada de sentar garota, a gente tem muita coisa pra juntar, arrumar, lavar, secar, guardar.
- Lu, são quase sete da manhã, a gente podia fazer isso, mais tarde né. – Paula falou já coçando os olhos.
- Nem que quisesse eu conseguiria dormir agora. – Ana falou levando uma remessa de copos para a cozinha.
- Nem eu. – concordou Aninha a seguindo com mais alguns.
- Acorda pamonha, a gente dorme mais tarde. – falei batendo de leve nela e lhe entregando uma vassoura.
- E daí quando eu vi Danny Jones abrindo a porta eu pensei que tinha errado de endereço e batido no céu. – Ana narrava a história por seu ponto de vista e nós ouvíamos em silêncio.
- E que foi aquele beijo ein? – Aninha alfinetou. Eu ri, mas não respondi.
- Vocês acham que a coisa com a Gio é seria? Tom parecia mal. – Paulinha comentou olhando para baixo.
- É tão estranho falar deles assim, com vocês, como se fosse real, na verdade é real. – eu falei me dando conta disso.
- Mas você já não os conhecia antes delas Luu? – Ana perguntou confusa.
- Já, mas não era a mesma coisa, agora parece verdade, ou talvez pareça mais mentira do que antes, eu não sei. – Falei rindo
- Pra mim parece um sonho. – Aninha comentou e as outras duas assentiram.
- Luu, a Lele e o Harry têm alguma coisa? – Paulinha me perguntou.
- Eles tinham, não sei se tem mais. – Falei olhando para minha amiga Judd com duvida no olhar, mas Aninha retribuiu com confiança, eu sorri.
- Nossa, eu não imaginei que eles fossem tão legais de verdade. – Ana comentou rindo.
- Eles são demais. – Pamonha falou e suspirou.
- Gente, com que roupa a gente vai na tal festa? – eu perguntei. – Eu quero um vestido novo. Temos que ir as compras. – Sentenciei antes que elas respondessem. O alvoroço foi geral, e ficou combinado que sairíamos quarta feira a noite para vermos roupas. Depois de tudo arrumado, Ana ia dormir no colchão extra do meu quarto, e assim nós fomos, depois de tomar café da manhã, dormir um pouco.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
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