domingo, 28 de fevereiro de 2010

22 – Essa vai ser uma noite para ser lembrada

Luisa’s P.O.V.

Sentamos todos numa mesa inicialmente, quando digo todos, falo de Dougie, Aninha, Paulinha, Ana, Harry, Lele e eu. Mas logo fomos nos dispersando, Ana foi até o bar ver se tinha algo bom para tomar. Aninha e Paulinha tinham ido procurar um banheiro. Harry e Dougie eram alugados por uns caras gordos e faladores. Enquanto eu e Lele dançávamos na pista. Danny se aproximou solitário de nós.
- Que fazem ai sem seus homens? – ele pediu.
- Dançamos oras. – eu respondi rindo.
- E as outras meninas? – ele perguntou gritando pelo volume da música.
- Depende, a Ana ta no bar. – quando eu terminei a primeira frase, e dei uma pausa para tomar fôlego e gritar a segunda Danny já não estava mais na minha frente. Eu ri e continuei a dançar com Lele. Que logo me abandonou quando avistou Ed, safadinha. Quando a gente ‘ta sozinho a gente dança bem menos e repara bem mais, fiquei olhando as pessoas, com seus vestidos bonitos e seus cabelos arrumados, algumas também olhavam para mim, e eu não sabia se era por ser a única sem ninguém na pista ou talvez pelo show que Dougie quis dar logo de entrada. Acho que era uma junção dos dois, ou eu estava ficando paranóica.
- Vai ficar ai sozinha a festa toda? – alguém me falou perto de meu ouvido me virei assustada. Era Dougie, suspirei sem sorrir e deixei que ele pegasse em minha cintura.
- Acho que sim, certo alguém me abandonou sabe. – fiz biquinho.
- Não posso acreditar quem seria o sem coração que faria isto com você?
- O nome dele é Dougie Poynter. – falei olhando em seus olhos azuis, tentando ver onde esta historia ia acabar.
- Eu vou acabar com esse cara, pode deixar. – eu ri e o beijei em agradecimento, ele riu mesmo com a boca colada na minha, fazendo cócegas em minha cintura.
Depois fomos nos sentar, falar das pessoas na pista era bem mais legal do que ser uma delas.

Dougie’s P.O.V. – in off

Danny saiu do meio das pessoas em direção ao bar, procurando uma cabeça castanho-clara de verde sentada em algum lugar, sorriu quando a encontrou e se aproximou.
- Vinho! – Ana falava como se fosse obviu. – Caipirinha de vinho! – ela apontou para o limão. – É tão difícil assim! – Danny sorriu um pouco mais, resolver ficar ali só pra ver como essa cena terminaria sem sua interrupção. – Em que país que eu fui me meter. – exclamou em uma língua, provavelmente português. Que tenho certeza que Danny não entendeu, por que bem, eu não entendi também.
- Moça, poderia explicar mais uma vez o seu pedido? – a garçom mais confuso que nós todos juntos pediu.
- Olha! Me da uma caipirinha normal mesmo já que você não entende. – ela falou abanando as mãos e suspirando assim que ele se virou.
- Você queria que ele te entendesse falando... português? – ela assentiu e ele se sentou.
- Não era pra ele entender a parte em português, só a outra. – eles riram.
- Caipirinha ein? – Danny levantou as sobrancelhas, #fail o Harry faz isso muito melhor.
- É, só pra passar o tédio. – Ana olhava para o balcão.
- Nossa a festa ta tão chata assim. – ele perguntou e ela arregalou os olhos.
- Não! Não foi isso que eu quis dizer, na verdade, eu...
- Ah achei que você concordasse comigo que essas coisas formais são uma chatice. – ele riu por ter feito-a ficar sem graça. – Prefiro uma cerveja e amigos, sem frescuras.
- Amigos e caipirinha. – ela completou e eles gargalharam.
- Não toma cerveja? – Danny perguntou chamando o garçom para ele também com a mão.
- Não exatamente. – Quando veio anotar o pedido de Danny o garçom trouxe junto o de Ana.
- Traz uma igual a dela. – ele pediu apontando para as mãos dele. Ana tomou e não pareceu satisfeita.
- Que foi? – Jones perguntou, talvez com receio de ter pedido a mesma coisa.
- Até eu faço uma caipirinha melhor.
- Você sabe fazer? – eu podia jurar que os olhinhos de meu amigo brilhavam.
- Aham, eu faço pra você um dia, e melhor faço uma de vinho. – ele riu pegando a dele, os dois começaram a conversar sobre o que poderiam fazer para reunir todo mundo de novo, já que aquele dia havia sido muito divertido. Até que Danny foi chamado para conversar com aqueles mesmo caras que estavam explicando coisas para mim e Harry antes.

Luisa’s P.O.V. in off

Tom caminhava sozinho pelo salão, havia pulado de roda em roda, havia dançado um pouco com alguns amigos, não tinha vontade de beber, também não sabia onde sua namorada se encontrava, Judd parecia irritado em um canto, Danny falava com Ana no bar, Dougie e eu riamos de algumas besteiras numa das mesa. Tom bufou mudando sua direção, virou bruscamente e acabou batendo em alguém, derrubou toda a bebida do copo da menina e olhou para baixo tentando ver quem tinha acertado.
Paulinha cambaleou com o copo longe do corpo tentando não sujar seu vestido e mirou Tom, talvez ele não tenha percebido, mas eu sei que agora o coração de Paula estava acelerado, e suas pernas tremiam, e seu rosto podia estar vermelho, quase roxo.
- Desculpa, desculpa, você ta bem? – Tom perguntou acudindo a garota sem saber por onde começar.
- To, eu nem me sujei. – ela deu um riso nervoso.
- Eu nem olhei pra trás antes de me virar, não deveria ter batido em você. – ele se desculpava pelo olhar.
- Não faz mal mesmo. – Tom sorriu, pensou em convida-la para dançar, pensou no que as pessoas falariam, pensou e desistiu.
- Que bom então. E desculpa. – ele deu um passo para frente e se pôs a andar, sem olhar nem para o rosto da menina, se sentiu mal por isso, mas sabia como reagir, nem o que fazer.
Continuou sua caminhada sem rumo, agora um pouco mais cauteloso. Foi quando em um grupo de garotas avistou a namorada, Gio caminhou até ele, o que não o deixou nada feliz, não queria falar com ela, nem vê-la, nem...
- Onde andou esse tempo todo? – ela falou e para ele pareceu soar extremamente irritante.
- Por ai, a festa é bem grande sabia. – Tom soou grosso.
- Não gosto que você ande com eles. – Gio falou meio aleatoriamente, apontando com o queixo para Harry e Lele que estavam um do lado do outro, eles pareciam discutir na verdade, mas nem Gio nem Tom prestaram atenção nisso.
- E eu não gosto quando você ACHA que pode mandar na minha vida. – ele respondeu ríspido.
- E você não deveria falar assim comigo. - a morena por sua vez demonstrou magoa sem se desfazer da pose arrogante.
- Por que? – Fletcher respondeu sem dar muita importância e se virou para deixá-la falando sozinha.
- Eu não sei o que aconteceu com você Thomas, esse não é você, não o Tom que eu conheci. – Gio cuspiu as palavras.
- Todos os meus atos, são uma resposta para os seus. – ele disse frio e saiu.

Dougie’s P.O.V. in off
- Ta gostando da festa? – Lele perguntou para Ed enquanto eles pegavam uma bebida no bar.
- Claro, muito bonito... tudo por aqui. – E isso me cheirou a indireta, nem vou comentar.
- É né. – Alessandra comentou sorrindo e tomando sua bebida. – Vamos dançar? – perguntou puxando Ed pela mão, ao invés de responder, ele sorriu e a conduziu para a pista, segurando em sua cintura firmemente, ela também sorriu. Estava na cara que rolava o maior clima entre eles, Ed dançava de forma que Lele se encaixasse perfeitamente ao seu corpo, e os dois curtiam o momento de olhos fechados... Percebi que também estava na cara que meu caro Judd não gostava nem um pouco disso. Do outro lado do salão Harry observava os dois com os olhos semi-serrados a algum tempo e fui uma surpresa quando ele foi até o casal pisando duro.
- Alessandra, posso falar com você um pouquinho? – O baterista pediu assim que chegou ao lado deles, não esperou por resposta, apenas pegou a prima pela mão e a puxou para longe do som.
- Hey Judd, não recebeu educação não? – Lele falou tirando seu braço das mãos do garoto.
- Recebi sim, só não to afim de usar. – Harry esquentadinho Judd respondeu soltando-a.
- Precisava ter me chamado agora? – ela perguntou desanimada.
- Precisava sim, antes que você desse pro cara no meio da pista? – Ele falou como se jogasse verdades na cara dela. Alessandra apenas escancarou a boca.
- Desse? Harry você tem noção do quanto está sendo ignorante? Eu não fiz nada com o Ed, oras mas e esse ciúmes agora, vem da onde? E Por que?
- Eu não acho legal você ficar se esfregando em caras em plena festa da gravadora Lele. – ele demonstrou impaciência.
- Ta bom então, vou ali me sentar naquela cadeira, cruzar os braços e esperar o senhor mandar o que eu deveria fazer. – a garota ironizou. – Poupe-me Judd.
- Eu não mando em você Lele, mas eu gostaria sim de um pouco de respeito. – ele falou ultrajado.
- Desculpa se te desapontei, mas não vou respeitar quem não é justo comigo. – Ela saiu pegando o copo em cima da mesa ali perto, bebeu todo o conteúdo e colocou em cima novamente. Depois foi até Ed que estava encostado no bar e começou a conversar com ele. Harry apenas olhou a cena de longe, raiva queimando em seus olhos.

Luisa’s P.O.V. in off

- Ta tudo bem ai? – Aninha chamou perto de Harry, ela estava sozinha e o viu sozinho também, resolveu se aproximar, ficou um pouco perto para ver se ele notava sua presença mas o garoto nem prestava atenção ao redor.
- Ah? Oi. – ele coçou a cabeça um pouco desconcertado.
- Oii. – ela sorriu daquele jeito simpático Aninha-de-ser.
- Ta sozinha por que? – ele respondeu um pouco no automático.
- Boa pergunta. – riu sem graça. – Acho que os outros tem coisas mais interessantes para fazer.
- Ou mais estressantes. – ele falou baixo.
- É ou isso. – ela concordou. – Aconteceu alguma coisa? – pediu sentando na mesa e ele fez o mesmo.
- Nada de importante. – Judd mente mal, muito mal.
- Olha Harry se não quiser compartilhar comigo eu não me importo. – ela falou sincera. – Mas mentir é feio garoto. – e depois divertida. Ele soltou uma risada seca.
- Na verdade é besteira, por isso.
- Besteira, pra te fazer ficar assim. – Ela apontou e ele assentiu.
- Crise de ciúmes, eu explodi. – ele admitiu.
- Da Lele? – ela perguntou, e o garoto assentiu. – Se você gosta dela não é besteira.
- Eu não sei... se gosto dela. Quer dizer eu gosto dela, mas eu não sei...
- A intensidade? – Aninha tentou ajudar.
- Exatamente, eu não entendo esse gostar. – ele falou largando os ombros.
- Vai ficar tudo bem, você vai ver. – A garota soltou suas famosas frases de motivação. Harry olhou para ela e passou um dos braços por cima de seus ombros num abraço desajeitado em forma de agradecimento, Aninha riu e eu tenho certeza que se derretia toda por dentro.

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