sábado, 23 de janeiro de 2010

18 – Então por que os tolos se apaixonam?

Luisa’s P.O.V.

Eu estava indo encontrar Dougie, e por que mesmo? Ah sim, por que eu estava tentando não ser dramática e não me importar que ele tenha me deixado muito triste quando falou pra todo mundo que estava, como mesmo? Solteiríssimo.
Bufei sozinha na rua, chegando ao parque e sentando num banco, tentando procurar por Dougie apenas com os olhos.
Nada de Dougie na direita, nada de Dougie na esquerda. Foi quando eu olhei para frente e o vi andando, tão lindo, me reprimi por esse pensamento. Ele sorriu, eu não o fiz de volta.
Ele se sentou, continuei olhando para frente, ele me encarou, eu não o encarei. Eu estava tentando não fazer drama, mas isso não diminuía o fato de que eu estava com raiva, e não me faria trata-lo bem.
- Oi. – Dougie disse e eu o olhei fria, sua cara se retorceu em uma careta.
- Oi. – falei voltando a olhar para frente.
- Tudo bem? – que merda de conversa é essa, é claro que não ta tudo bem. Eu assenti. – Luu, você ficou chateada com o que eu falei ontem no programa? – ele perguntou, eu pensei bem.
- Chateada não é bem a palavra.
- Qual é então? – ele perguntou. Eu não queria responder.
- Que diferença vai fazer? – pedi, eu sabia que estava insistindo no desastre e isso não ajudava a melhorar nossa situação, mas no momento eu queria fazer Dougie ficar tão mal quanto ele me deixou.
- Muita, assim a gente pode conversar. – Ah por que ele estava tão calmo.
- Bom, já que você é um cara “solteiríssimo” acho que a gente não precisa conversar. – Eu me odiava a cada segundo por estar fazendo isso, mas eu sou burra, e sempre faço.
- Eu posso explicar o que aquelas palavras querem dizer. – ele falou e eu soltei uma risada cínica fazendo minha maior cara de bruxa.
- Pode, mas quem disse que eu quero ouvir? – perguntei me arrependo, mas ainda assim firme na pose de quem não se importa.

Dougie’s P.O.V.

Ela não estava tentando ajudar a resolver, e eu não fazia ideia de como faze-lá mudar essa atitude.
- Se não quisesse não teria vindo. – rebati no mesmo tom, fazendo ela me olhar um pouco assustada, pelo menos aquela cara falsa saiu de sua face.
- Você não sabe o que eu quero. – falou ofendida.
- Luisa, a gente podia parar com esse joguinho? – eu falei cansado. – Eu vim aqui pra falar com a Luu, não com essa menina sentada ai, tentando parecer algo que não é.
- Você ao menos sabe quem eu sou? – ela falou arrogante.
- Sei que você não é isso ai. – eu disse começando a me irritar.
- Que você queria explicar? – ela pediu sem me encarar.
- Eu queria falar sobre ontem, na entrevista. – tentei parecer paciente.
- Hum. – ela foi grossa e eu realmente me irritei, era difícil alguém me irritar, mas Luisa conseguiu.
- É, eu ia falar de ontem, mas como eu posso explicar alguma coisa, se você me deixa mais confuso do que tudo! – explodi
- Você ta colocando a culpa em mim Dougie? Eu que sai por ai falando que to sozinha? – ela me acusou, o sangue subiu à minha cabeça.
- Eu não saí por ai falando. – respondi raivoso. – Como eu posso saber o que você quer? Como eu vou te entender garota.
- O que? – ela disse mais confusa que eu.
- É, porra, achei que você não quisesse assumir nada, merda, por causa do seu medo de fãs... e que cú. – acho que exagerei nos xingamentos.
- Então a culpa foi minha, só por que eu fui sincera contigo. – ela ainda falava desse jeito irritante de tentar dizer que eu estava tentando por a culpa nela.
- Eu não disse isso. Merda.
- Para de xingar Dougie. – ela falou se fazendo de coitada.
- Eu só disse que, eu tentei fazer a coisa certa falando aquilo.
- Desculpa, mas você fez errado.
- Quer parar de falar desse jeito Luisa. – eu falei quase gritando.
- Você não manda em mim. – ela falou no mesmo tom que eu, acho melhor a gente parar de gritar no meio da rua, já estava todo mundo olhando.
- Eu não mando em você, eu não sei quem você é, o que eu sou seu mesmo? – falei irritado, e pensar que eu nem lembrava por tinha ido ali.
- Pelo jeito nada, já que você está SOLTEIRISSIMO. – ela jogou na minha cara.
- Eu não estou solteiríssimo ok, Não estou. Eu estou com você. – era muito estranho falar aquilo no meio de uma briga, mas de todas as minhas palavras essas foram as únicas que fizeram sentido.
- Então, por que? – pela primeira vez eu vi a frieza ir embora e o verdadeiro olhar de Luisa tomar conta, este era triste e magoado, ela parecia ter cansado de se fazer de forte e má.
- Por que eu fiquei com medo, de você achar algo que não deveria. Como que eu era apressado demais, ou as fãs. – eu falei como se desistisse de tudo. – Eu estava entre a cruz e a espada. Ou falava que tava com você, sem nem ao menos ter conversado com você, ou falava que estava sozinho, para saírem do meu pé. – disse de uma vez, se ela falasse alguma coisa talvez eu perdesse a coragem.
- E como você pensou que eu me sentiria? – ela adorava fazer perguntas não é mesmo? Nunca falava as coisas completas.
- Na verdade, eu tentei não pensar nisso. – respondi, ela ainda não sorria, mas parecia ter parado de tentar me irritar.
- E você acha que isso não me magoou? – ela falou olhando para baixo.
- Claro, por isso eu pedi se você queria vir aqui. Pra falar contigo. – eu expliquei, ela definitivamente não gostava de ficar sem argumentos. – Mas sinceramente, você prefere fazer um estardalhaço à dizer que ficou magoada. Até mesmo agora não disse. – eu falei apontando, mas enquanto ela ficasse quieta eu sabia que tinha razão.

Luisa’s P.O.V.

Talvez se Dougie parasse de falar tantas verdades eu ficaria um pouco mais feliz. Eu pensei em falar “estou magoada, feliz?” daquele jeito ridículo, mas do que ia adiantar?
Eu apenas olhei para ele, e acho que ele entendeu meu recado. Chegando mais perto e encostando seu nariz no meu, depois seus lábios nos meus, ele gostava de fazer esse suspense sempre, mas valia a pena quando o beijo finalmente começava, e eu sentia aquelas cócegas bobas, então ele passava sua mão por meu corpo e as cócegas se concentravam onde ele tocava, ai parecia que todo meu corpo lutava para ficar perto do dele, e para encontrar mais ar, para nunca acabar com aquele momento, mas ele sempre tinha que acabar.
- Você me perdoa? – Dougie pediu com a boca colada à minha.
- Só se você me perdoar também. – eu disse corando.
- Mas só pra não acontecer de novo... Que você quer que eu fale se me perguntarem novamente? – ele perguntou e eu pensei.
- Você pode dizer o que quiser baixista. – eu falei pensando que tentando não dramatizar, acabei dramatizando mais ainda, sorte minha que Dougie não desistira quando eu resolvi que ser amarga era a melhor saída.
- Se a gente tivesse num momento mais propicio, eu te pediria em namoro. – ele disse e eu senti meu chão sumir, aquilo era fofo, era muito fofo, isso não é justo.
- Eu aceitaria em qualquer lugar. – falei rindo.
- Você não acha cedo? – perguntou e eu ponderei.
- Talvez. – deixei no ar.
- Eu falei com os meninos do jantar. – ele começou me abraçando por trás e deixando eu deitar minha cabeça em seu ombro.
- E ai? – pedi.
- Eles querem saber o local, data e hora. – eu ri.
- Pode ser lá em casa, a noite, só depende da Ana, mas ela me disse que ta em Paris e chega semana que vem.
- Ok. – ele respondeu.
Ficamos em silencio, eu acho que não queria mais voltar no tempo.

17 – Mas dessa vez foram suas palavras que me mataram

Luisa’s P.O.V.

Sentei-me no sofá já com o pijama vestido, era sábado a noite e meus planos seriam ver tv e comer brigadeiro até não caber mais. Vi as meninas me olhando de modo estranho:
- Luu, você não ia sair com o Dougie hoje? – Aninha me perguntou e eu a olhei desanimada.
- Disse bem, ia. Hoje eles vão participar de um programa de tv, Dougie me falou pra assistir, quer ver comigo?
- Claro, vou chamar a pamonha também, pra ver o Tomtom dela. – Aninha disse e saiu.
As duas logo voltaram. O programa ainda não tinha começado então eu fiquei trocando de canais já que nada me parecia bom o suficiente.

Dougie’s P.O.V.

- Então estamos aqui com o MCFLY! – O apresentador chamou e nós entramos sorrindo e acenando. Sentamos nos sofás que tinham ali no estúdio enquanto a platéia aplaudia e gritava, pensava se Luisa estava assistindo agora, bem que ela podia fazer parte daquela platéia ali, a entrevista começou, eu prestava meia atenção, eles nunca faziam perguntas para mim mesmo, e quando faziam para o grupo todo Tom ou Danny respondiam de boa, eu não tinha com o que me preocupar, chegou na metade e eu ainda não tinha dito nada, foi aí que o apresentador resolveu que seria divertido saber a opinião de todos sobre as coisas, e depois ele achou divertido perguntar sobre a vida pessoal de todos, e eu não achei essa parte nada divertida, na verdade aquela noite não estava mesmo sendo muito divertida:
- E agora a pergunta que não quer calar, e que todos querem saber... – ele fez mistério. – Como vão os corações dos Mcflys?
Tom riu, ele sempre respondia essa pergunta da mesma forma.
- Sou comprometido. – e depois ele sorria para a câmera, de modo convincente. Por ordem era vez de Danny, eu tentava fazer minha mente pensar rápido no que dizer, de alguma forma eu sabia que ia acabar tendo que responder essa pergunta mesmo sem saber a resposta, eu só estava tentando não pensar nesse momento.
- Há, solteiro sempre, sozinho nunca. – Danny respondeu com o seu tom mais cafajeste, todos riram, eu ainda pensava, dizer que estou com Luu. Namorando? Ficando? Saindo? Como eu poderia nos classificar? E se o fizesse que ela pensaria? Eu não seria o senhor apressadinho? E se Lu nem quiser algo serio comigo e eu já estiver classificando ela e saindo falando pra Deus e o mundo que a gente ta junto... Não sei, só sei que preciso saber... e logo.
- O meu coração? – Harry pediu. – Ta batendo. – mas risadas e mais nervoso da minha parte, Luu tinha medo das fãs, e se eu falasse, e as fãs caíssem em cima dela, e se as fãs nos afastassem... Todos me olhavam agora, eu sorri amarelo e falei simplesmente:
- Solteiríssimo. – pude ver os três garotos ao meu lado normalmente chamados de colegas de banda me olhando assustados, então as garotas gritando nos seus lugares.

Luisa’s P.O.V.

Parei, parei de pensar, parei de respirar, e esperei as palavras entrarem em minha mente, depois delas o primeiro pensamento foi “Mentiroso” e único, ai eu fui tomada por uma surpresa, me levantei do sofá ciente de que as outras duas garotas me encaravam, eu dei ás costas a elas, entrei em meu quarto e fechei a porta, naquele momento eu não queria ver ninguém, só queria entender a confusão de sentimentos negativos que se passavam em mim. Sabe eu nunca fui de falar de quem eu gostava pra as pessoas, para no caso de que elas um dia quebrassem meu coração, eu poder ficar triste e na minha, e assim saber que ninguém sentiria pena de mim, ou qualquer coisa parecida, agora, sempre falei do quanto eu gostava de Dougie por que pensava que ele nunca pudesse realmente quebrar meu coração, antes de conhece-lo é claro, e depois também por que ele... ele me tratava tão bem...
O mais engraçado era o fato de que eu ficaria triste e possessa de ouvir que Dougie estava com alguém, mas dessa vez ouvir o contrario foi o que me machucou, mais do que saber que ele pegava milhares ao mesmo tempo.
Mas o que eu queria afinal? O que a gente tinha afinal? Nada. Ele tinha razão, então ... Uma certeza se passava em minha mente, agora a gente não tinha extremamente nada. Dougie foi capaz de acabar com algo que nem começou direito, melhor assim, imagina se por acaso nosso caso virasse publico e além das poucas pessoas que sabiam me olharem daquele jeito ridículo eu teria que aturar todas as fãs tomando partido da nossa relação. No momento eu queria apenas odiar Dougie, eu sentia a raiva passando por mim, raiva... raiva por me fazer me sentir inferior, raiva por me fazer acreditar em algo que não existia, raiva por que eu sabia no fundo que a magoa era grande demais, mas eu nunca admitira, preferia ficar com a raiva, um sentimento pelo menos digno, eu não ia aceitar que estava mal com aquilo, definitivamente não.
As meninas tentaram conversar comigo, mas eu não quis responder. Lele também me ligou, mas eu não queria ouvir pessoas falando, tentando explicar, eu queria só... Poder voltar no tempo e nunca ter visto aquela entrevista.

Dougie’s P.O.V.

Quando a entrevista acabou, nós fomos para a Van eu tentava não encarar os garotos, mas eles me olhavam esperando uma resposta, o que eu responderia? já ocupava minha cabeça demais pensando em como explicar isso para Luu.
- Dougie. – Harry segurou meu ombro. – Você e a Luu brigaram?
- Mais é claro que não Judd. – eu disse um pouco grosseiro, foi sem querer eu juro.
- Então... – ele me olhou acusando.
- Dougie, a Luisa tava assistindo? – Danny pediu pegando o trem andando e querendo sentar na janelinha.
- Tava. – eu falei largando os ombros, que adiantaria ficar na defensiva com meus melhores amigos? Nem sabia do que queria me defender talvez de mim mesmo e minha estupidez.
- Liga pra ela cara, ela deve ta pensando altas coisas. – Tom me aconselhou, e eu peguei o telefone.
A primeira vez desligaram na minha cara, quando eu tentei de novo, ela atendeu.
- Luu? – eu chamei antes de tudo, queria ter certeza que era com ela que eu estava falando.
- Fala. – Luisa disse mais grossa do que eu antes, acho que não sou eu que estou na defensiva.
- Hey, olha eu acho que a gente, a gente podia se encontrar, que você acha?
- Onde? – aham, ela é sempre monossilábica, da onde a pessoa mais faladeira que eu conheço virou essa daí.
- Que você acha do parque, sabe? Amanha a tarde. – eu disse lembrando daquela tarde.
- Ta, Tchau. – e então o telefone ficou mudo.
- Que aconteceu? – danny pediu.
- A gente vai se encontrar amanha.
- Por que você não disse que queria agora? – Tom pediu.
- Por que eu não sei o que dizer. – eu dei de ombros.
- Por que você disse que tava solteira pra começar? – Harry falou... Que isso, eu os chamei de melhores amigos? Retiro.
- Olha gente, é uma longa historia e ...
- Agora você vai ter que contar.
É, isso que eu chamo de amigos...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

16 – É por isso que nós formamos um bom ‘você e eu’

Dougie’s P.O.V.

Quando cheguei na quarta feira a noite para pegar Luisa, como tínhamos combinado um cinema, ela me fez subir para conhecer as amigas, e agora, subindo as escadas em direção a casa dela, eu me sentia prestes a conhecer os pais da minha nova namorada, sabe toda aquela coisa de: será que vão gostar de mim? Será que eu vou agradar?
Conhecer amigas, eu já tinha feito isso tantas vezes, mas dessa parecia diferente, por que tudo com Luisa parece diferente? Até as coisas mais comuns, como um sorriso, nela parecia diferente.
- Heeey! – Luisa disse alto, abrindo a porta.
- Voltou a cabeçuda. – uma voz falou alto, em outra língua.
- Que ela esqueceu dessa vez? – outra perguntou, eu ainda estava totalmente por fora.
- Calem a boca e falem em inglês. Temos visita. – ela disse rindo e eu vi as duas meninas se virarem, deixando a tv de lado para ver a visita, no caso: eu.
- Oh my fucking gosh! – Uma delas soltou caindo do sofá.
- Luisa! – A outra disse com os olhos esbugalhados.
- Calma gente, me deixe fazer a coisa formalmente. – Luisa falou entre risada. – Dougie, está Aninha. – Apontou para a no chão. – E aquela ali é a Paulinha. Depois para a outra. – Amigas este é Dougie Poynter.
- Oi. – eu falei envergonhado pela recepção.
- De verdade? Dougie você é real? – Aninha se levantou, e veio até nós dois.
- Ana Carolina. – A outra chamou se levantando também. – É claro que ele é real.
- É, ele é real e vocês são estranhas. – Luisa disse, e depois explicou que precisávamos ir por causa da seção no cinema, elas se despediram de mim, e me cobraram volta, eu voltaria, e traria meus amigos junto, igual à Luu falou, aah isso vai ser engraçado.

Luisa’s P.O.V.

- Nossa, a reação delas foi muito boa. – eu ainda ria, enquanto estávamos no carro á caminho do shopping.
- Foi sim, mas você não deveria rir, se visse a sua ia perceber como a delas foi normal.
- Ah é, e qual o problema da minha reação? – perguntei ameaçadoramente.
- Nenhum. – ele disse fingindo medo.
- Bom mesmo baixista. – falei, deixando no ar qual seria meu veredicto.
- Tem um casaco seu, lá em casa. – ele comentou.
- Ah sim, um verde né? – Dougie assentiu. – Bem que eu senti falta dele. – era meu casaco preferido para essa época do ano.
- Então depois você passa pra pegar ele lá, daí eu te levo em casa.
- Você não gosta mesmo de táxis. – eu comentei rindo.
- Não é que eu não goste dos táxis, eu só gosto mais de levar você.
- Eu me sinto usando você. – fui sincera.
- Você, não precisa se sentir assim, eu gosto, eu realmente gosto.
Nós chegamos... Claro que shopping é um lugar muito cheio, e Dougie teve que dar autógrafo atrás de autógrafo, mas eu aguardei paciente, e por sorte a seção era mais tarde, resolvemos que veríamos uma comédia romântica, água com açúcar, com aquelas piadinhas iguais, mas que você sempre ri.
Depois dos lugares escolhidos, a pipoca comprada, entramos na sala, era engraçado o quanto de experiências que eu e Dougie ainda tão tínhamos passado juntos, e quanto parecia que a gente já tinha vivido uma vida inteira um ao lado do outro, isso até chega a soar ridículo.

Dougie’s P.O.V.

Luisa vendo filme era algo muito interessante, além de quase nem piscar, a garota imitava a expressões dos atores, e sofria junto com o filme, sabe, todo mundo entra no filme, mas ela, ela trazia o filme, você podia ler as cenas em seu rosto. Talvez você pense que eu passei o filme todo olhando para Luu, o que não é verdade, mas é difícil não olhar para uma pessoa se ela ri, suspira, e chora junto com o filme.
O final foi feliz, mas a cara inchada de Luu na saída dava pra ver que tinha uma pegada de drama no meio, fomos para minha casa.
Luisa fechou a porta e eu fui buscar o casaco esquecido, voltei rapidamente, ela brincava com Leah sentada no chão da sala, eu sorri e lhe alcançei a jaqueta:
- Você já vai? - perguntei apreensivo.
- Acho que sim né. - ela me respondeu com pesar.
- Ah! - eu queria pedir para ficar, mas não queria parecer insistente.
Ela se levantou e ergueu a cabeça para que pudesse olhar em meus olhos, eu pisquei e me aproximei, beijei sua boca com cuidado, sentindo os detalhes de seus lábios. Luisa levantou o corpo em minha direção, apurando o beijo, fazendo-o ficar mais intenso, eu mordi seus lábios e ela gemeu, fez mais força contra meu corpo e eu a segurei firme, antes mesmo de perceber Luisa já estava em meu colo, as pernas entrelaçadas em minha cintura. Presumi no que aquilo poderia acabar e sorri sem quebrar o beijo, os dois estavam sem ar, mas ela continuava com força, acho que também não queria ir embora afinal.
Tentando pensar um pouco rápido eu a empurrei em direção ao quarto, Luisa nem percebeu, estava ocupada demais beijando-me, com a mão esquerda eu abria passagem entre as portas e a segurava pela bunda apenas com a mão direita, sorte que ela era leve, entrei no quarto com pressa, Luisa não parecia querer parar tão cedo, beija-la estava muito bom, mas talvez outra coisa fosse melhor.
A deitei na cama e fui por cima, antes mesmo dela poder reclamar tirei minha camisa rapidamente, voltando a beijá-la, Luisa resolveu que seria divertido me deixar marcado e arranhado no pescoço, foi ai que ela começou a afiar suas unhas em minha pele.
Aquilo estava muito bom, mas eu ja tinha perdido a conta de quanto tempo estávamos só nos beijando e eu ainda estava em desvantagem pela camisa, Luisa nem reclamou quando comecei a puxar sua blusa para cima, e antes mesmo de deixa-la reclamar eu já estava beijando novamente, agora com o pedaço de pano na mão.
Desci para seu pescoço e colo, ela não havia me parado ainda, acho que estava ocupada demais tentando voltar sua respiração ao normal, eu descia cada vez mais, quando fui analisar melhor o que tinha em mãos, afinal não é todo dia que se vê Luisa só de sutiã em sua frente, mas nem tive a oportunidade ela me pegou pelo cabelo e me puxou para cima, colando sua boca na minha, indo com muita sede ao copo, acho que algum dos dois cortou a boca, por que eu senti gosto de sangue se misturando com o de nossas salivas, ela não parecia nem se importar.
Assim que o ar se foi novamente, eu desci na minha caçada ao pote de ouro no fim do arco íris, foi quando tentei deixa-la em desvantagem primeiro, e comecei a abrir os botões de seu shorts que Luisa parou, parou completamente, não estava mais respirando rápido, nem soltando aqueles gemidinhos baixinhos, não estava mais bagunçando meus cabelos e arranhando minhas costas daquele jeito gostoso. Subi apenas meus olhos, mantendo a boca em sua barriga e as mãos em sua cintura.
- Dougie. - ela falou ofegante, me puxando para cima. Eu senti meu corpo protestar contra a parada, mas nada pude fazer.
- Oi Lu. - pedi calmamente, tentando ignorar a maquina a vapor dentro de mim.
- Acho melhor a gente parar. - ela disse me desanimando. Ah dude, ela tava tão animada no começo, e a gente ia tão bem... Eu ia perguntar por que, mas resolvi que era melhor apenas assentir.
- Sabe, não sei se é hora. - ela falou sincera, eu pude sentir a consciência e a insegurança chegando em sua mente antes do desejo.
- Tudo bem Lu, se você não quer, eu não quero. - Falei e ela riu.
- Acho lindo você me apoiar Dougie, mas mentir é muito feio. - eu ri alto abraçando minha pequena e lhe beijando a testa.
Ela ainda estava sem a camisa e eu também, só percebi isso quando a vi vidrada em minha tatuagem, tocando com cuidado como se fosse quebrar. Eu apertei Luisa mais forte fazendo cócegas em sua cintura, ela riu e corou, se levantou e foi atrás da blusa.

Luisa's P.O.V

- Acho melhor eu, ir. - falei sem encará-lo, meu rosto queimava, e eu queria achar aquela blusa logo, onde foi que ele jogou, as cenas se passavam em minha mente e eu tentava me concentrar, era difícil, eu ainda podia sentir seu gosto em mim, e seu corpo colado ao meu, revirei os olhos tentando não pensar.
- Não! - ele disse urgente, eu lhe olhei assustada. - Fica. - seu olhar suplicava. - Dorme aqui. - ele disse manhoso. - Só dormir. - completou.
- Ah Poynter, eu não quero... Incomodar. - eu disse tentando não parecer oferecida.
- Não vai, por favor, não quero ficar sozinho.
- Você tem a Leah. - eu disse brincando, tanto eu quanto ele já sabíamos que eu ficaria.
- Ela é bem educada, não dorme na cama. - ele deu palminhas no espaço vazio do lado, indicando que ali eu deveria deitar.
- Amanha eu tenho curso. – lembrei e ele fez biquinho.
- Eu te levo. – fiz cara de pensativa. – Se você achar mais um problema eu paro de insistir. – ele falou.
- Ok! - eu disse rindo. - Tenho que ligar para as meninas.
- Pega o telefone ali. - ele apontou se levantando e indo em direção ao banheiro. - Já volto. - Avisou.
Liguei e esperei até que alguma daquelas duas ouvisse e falasse comigo.
- Alo! - paulinha disse.
- Oi pamonha. - eu respondi sorrindo, estava bem mais calma agora e feliz, muito feliz.
- Lulis! Cadê você? Dougie te raptou?
- Aah boba, não, eu vim na casa dele pegar um casaco e, bom ele me convidou para dormir aqui. - Detalhes sórdidos a gente conta ao vivo e a cores.
- Dormir ai? Safada. - ela falou rindo e gritou. - OO NINHA A LULIS VAI DORMIR NA CASA DO POYNTER. - eu ouvi as duas comentarem algumas coisas e rirem feito duas hienas depois de uma piada engraçada.
- Parem, eu, eu. Calem a boca. Liguei só pra avisar. Durmam bem. - ela riu e disse para finalizar.
- Ok senhora Poynter, não esquece de se prevenir.
- Imbecil. - eu respondi e desliguei.
Esperei um pouco sentada na cama, até ver Dougie saindo apenas de boxers e cabelo molhado do banheiro, tive que me segurar para não por a mão no coração, ele queria ir até a lua e voltar. Dougie me viu e sorriu, acho que ele percebeu minha palidez.
- Vou na cozinha ver alguma coisa pra gente comer, você não vai dormir de roupa mocinha. - ele falou feito uma mãe, que ele queria que eu dormisse só de roupas intimas feito ele.
- Pega alguma blusa minha ali. - apontou uma das portas do guarda roupa. - Eu deixo você escolher.
E saiu, eu fui feliz em direção ao armário, muitas camisas vieram montanha a baixo, eu ri e comecei a escolher. Depois de muita decisão peguei uma da Hurley vermelha, já conhecida por algumas fotos. Fui ao bainheiro me trocar, e quando olhei no espelho vi minha decadência, o cabelo desarrumando e a boca inchada, sangrando, dei um jeito na minha cara e molhei meus lábios para sair a vermelhidão, arrumei minhas roupas num cantinho e sentei na cama de novo.
Dougie chegou com um pacote de bolachas e refrigerantes, ele ligou a tv, mas eu não prestei atenção, ficamos conversando na cama e comendo, até que eu apaguei não me lembro quando nem como dormi, mas sabia que ele estava ao redor de mim.

15 - Me diga que eu sou especial mesmo quando eu souber que não sou

Dougie's P.O.V.

Arrumei bem Leah e sai em direção ao trabalho de Luu, lembrando de quando falei dela para minha mãe no almoço de domingo que ela preparou para mim. Eu disse "Conheci uma garota" e ela respondeu "Quem roubou o coração do meu filho?", sexto sentido de mãe, medonho.
Encontrei a minha garota saindo pela porta com os vários cachorros, assim como da primeira vez, ela ainda me parecia o mesmo tanto interessante, talvez um pouco mais.
- E ai gatinha do Brasil? - eu disse em um tom de pedreiro.
- Hey baixista. - ela tava pegando essa mania, mas eu gostava.
- Como ficou sem mim? - pedi sendo chato.
- Morri, fui pro inferno, mas nem lá me aceitaram então eu fui jogada aqui na terra de novo.
- Nem o inferno? Que eu joguei na cruz pra ter que te aguentar? - pedi vendo ela ter dificuldades com os cachorros de grande porte para seu pequeno tamanho. Peguei alguns para ajudar.
- Chiclets, foi o suficiente, o resto você completou com pecados. - ela sorriu e eu a censurei.
- Mas eu serei imortalizado. - eu desdenhei o inferno.
- Posso saber como? - ela desdenhou minha sentença.
- Nunca contarei meu segredo à você. - eu disse - Mas tem algo a ver com a rainha e os ets. - disse mais baixo como se lhe contasse um segredo.
- Então eu nunca contarei o meu. - ela me falou só para me dar curiosidade.

Luisa's P.O.V.

Dougie me olhou querendo saber mais, segredo? Eu não tinha algum em especial, mas agora teria que inventar, simplesmente soltei.
- Eu não fui ao inferno. - disse e ele me olhou fingindo surpresa.
- Aé? Então... - deixou a frase no ar.
- Meu inferno é com você baby. - disse rindo, ele me acompanhou.
- Só se você for a diabinha. - Dougie apontou para mim, e eu fiz cara de calunia.
Continuávamos a caminhada, e eu me perguntava quando tocaria nos assuntos necessários, eu não tinha vontade de faze-lo, falar de besteiras com Dougie era uma das coisas que eu mais gostava, de todas.
- Dougie, você sabe, minhas amigas também são suas fãs né, - resolvi começar com esse, parecia menos tenso, para mim pelo menos. - Sabe, elas gostariam muito de conhecer você e os garotos e...
- Tipo um meeting? - ele perguntou atencioso.
- É, não, sei lá, tipo um jantar entre amigos, ou...
- Acho que eles adorariam, sabe Danny adora eventos, Harry é praticamente seu melhor amigos, e ... bom o Tom...
- Ah que isso, eu não quero incomodar, se ele não puder ir ou algo assim.
- Acho difícil ele ir. - Dougie disse com pesar e eu sorri tentando anima-lo.
- Mas temos que ver quando a Ana está ai, por que se não ela me mataria. E eu não quero morrer. Tão cedo.
- Pois deveria, assim conheceria o inferno e pararia de mentir para os outros.
- Ai Dougie, vira essa boca pra lá. - eu falei empurrando ele.
- Ok, parei, podemos ver sim, quando quiser senhorita.

Dougie's P.O.V.

Eu pensei em como tinha sido imbecil ao falar aquilo, não queria, não podia me imaginar sem Luisa por perto agora, eu sei que parece algo recente, mas em um pouco mais de um mês a garota mudou tudo que eu pensava e fazia, mudou para melhor e, eu tinha até medo de que algo acontecesse.
- Do que você tem mais medo Luu? - falei sem nem perceber que as palavras escapavam de minha boca.
- No momento. - ela ponderou insegura. - De suas fãs. - disse.
- Como assim? - eu pedi confuso.
- Ai, não sei, eu vi que saiu algumas coisas nossas na internet e isso me deixou preocupada. - ela parecia estar desabafando.
- Preocupada com o que, exatamente. - eu insisti, ainda não entendia.
- Com elas, com você, com a gente, com... - Luisa se enrolou nas palavras, ela estava mesmo preocupada. - Sabe, fãs não gostam de pessoas que saem com seus ídolos. - ela disse convicta. - E, e se não gostarem de mim? - disse nervosa.
- Luu, por que não gostariam de você? - eu perguntei como se fosse obvio.
- Aquelas coisas de, ela não é boa para ele, e ela é feia para ele, e...
- Olha, não tem isso Luu, ninguém alem de mim pode julgar se você é boa ou não... Para mim, por que se preocupar com isso?
- Dougie, eu mesma não me acho boa para você, como poderia não me preocupar. - ela soltou me surpreendendo mas parecendo surpresa tambem por ter declarado aquilo.
- Pois eu acho que você está errada, assim como qualquer fã que disser isso. - discordei.
- Eu só acho que, não importa o que elas falarem, mais o que elas pensam de você influencia muito no que elas fazem em relação a você, e em sua carreira. - Luisa mudou o foco da conversa.
- Sim, mas o que elas pensam ou falam não pode influenciar em minha vida pessoal ou na da pessoa que está comigo. - eu disse e ela ficou quieta talvez pensando.

Luisa's P.O.V

Dougie falou algo importante, e eu tentei absorver, fiquei no trabalho mais tarde e marcamos um cinema para o meio da semana, na hora da despedida, ele me beijou na testa e disse para esquecer que ele tinha fãs, por que quando ele tava comigo ele era um cara normal, tendo uma vida normal, e eu deveria estar com aquele cara, por que quando estávamos juntos o resto não importava. Claro que eu derreti com isso, e claro que eu não disse isso pra ele apenas respondi que eu saia com aquele cara, e gostava daquele cara, e que todo meu medo das fãs era por que tinha medo de que isso me afastasse dele. Nos beijamos um pouco contidos, por estarmos no meio da rua e quase na frente do meu trabalho, mas Dougie era difícil de segurar e eu tive que cortar o beijo ao meio para aquilo não ficar fora do comum, e nem chamar mais atenção do que devia. Odiava quando as pessoas comentavam dos meus lábios vermelhos, era vergonhoso. Não foi diferente quando entrei no petshop depois daquele pseudo-encontro.

14 - Eles me dissera que só os fortes sobrevivem

Dougie's P.O.V.

Lele chegou na sala com seu novo amiguinho, primeiro olhei para Harry e ele nem parecia ver, depois fui obrigado a me virar para Luisa rapidamente por que ela soltou um suspiro depois chegou mais perto de mim e sussurrou em meu ouvido:
- É o Ed Westwick! - ela dizia baixo mais histérica, eu a olhei de lado, achei que ia dizer algo que interessasse à mim.
- Quem? - eu disse confuso.
- Ele faz um seriado Dougie, aiai - ela suspirou de novo, mais que coisa.
- Que ele faz com a Lele ? - olhei para Harry de novo. Talvez o que eles teem não fosse tão serio.
- Sei lá, vou lá perguntar. - ela levantou e saiu, eu fiquei olhando, quando vi o quanto o cara encantava Lele, me levantei e fui junto.
- Oi cara. - eu disse e ele me cumprimentou.
Engatamos uma conversa sobre bandas e shows e como não se perder em shows, o cara era bem legal. Depois de um tempo Luisa foi conversar com Harry, mas Lele ficou ali o tempo todo, Tom e Gio já tinham ido embora, e agora eu já tinha deixado os dois conversando sozinhos empolgados, estava com Judd, pra ele não ficar sozinho.
Luisa dormia em meu colo, ela sentou-se nele, encostou o rosto em meu peito sonolenta e quando vimos não respondia mais, eu fazia cafuné em seu cabelo, e Harry enchia o saco do quanto éramos "apaixonados", só por que ele e Lele ficavam feito dois primos fugitivos não quer dizer que eu e Luisa teríamos essa relação.
Ed teve que ir, nos deu tchau, combinou alguma coisa com Alessandra e saiu. Me despedi dos dois e levei Luu no colo até o carro, teria que acorda-la, mas até chegarmos à casa dela, eu a deixaria dormir feliz.
Meu plano foi por água a baixo quando vesti o cinto nela e a garota acordou.
- Baixista? - ela me chamou daquele jeito que eu já tinha me acostumado, a voz rouca, abrindo os olhos.
- Oi amor. - eu respondi, depois parei um pouco, aquilo era estranho, chama-la de amor era, era como se as coisas entre nós fossem mais sérias, como eu queria.
Dei partida no carro enquanto ela me observava.
- A gente ta indo pra onde? - ela pediu e eu sorri.
- Você está indo pra casa.
- E você ta indo pra onde? - perguntou assustada.
- Te levar pra casa. - eu ri e ela me olhou um pouco brava, mas eu sabia que era de brincadeira.

Luisa's P.O.V.

Quando cheguei, com a maior cara de sono, as duas me encaram preocupadas.
- Que aconteceu? - perguntei assustada.
- Luu, a relação sua com o Dougie é segredo? - Aninha perguntou.
- Eu... eu... não sei. - disse sincera.
- Vocês nunca conversaram sobre isso? - Paula perguntou.
- Na verdade, não, a gente ainda ta curtindo, sei lá, estamos ficando à pouco tempo. - eu disse percebendo o quando isso era complicado.
- Hum, por que, que você diria se tivesse foto de vocês dois juntos na internet? - ela me perguntou.
- Eu diria que isso é uma merda. - eu ri por um tempo então parei e olhei para elas. - Onde tá?
- Em quase todos os sites, e tem as suposições mais louca que você pode imaginar. - ela disse e eu às olhei nervosa.
- Que eu deveria fazer? - pedi com urgência.
- Acho que ignorar. - Aninha sugeriu.
- Acho que eu prefiro nem ver, pra não ficar com isso na cabeça - respondi temendo o que teriam dito.
- É, conversa com o Dougie, vê o que ele acha. - Paulinha deu uma dica.
- Acho que é o melhor à fazer. - consenti
Fui dormir um pouco abalada, eu deveria imaginar que isso chegaria à nossa realidade, na verdade eu já imaginava, mas de uns tempos para cá a distração era tanta que nem me preocupei com algo assim.

Dougie's P.O.V. - Off

Depois que Ed foi embora, Harry e Lele voltavam para casa, juntos:
- Então, você viu o Ed Westwick, nossa ele é muito legal. - ela falou feliz.
- É, eu vi, vocês se deram bem.
- Aham. Harry isso não é ofensivo ou ruim para você é? - ela perguntou. - Sabe, seus amigos ficavam te olhando como se esperassem alguma reação.
- Não, Lele pra mim não, mas você sabe, ou deve imaginar, a gente ta junto, eles esperavam que ficássemos conversando, ou dormindo um no colo do outro como os outros. Nossa relação é diferente, eu sei disso.
- Que bom que você entende. Por isso que eu te amo. - ela disse apertando a bochecha dele.
- Sai pra lá. - ele a empurrou naquele jeito Harry Judd de ser. Depois sorriu - Priminha querida. - apertou bem forte a bochecha dela, dessa vez só por vingança.
- Primo fajuto pegador. - ela riu.

Luisa's P.O.V.

Dougie e eu resolvemos que aquele final de semana ficaríamos separados, ele ia para Essex ver a família, eu e as meninas resolvemos fazer uma festinha do pijama para colocar a fofoca em dia. Elas queriam mais detalhes dos guys e eu adorava falar disso, combinamos de manter segredo de Ana só por que queríamos ver sua reação quando descobrisse. Me senti um pouco má, mas seria legal, e se conheço bem minha irmã ela ficaria muito ansiosa e preocupada com tudo isso, então seria melhor assim. Dougie passaria segunda a tarde no petshop para passear comigo e com os cachorros, ele jurava que já sentia saudades, sendo que nem havia pegado a estrada ainda. Decidi ignorar o fato das fãs e conversar com Dougie sobre um possível jeito de fazer minhas amigas conhecerem os amigos dele, nunca me perdoaria tendo o sonho em mãos e não fazendo nada para dividir ele com quem merece.

13 - Eu estou olhando para você de outro ponto de vista

Dougie's. P.O.V. – in off
Aessandra se encontrava num dos corredores de trás do ginásio e trocava palavras com um cara que não me é estranho, já devo ter visto o rosto dele em algum lugar. Ela parecia bem a vontade, e ele também, os dois tinham se encontrado enquanto ela tentava voltar para o basckstage e ele procurava um jeito de sair dali ao fim do show. Como eu, Dougie Poynter, que estou lá na minha com a Luisa numa salinha bem longe sei de tudo isso? Pergunta pra autora, só tenho aqui uma missão: Narrar.
- E que você faz aqui na Inglaterra? - ela pediu, então parece que ele não morava na terra da Rainha, fala serio tenho que narrar essa @#$¨%&* e nem sei de quem estou falando. - Visitando familiares, sabe como é, só fico em New York à trabalho.
- Ah sim, e acabou caindo aqui no meio de um show do mcfly?
- Então, eu resolvi curtir o som da banda, e entrei backstage, mas me perdi antes de acha-los. - ele disse com pesar. -E você que faz aqui perdida?
- Eu estou com a banda, mas também me perdi saindo do palco.
- Huum. - ele disse pensando. - A gente podia procurar junto, eu posso de apresentar pra eles. - Lele e suas apresentações, será que o Harry não falou pra ela ficar na dela, ok não posso reclamar se não fosse uma dessas eu não teria me aproximado de Luisa.
- Claro, seria maravilhoso. - ele disse, há tava caidinho, quero ver quando o Judd saber disso. - Ed. - ela chamou. - Acho que é por aqui. - avisou antes dele seguir caminho pelo outro lado. Os dois foram conversando sobre música e os trabalhos dele, pelo que entendi ele era ator e tinha uma banda, algo assim, o fato mais interessante é que Lele não comentou dela e Harry terem um caso, na verdade eu ando desconfiado que eles não tem mais nada, nunca os vejo juntos, digo juntos mesmo sabe, como um casal. Os dois acharam a sala com facilidade, qual é, o caminho nem é assim tão dificil, palavra de quem fez show só umas 15 vezes ali.

Luisa's P.O.V. - in off
Paulinha e Aninha estavam em casa, Paulinha via tv enquanto Aninha mexia no laptop, vendo noticias dos guys e imaginando como seria se ela tivesse como conhece-los, e como era inacreditável e maravilhoso o que vinha acontecendo com a amiga, não se preocupe, eu vou achar um jeito de vocês terem as mesmas experiências que eu. Foi perdida em pensamentos que ela viu uma foto em miniatura que lhe chamou atenção. Aninha apertou no link e foi para uma página com fotos minhas e de Dougie no parque, e comentários como "Quem é?" tinha algumas suposições até de que ele tinha voltado com a Louise, e era ela na foto e não eu. Aninha ficou super nervosa, mas continuou lendo, outras diziam que era apenas uma amiga, que era alguma parente distante, a nova namorada, tinha todo tipo de suposição possível e impossível naquele fórum: - Paulinha! Vem ver isso. - ela chamou.
As duas analisaram e resolveram apenas dar um veredicto depois que mostraram para a amiga, no caso, eu. Depois continuaram a noite um pouco mais atordoadas, seria aquilo bom ou ruim?

E onde estaria a Ana-não-da-noticias-irmã? Bom agora ela e seus amigos, ok isso ficou muito Barney e seus amigos, mas a gente releva, saiam de um pub na Bélgica, enquanto combinavam como que iriam até a França no outro dia, viagem mais louca, vai dizer, mas eles pareciam felizes e riam bastante, o que era bom, eu acho.

12 – Mesmo que pareça tão raro eu sempre estive lá

Luisa’s P.O.V.

Contei para as meninas que ia no show, naquela mesma tarde Dougie também me ligou me convidando, então já estava tudo certo. Nós surtamos um pouco juntas, e elas não ficaram bravas, e sim felizes comigo, é claro que eu ia retribuir toda essa compreensão e carinho.
- Você tem que estar bem gata. – Aninha me disse me passando uma blusa que eu nunca tinha usado, era nova e muito bonita.
- Sim, vai seduzir o Poynter. – Paulinha concordou.
- Vocês duas na prestam. – eu disse penteando o cabelo.
- Aprendi com a melhor. – Aninha falou apontando pra mim.
“People marching to the drums, everybody’s having fun, to the sound of love”
- É ele. – aquele parecia meu primeiro encontro isso sim.
- Atende ai. – Paula me passou o celular.
- Dougie? – eu disse, conversamos rápido e ele me falou que já estava chegando. Terminei os preparativos e me despedi das garotas, desci, elas ficaram olhando pela janela.
- Hey Lu. – ele disse de dentro do carro. Coitadinhas, não iam ver nada.
- Fala baixista. – entrei, Dougie me surpreendeu me abraçando pela cintura e depositando um beijo em meu pescoço, gelado de seus lábios e quente de seu hálito, eu tremi por dentro, é parece que a noite vai ser boa. Sorri para ele que arrancou o carro.

Dougie’s P.O.V.

Fomos os últimos a chegar, lá numa salinha destinada ao Mcfly naquela casa de shows onde nos apresentaríamos hoje. Harry, Lele, Danny, Ant,Tom, Gio... todos já estavam lá. Fiquei apreensivo, mas antes de entrarmos, peguei a mão de Luisa, tentando passar confiança para ela, ela parecia um pouco avoada, acho que esse era o jeito que ela ficava nervosa, por que ela não parava de mexer as mãos, e quando sorriu para mim parecia ansiosa.
- Ae Poynter. – Fui recebido pelos meus amigos, que estavam todos juntos numa rodinha bebendo alguma coisa. Gio estava num canto falando ao telefone. Lele e Ant conversavam em outro canto, Luisa me olhou perdida e eu apenas apertei mais sua mão.
- Oi gente. Danny, Tom. Essa é a Luisa. – apresentei ela para os que estavam a minha frente, por mais que eu sabia que a sala inteira olhava para a gente.
- Oi Luisa. – Danny que já sabia da vinda dela foi receptivo.
- Oi. – Tom me olhou confuso. – Tudo bem? – mas foi simpático.
- Oi guys. – ela disse sorrindo, olhando para Harry, acho que tinha mas confiança assim.
Me sentei e ela se sentou ao lado, sorrindo fraco, parecia ao mesmo tempo maravilhada e com medo. Gio veio andando e se sentou ao lado de Tom.
- Boa noite Poynter. – ela respondeu me olhando torto.
- Boa noite Gio. – eu disse sorrindo. – Essa é a Luu. – talvez se ela ficasse fosse um pouquinho com a cara de Luu parasse de implicar comigo.
- Oi. – disse simplesmente.
- Lulis! – Lele veio feliz e as duas se cumprimentaram.
O clima tenso de chegada foi indo embora com o tempo. O papo estava bom, e diferente de quando cheguei agora todo mundo conversava junto, o que era bem mais divertido. Mas o tempo foi passando, e o show precisa continuar.
Depois de todos os preparativos íamos entrar no palco, dei um beijo na testa de Luu e entrei no palco sabendo que ela ficaria feliz.

Luisa’s P.O.V.

O show foi maravilhoso, os meninos estavam lindos, Lele curtiu comigo cada minutinho, Gio também ficou com a gente, ela foi bem simpática e legal, sei lá.
Estava nas ultimas músicas quando meu celular tocou. Uma mensagem da Ana finalmente.
“Luu, devo chegar em duas semanas, não sei direito, desculpe a falta de noticias, ta tudo bem, a viagem tem sido demais, beijos”
Pensei em contar para ela, mais eu nunca conseguiria contar tudo assim, e se a história ficasse mal contada ela ia ficar preocupada. Respondi apenas.
“Aproveite, estou no show do Mcfly, beijos.”
Ok ela ia ficar querendo me matar agora, mas isso é melhor do que preocupada.
O show acabou mais rápido do que deveria, vou sugerir que eles aumentem o set list dos shows. Ta eu não vou não.
Os meninos saíram suados e cansados, Dougie veio correndo ao meu encontro, eu corri dele de primeira, me enroscando entre fios e outras coisas que estavam perdidas por lá, mas logo desisti, não por cansaço, mas a verdade é que eu queria que ele me alcançasse.
Dougie parou de correr assim que eu também parei, ofegante ele não quis nem saber, me pegou no colo colando e me encharcando de seu suor, eu soltei alguns barulhos de protesto, mas só para provocar, na verdade tava muito bom ali.
Ele me esmagou um pouco mais em seus braços rindo das minhas caretas de sofrimento, enquanto eu só tentava me soltar. Quando ele cansou de me ver debatendo dentro de seus braços, me soltou e riu.
- Seu viado. – eu disse tentando desamassar minhas roupas.
- Ficou bem mais bonitinha assim. – ele comentou fazendo cara de safado.
- Obrigada. – eu sorri andando na direção que a gente tinha vindo, nem sabia onde tinha nos metido. Acho que ele percebeu o quanto estava perdida, pegou minha mão e foi na frente me guiando, antes mesmo de perceber já tínhamos chegado na mesma sala de antes. Lá dentro Danny e Harry falavam alguma banalidade qualquer, Gio e Tom conversavam em um canto e notei a falta de uma pessoa, Lele não se encontrava no cômodo. Passamos mais algumas poucas horas ali jogando conversa fora, na rodinha estava eu, Danny e Dougie:
- Então, conhece muitas brasileiras caidinhas por mim? - Danny perguntou
- Ah, muitas, realmente. - ele sorriu convencido, mas de brincadeira, eu pensei logo nas minhas Jones preferidas, resolvi falar, deixei apenas Ana de fora, Dougie me conheceu sem saber minha preferência por ele, ela conheceria Danny, eu faria qualquer coisa para isso, e eu resolvi que seria nas mesmas condições que eu.
- Tem uma que eu conheço ... a Dans, ela ama você. - disse lembrando a dans fofa.
- Aé, legaal. - ele disse empolgado.
- Mas vai tirando o cavalinho da chuva Jones, ela ta namorando.
- Sem graça.
- Sim, mas ela namora tipo um clone de você, bem legal.
- Há, Danny Jones ruleia. – ele falou e nós rimos.

11 – Eu olho para o céu e gostaria de perguntar porque

Luisa’s P.O.V.

Subi esperando encontra-las acordadas, entrei em casa e Aninha assistia alguma coisa na tv, me sentei ao seu lado.
- Cadê a Pamonha? – perguntei.
- Ela saiu com uma amiga do trabalho. – Ninha comentou sorrindo.
- E você ficou sozinha a noite toda? – eu reparei com um pesar.
- Sim, por que a senhorita resolveu sumir ein. – Ninha brincou, mais eu não ri, não conseguia, me sentia uma péssima amiga, nunca deixaria Aninha a noite toda sozinha em circunstancia alguma, mas o fiz, o fiz por nem saber que isto estava acontecendo.
- Eu preciso contar uma coisa para vocês. Para as duas. – Ninha me olhou preocupada. –Você espera a paulinha chegar comigo? – ela assentiu, e eu com uma feição anciosa deitei minha cabeça no seu colo, o corpo no sofá.
- Ta tudo bem Lu? Você parece preocupada. – eu apenas mexi a cabeça. – E a sua boca está vermelha.
- É, eu sei. – disse tentando me concentrar em como faria aquela façanha.
Paulinha demorou muito a chegar, e logo as duas estavam sentadas me encarando esperando que eu começasse a falar, e eu só imaginando o quanto aquela noticia poderia ter sido feliz e divertida se eu não tivesse estragado tudo.
- Bom o que eu tenho pra contar pra vocês é importante, e serio, e horrível, então antes de tudo, me desculpem, eu tenho meus motivos e irei explicá-los se vocês me derem chance de fazê-lo. – as duas pareciam assustadas agora, bom minha intenção era deixadas avisadas pelo menos. – Começou um dia depois que a gente havia brigado, sabe aquele dia que eu fiquei até tarde fora? – elas assentiram, me olhando curiosas. – Então eu conheci uma pessoa, não, não era a Lele. – suas expressões mudavam a cada frase que eu falava. – Foi o dia que eu conheci ela, mais eu conheci mais duas pessoas também, duas pessoas muito especiais pra mim, e pra vocês também, eu ia contar, mas quando cheguei em casa, e tals. – a essa altura do campeonato acho que elas já tinham sacado, só não conseguiam acreditar. – No dia em que eu conheci Dougie. – eu disse só para ver suas caras descrentes se tornarem totalmente suspresas. – Não imaginava no que isso ia se tornar, mas um encontro levou ao outro, e hoje eu acabei de voltar da casa dele. – o queixo delas ia ao chão agora, espero que pelo fato de ser surpreendente e não pelo fato de não acreditarem que eu havia escondido aquilo. – Naquele dia, eu conheci Lele e Harry, alem de Dougie...
Eu contei tudo, cada detalhe, e elas ouviram, quietas e em choque.
- Como você pode esconder isso da gente Luisa? – Paula perguntou pulando em meu pescoço.
- Sua vaca, eu não acredito que você conhece o homem da minha vida e não me apresentou. – Aninha se referia a Harry.
Eu sorri parecia tudo bem.
- Então vocês me perdoam? – eu perguntei esperançosa.
- Não deveríamos. – Paulinha foi dura.
- Mas tem como não te perdoar? – Aninha me devolveu uma pergunta, eu pulei em cima daquelas duas imbecis rindo de alivio.
- Agora me contra direito, você e o Dougie ficaram é isso?
- Aham. – eu nem acredito, era um peso tirado das minhas costas, eu podia fazer aquela cara de apaixonada que eu tanto queria e falar o quanto eu sonhava com aquilo. – Foi totalmente mágico, ele é muito mais do que eu esperava.
- Serio? – as duas vibravam comigo, o que era muito bom.
Ficamos até muito tarde conversando, não bastava apenas contar o que havia acontecido, era preciso detalhes e lembrar de coisas que eu nem sequer havia prestado atenção.

Dougie’s P.O.V.

Depois que deixei Luisa em casa, resolvi dar uma passada no apartamento do Jones, fazia tempo que a gente não se via, e não é só por que eu não podia ir na casa de Tom que eu tinha que me afastar de Danny também certo?
Resolvi só ligar antes, tava pra nascer a mulher que domaria Danny Jones, desde que acabou seu ultimo caso sério a muito tempo, ele teve tantos affairs que se me lembrasse o nome de todas estaria surpreso comigo mesmo.
Sorte, ele estava em casa e sozinho, e adorou a noticia, ficou curioso também, já era um pouco tarde, eu só não estava a fim de ir para casa.
- Hey mate. – Danny me esperava na porta sem camisa e sorridente. (n/a: só pras Jones morrerem)
- Hey dude. – eu respondi entrando no clima.
- Tudo bem contigo? – ele disse me deixando entrar e fechando a porta. Bruce veio correndo ver quem tinha chegado.
- Tudo sim, nossa, faz tempo que a gente não se vê né? Nem te contei da minha nova cachorrinha.
- Ah, acho que ouvi você e o Harry falando dela. Luisa né?
- Não! – eu disse primeiramente, depois imaginei Luu de cachorra e ri muito, Danny ficou me olhando com aquela cara de... de Danny.
- Ah, que foi cara, eu ouvi vocês falando de uma Luisa, eu só...
- Tudo bem Danny. – eu ainda estava tentando rir e respirar. – O nome da cachorrinha é Leah, Luisa foi a menina que me vendeu ela. – Acho que isso não foi muito esclarecedor.
- E o que a vendedora de cachorras tem a ver com você?
- Muita coisa meu caro Jones. – eu disse misterioso.
- Me conte agora Dougie safadinho.
- Eu não sou safadinho, seu safadão. – nós dois rimos. – É que eu to saindo com ela.
- Ah sim, e ela tem amigas, parentes, e afins? – Danny me pediu. Puto.
- Abaixa o fogo ai Jones.
- Era só uma brincadeirinha. – ele disse sorrindo.
- Sei, na verdade não sei, ainda.
- O que você não sabe?
- Se ela tem tudo isso ai.
- Ata, mas e ai ela é legal?
- Ela é sim, ela é brasileira sabia.
- Ooh, agora a pergunta não é mais brincadeira.
- Danny fica quieto. – eu disse jogando uma almofada nele.
Acabei dormindo na casa de Danny, nós dois conversamos muito, e sobre muitas coisas, ele me contou que cansou de pular de galho em galho, mas agora não encontrava ninguém especial e pra não perder o costume saia com uma a cada fim de semana, eu falei sobre Luisa, e o que eu sentia por ela, ele me chamou idiota, quem se importa.

Luisa’s P.O.V.

Estava decidido, eu ia apresentar as meninas à Lele, mas ainda ia esperar um pouco para ver como as coisas iam com Dougie para depois levar elas a algum show ou coisa assim, não quero que ele pense que eu só fiquei com ele pra me aparecer pras minhas amigas, isso é totalmente mentira, mas elas queriam conhecer eles também, se estivesse no lugar delas, iria querer a mesma coisa.
“People marching to the drums, everybody’s having fun, to the sound of love”
Era Lele, atendi enquanto caminhava para o trabalho.
- Hey gata. – eu disse.
- Vem sempre aqui? – ela falou com uma voz sexy.
- Só quando você vem. – entrei na brincadeira.
- Então eu vou começar a vir mais. – as duas riram.
- Mas fale guria.
- Fiquei sabendo ai de umas coisas.
- De que? – eu disse curiosa.
- É de você e do Dougie. – O que? Até ela?
- Quem te disse?
- Harry me contou.
- Ah sim.
- Então to te ligando pra te convidar pra ficar comigo, só comigo. – ela enfatizou brincando. – No backstage no show de sexta.
- No backstage do show do Mcfly? – eu disse incrédula.
- É, de qual mais? – ela riu da minha surpresa.
- Ta, eu ainda to me acostumando com esse tipo de coisa. Seria muito legal.
- Ok cat, vou falar pro Dougie te pegar em casa, lá pelas sete ok?
- Ta bom, Lele, eu contei pras meninas.
- Aah que bom, já tava na hora amor, e ai como foi?
- Ah te conto melhor no sábado, beijos.
- Beijos.

10 - Começou na primavera, e a primavera se tornou verão10 - Começou na primavera, e a primavera se tornou verão

Luisa’s P.O.V.

- E o que você faria Sr. Poynter? – pedi secando as ultimas lagrimas que escorriam.
- Contaria as minhas amigas, deixaria minha irmã se divertir, e esqueceria do dia ruim, por que sei que a noite vai ser maravilhosa por que se eu fosse você eu estaria com o Dougie Poynter. – eu ri alto, me ajeitando no sofá, só então fui reparar no apartamento bonito de Dougie, eu já havia visto ele, num vídeo, uma vez.
Leah veio correndo e fez um pouco de bagunça, depois se aquietou quando ninguém lhe deu bola.
- E se você não tivesse coragem de contar? – indaguei afinal isso que me impedia de acabar com aquilo.
- Eu teria que passar por cima disso, parece ser algo importante.
- É, é algo importante sim. – respondi uma pergunta não feita.
- Então não há outras opções.
- Talvez. – eu disse, só por que sabia que ele implicava com isso.
Dougie tentou à todo custo me distrair, não sem antes deixar bem claro que eu seria franca com minhas duas amigas assim que chegasse em casa, eu concordei, se era pra ter feito um escândalo no meio da rua, que pelo menos traga algum beneficio.
Não preciso dizer que ele conseguiu, acho que essa era sua especificação.
Começamos a assistir algumas coisas na tv, até que Dougie colocou em um canal de clipes, eu já estava bem mais solta agora, começamos a imitar os cantores, usando controles remotos no lugar de microfones e um sofá no lugar de um palco, com a pequena cachorra brincando e festejando aos nossos pés.

Dougie’s P.O.V.

Eu havia cansado, e sentado no sofá, Luu ainda dublava exageradamente, eu ria discreto, era divertido, mas acho que ela não tinha visto que eu estava sentado bem atrás, sem fazer minha parte naquele dueto de uma música velha. Ela olhou para trás rapidamente, e quando me viu sentado encarando-a sentou do meu lado envergonhada.
- Tava legal. – eu ri, ela respirava rapidamente e quando sentou de forma rápida acabou ficando perto demais.
Encarei seus olhos castanhos, derretidos pelo cansaço, se descesse mais meus olhos encontraria um par de bochechas vermelhas, talvez pela proximidade, talvez pela dança que fazíamos antes. Sua boca se encontrava um pouco aberta, e a respiração saia de lá, o peito subia e descia, agora outro clipe havia começado lá atrás na tv, nenhum dos dois prestava atenção, era como se um silencio tivesse envolvido nós dois, eu queria sair daquele estado.
Não podendo mais me segurar, eu fiz algo que vinha passando em minha mente à algum tempo, cheguei mais próximo e ela nem sequer recuou, fechou os olhos, eu encostei nossos rostos, e ela encostou mais nossos corpos, o próximo passo estava ali, eu deveria faze-lo. Nossas bocas foram unidas de leve, e os lábios dançaram um pouco na espera, Luisa foi quem aprofundou o beijo, jogando seu peso para cima de mim, fazendo minhas mãos pararem em sua cintura, ela me deu espaço para aprofundar também, agora o beijo corria como outro qualquer, mas era muito mais especial que outro qualquer, nossas bocas se alimentavam uma da outra, e eu não queria que o momento acabasse, mas imagina se Luisa estava sem ar antes disso, agora ela começava a ficar roxa, no sentido figurado é claro.
Quando partimos o momento eu a olhei, e ela parecia radiante, me vi espelho desta emoção, eu sorri e ela fez o mesmo, sem falar uma palavra a beijei novamente, desta vez de leve, só para afirmar para mim mesmo que tinha acontecido.

Luisa’s P.O.V.

Depois do beijo inesperado, eu me sentia nas nuvens, aquilo era surreal, me belisquem, me acordem, alguém me chama pra terra? Por que eu não estava respondendo.
Vimos mais um pouco de tv, comentávamos os programas, e de vez em sempre, ele me roubava mais um beijo, não eu não estou reclamando, estou comentando a minha incapacidade de faze-lo, eu estava em estado de choque.
Já era tarde quando eu pedi que Dougie me levasse, antes que caísse no sono de tão cansada, ainda tinha uma longa conversa com certas pessoas naquele dia.
No carro antes de nos despedirmos, Dougie me desejou boa sorte, fazendo meu estomago revirar mais ainda, eu não me sentia preparada, quando é que vou me sentir.

9 - Bons tempos nunca parecem tão bons

Dougie’s P.O.V.

Estacionei em um lugar perto do centro e comecei a andar pela cidade, vendo como as pessoas se comportam em grupos e, ok mentira, resolvi dar uma espairecida depois de uma conversa tensa com Fletch ao telefone, uma chuva estava se formando então logo minha caminhada teria que ter fim.
Andava sem destino, isso é verdade, foi quando avistei Luisa ao longe, ela olhava para o chão, parecia um pouco abalada, e tive que olhar duas vezes por que não a reconheci, seu rosto se contorcia um uma careta de confusão e tristeza, não o habitual sorriso e olhar sonhador.
Esperei ela se aproximar para fazer algum contado se é que ela estava com a cabeça na terra, pois não parecia.
- Hey Luu! – eu disse quando ela estava quase ao meu lado.

Luisa’s P.O.V.

Eu nem ao menos vi Dougie ao longe, e apenas me dei conta de quem falava comigo quando ouvi sua voz, ele me deu um Oi alegre e logo depois sua feição se transformou em preocupação, eu ia responder, mas assim que abri a boca para cumprimentá-lo, todas as lagrimas presas em meus olhos caíram, me senti um pouco tonta por segurar aquele sentimento de desespero por tanto tempo, e agora finalmente deixa-lo sair, Dougie num impulso me segurou e então me abraçou, eu o abracei forte e chorei, chorava enquanto lembrava da coisa toda, chorava por finalmente me sentir segura em algum lugar, os braços dele me davam apoio e eu não precisava de palavras de consolo nem mesmo de um olhar, apenas sentir seu corpo contra o meu, querendo me apoiar era tudo.
Preocupada demais em parar com o berreiro no meio da rua, perdi as contas de quanto tempo ficamos naquela posição, e só dei por mim quando Dougie estava me arrastando até seu carro, ele abriu a porta e me sentou lá dentro, e antes fechar a porta e de poder dar a volta para entrar em seu lado, eu segurei seu braço, ele leu em meus olhos e falou bem baixinho:
- Vem, vamos pra minha casa. – eu queria sorrir mais não consegui, apenas assenti e deixei-o partir, o caminho todo foi silencioso, eu olhava pela janela vendo a chuva lá fora sentindo meus olhos choverem igual em minhas maças do rosto.
Dougie estacionou, e novamente veio me tirar no assento, dessa vez apenas segurou minha mão, e aquele ato trouxe um conforto quase tão bom quanto o abraço, me guiou até a porta, e antes de entrar deu uma olhada pelo canto do olho, eu ainda estava um pouco aérea, mais dessa vez consegui sorrir para ele.
Fomos até a sala, onde Dougie me fez sentar no sofá, quando ele sentou também eu suspirei e soltei um riso baixo ao perceber uma coisa:
- Hey. – falei baixinho, ele me encarou. – Você percebeu que a gente não trocou uma palavra até aqui.
- Aah Luisa, estragou toda a brincadeira. – Dougie disse parecendo realmente chateado, eu sabia que era apenas bobeira.
- Mais que brincadeira? – me fiz de desentendida.
- De mímica que a gente tava brincando.
- Aah sim, e quais são as regras? – perguntei divertida.
- Você me fala o que ta acontecendo e eu ouço quieto.
- Dougiie. – eu disse rindo, ele apenas assentiu com os lábios cerrados. – Você não vai falar? – ele negou. – Aah seu bobo. – agora me encarou esperando minha reação. – Eu terei que contar certo? – ele assentiu, é pelo jeito ele realmente não falaria tão cedo.

Dougie’s P.OV.

- Ok. – ela respirou fundo tentando não chorar mais. – Há dias, bom desde que conheci você, eu venho mentindo para minhas amigas, a gente tinha brigado no primeiro dia que nos vimos, e então elas resolveram “nada de mcfly” por que vocês foram o motivo da briga. – eu ouvia tudo em silencio, mais doido para bombardeá-la de perguntas. – E a coisa vem ficando pior a cada dia, eu queria tanto compartilhar tudo com elas, e eu me sinto uma falsa. Agora minha irmã resolveu sumir do mapa, não manda noticias a uns quatro dias, começou quando a gente se viu aquele dia no parque. Hoje o trabalho foi um horror, eu sinto que minha cabeça vai explodir, e agora contando as coisas para você tudo parece tão banal. – ela soltou uma risada nasal.
- Não é banal. – eu disse. Ela sorriu se iluminando.
- Você não é acha? Eu faço tanta tempestade em copo d’gua. – Luisa apontou dramática. – eu ri de leve.
- Ah, mas isso não significa que seus problemas devam ser menosprezados.
- Talvez. – ela gostava de falar isso né. – Bom, mas chorar não vai me levar a lugar algum.
- Talvez. – eu a imitei fazendo-a rir.

8 – E Estou me aproximando mais do que jamais pensei que poderia

Luisa’s P.O.V.

Corria pela casa enquanto me arrumava, presumi que já estava atrasada, afinal eu não fazia idéia de que horas Dougie passaria. As meninas sentadas no sofá apenas me olhavam enquanto eu corria de um lado para o outro, entre meu quarto e o banheiro.
- Vai sair Lulis? – Paulinha perguntou.
- É... Eu vou. A Lele vai passar aqui. – menti me sentindo uma péssima pessoa, se eu pudesse escolher qualquer pessoa na terra para contar que conheci Dougie Poynter seriam as duas, e agora eu guardava esse segredo, estava me matando.
- Nossa, a gente precisa conhecer essa Lele, daqui pouco você gosta mais dela do que da gente. – Aninha comentou rindo, mas eu sabia que elas tinham percebido meu distanciamento, mesmo sem querer eu acabei me afastando delas, ficando mais calada.
O problema da mentira não é que eu havia deixado de contar, mas sim o tempo que eu deixei isso se estender.
“People marching to the drums, Everybody's having fun, to the sound of love”
Meu celular! Dougie!
Corri em direção à sala a atendi antes das meninas, ele me disse que estava esperando ali em baixo, eu respondi que já descia me despedi das meninas e sai com um aperto no coração, dividida entre a dor de omitir a melhor coisa de todas para as melhores amigas de todas e a felicidade de ver a pessoa que fazia todas as mentiras valerem à pena.
- E ai baixista aonde a gente vai? – eu perguntei enquanto entrava no carro.
- Que você acha de um passeio no parque? – ele me perguntou apreensivo.
- Adoraria. – eu sorri, eu podia ta no inferno com você baby que eu estaria feliz, ai que brega, que bom que eu só pensei isso.
A viagem foi silenciosa, eu estava um pouco nervosa para falar e Dougie parecia distraído, mesmo assim foi boa, mesmo sem falar nada, o silencio falava pelos dois, o quanto era bom estar ali.

Dougie’s P.O.V.

Chegamos no parque, eu tentei pensar em algo legal, um lugar onde a gente pudesse ficar a tarde toda sem fazer nada, um lugar que estaria lindo nessa época do ano, achei que ela fosse achar um pouco cafona, mais bom aparentemente ela adorou.
Luisa escolheu sentar embaixo de uma árvore, e não foi difícil para começarmos um assunto, ela parecia um pouco aflita, mas esqueceu-se de tudo logo que eu comecei a falar sobre alguns micos das nossas turnês.
Como eu disse o tempo passava rápido e quando acabávamos um assunto logo outro já vinha encaixado.
- Dougie o que você acha mais importante, ser ou parecer?
- Como assim? – eu perguntei surpreso com um assunto tão tenso no meio de nossos papos sobre besteiras.
- É, assim, você acha mais importante ser alguma coisa, ou parecer ser aquela coisa, ou outra coisa sei lá. Tipo, que adianta eu ser legal se pareço chata, o que é mais importante que eu sei que sou, ou o que pensam que eu sou?
- Bom acho que é mais importante quem você é. – eu respondi pensando sobre isso.
- É, eu concordo, mais às vezes penso, pras pessoas eu sou o que eu pareço para elas entende? Se ninguém enxergar o que eu sou, eu vou ser o que eu parecer.
- Confuso, mas eu acho que se você for você mesmo, sem querer parecer outra coisa, pensar só no que você é. Você vai aparentar isso. – Será que ela tinha entendido alguma coisa do que eu disse, não sei nem se eu entendi.
- Faz sentido... e quem você é?
- Ah, eu sou estranho e gay. – ela riu, sempre funciona.
- Você é mais do que isso Poynter. – eu arqueei as sobrancelhas como se dissesse “prove” – Você é engraçado, e diferente. – ela respondeu.
- Você também é engraçada e diferente. – eu disse sem pensar, ela me olhou nos olhos, eu não desviei.
A assunto acabou por ali, sabe as vezes as pessoas são menos do elas parecem ser, e você se decepciona, as vezes elas são mais e então você se surpreende... é a vida.
- E quem você acha que um sorvete é? – ela perguntou sapeca olhando para um carrinho de sorvetes que passava.
- Acho que ele é gostoso. – fiz minha melhor cara gay.
- Mas se acha que ele é, ou só aparenta?
- Acho que ele é, to louco pra provar e ter certeza. – eu disse puxando ela pela mão. Fomos rindo e ao chegar lá pedimos sorvetes gostosos.

Luisa’s P.O.V.

Dougie me levou em casa antes do anoitecer, eu agradeci, e sai do carro. Mesmo tendo passado horas juntos fiquei com aquela vontade de quero mais, claro que eu não disse isso a ele, nunca!
Aquela noite eu e as meninas alugamos alguns filmes e comemos pipoca até não caber mais, eu não conseguia tirar o sorriso bobo do meu rosto, foi tenso.
- Luisa por que você olha no celular a cada 5 minutos?
- É a Ana gente, ela não me manda noticias a mais de 24 horas.
- Calma menina, ela deve ta se divertindo.

7 – Não quero ficar sozinho está noite neste planeta chamado de Terra.

Dougie’s P.O.V.

Eu não queria ser insistente ou coisa assim, esperei passar mais uns dias, mas a vontade de ver Luisa crescia, fazia muito tempo que eu não me sentia assim, já tinha até esquecido de como era esse sentimento.
Resolvi que ficar só sentindo as coisas não me levaria a lugar algum, pelas minhas contas Luisa deveria sair daqui a pouco do trabalho, pensei em dar uma passadinha por lá.
Na sorte eu acabei acertando, peguei ela saindo do expediente.
- Dougie!. – ela disse quando me viu, eu sorri.
- Oi Luisa. – falei me aproximando. – Eu tava pensando... Quer dar uma volta, sei lá... Tomar um café? – primeiro ela me olhou surpresa, depois a compreensão alcançou sua expressão e ela sorriu.
- Adoraria. – eu a guiei com a cabeça, tinha um cafezinho ali perto muito legal.
Chegamos lá, sentamos, enquanto eu contava para ela como Leah vinha se saindo.
Eu pedi um café e Luisa preferiu um chocolate quente.
- Então, e ela ta vindo pra cá, mais antes vai fazer essa excursão doida pela Europa, me mandou uma mensagem ontem, tava saindo da Espanha de carona com um caminhão.
- Aé?! Mas ela ta sozinha?
- Não, com mais dois amigos.
- Aah sim. – Avistei algumas meninas com câmeras e papel vindo em nossa direção, fãs, eu sorri. – Um minuto. – disse para ela e me levantei, Luisa sorriu paciente, esperou.
Autografei tudo que elas me colocaram na cara, fiz caretas para cada foto, agradeci os elogios e me despedi.
- Isso parece acontecer com freqüência. – ela observou
- Sempre, fui bem treinado.
- Você não acha estranho? – ela me indagou.
- Ah, eu gosto, só as vezes sinto falta de me apresentar para as pessoas. – ela riu com o comentário.
- Ah sim, então, quem é você? Eu não te conheço garoto. – Luisa fez voz de desentendida, eu saquei a brincadeira.
- Dougie Poynter prazer, nasci no dia 30 de novembro de 1987, tenho uma banda, sou baixista.
- Ok ok. – ela me cortou. – É, acho você perdeu mesmo a pratica, Dougie não é assim que a gente se apresenta. – eu a olhei curioso.
-Então como é?
- Você começou bem, o nome é crucial, mas as outras informações a gente só vai soltando com o tempo, você vai dizer um resumo da sua vida pra qualquer estranho?
- Ah, todo mundo já sabe mesmo. – ela riu. – E não é para um estranho, é para você.
- Bobo.
- Ok, sua vez de se apresentar.
- O que?!
- É, vai fala ai.
- Hum, Meu nome é Luisa Schauffert, nasci no dia 09 de agosto de 1993, não tenho uma banda e não sei tocar baixo, mas gostaria de aprender.
- Você me imitou! – eu acusei.
Nossos pedidos chegaram e a conversa sobre apresentações continuou, descobri um pouquinho mais sobre Luisa e a sua vida, outras coisas que ela gostava, hobbies, família. Também falei de mim, tenho certeza que ela sabia mais da metade das coisas que eu contava, mas por saber que já tinha falado em muitas entrevistas, ela ouvia atentamente e não parecia cansada daquele papo.

Luisa’s P.O.V

Dougie agora me falava de uma vez que ele era pequeno, e tinha se perdido no bairro de casa, eu estava encantada, ele era uma coisa fofa, ouvir suas historias era super divertido e o tempo passava rápido quando estávamos perto um do outro, eu tentava não pensar em Dougie quando ele estava longe, não tinha muito sucesso nessa tentativa, mais vale né, afinal ter esperanças de que o veria de novo não me ajudava em nada, e pensar sobre ele, me fazia falar sobre ele, e eu não podia nas condições que me encontrava agora.
Dougie quis me levar para casa novamente, desta vez eu não aceitei, não queria que parecesse que eu saia com ele para ele fazer coisas por mim, ou algo assim, queria achar um jeito de demonstrar que eu estava ali com ele por que adorava faze-lo.
Na hora de dar tchau, ele me obrigou a deixá-lo pagar tudo depois de uma discussão que terminou em risadas:
- Então, já que você quer ir de táxi.
- Eu vou de táxi Dougie. – eu disse novamente.
- Tudo bem, ok. Já que você não quer mais me ver.
- Deixa de ser chato, claro que eu quero te ver. É só dizer a hora e o lugar. – eu sorri.
- Bem que a gente podia deixar marcada alguma coisa né. – ele disse.
- Pode ser. – respondi ficando anciosa só de imaginar.
- Que tal sábado? – ah sábado, faltava quatro dias para sábado, parecia tão longe, é claro que eu não disse isso.
- Sábado seria perfeito. – respondi simplesmente.
- A tarde, eu sei onde a gente pode ir, te pego em casa. – ele piscou.
- Ok, mas me da um toque no meu celular quando chegar. – Ele não podia tocar ou interfone ou algo assim. – Você vai fazer mistério?
- Vou. – ele disse simplesmente. E eu bati nele rindo
Dei um beijo em sua bochecha e sai, mal virei as costas e não via a hora de olhar aquela carinha novamente.

6 – E o que acontece quando as coisas acontecem

Dougie’s P.O.V.

Seguimos a voz da Prima do Harry até um cômodo bem iluminado, onde ela e Luisa cozinhavam alegremente, e conversavam. Eu parei na porta enquanto eles entravam, Luisa estava lá, eu não sabia que estaria.
- Então vocês resolveram fazer bagunça na minha casa? – Harry perguntou olhando para a sala. Eu me virei, ela estava de cabeça para baixo.
- Foi idéia da Alessandra. – Luisa falou com uma cara sapeca.
- Mais quem derrubou o abajur foi a Luisa. – Lele dedurou enquanto mexia em alguma coisa que a gente não conseguia ver.
- Eu perdi o equilibro, desculpe Harry.
- Ah não foi nada, eu não gostava dele mesmo.
- Aaah, O QUE? – Lele falou alto. – Você me disse que amava aquele abajur.
- Eu menti. – Harry disse na cara dura. – Então que vocês fazem ai?
- Pasteeeis! – Luisa respondeu animada.
- Ei Dougie, colou os pés no chão? – Lele me perguntou e eu ri entrando na cozinha
- Não, só estava esperando você me convidar. – Brinquei me aproximando.
- Adoro pasteis. –Harry falou.
- Não vai ter nada pra você. – Lele retrucou.
Harry fez uma cara de coitado que até eu fiquei com pena.
- Nossa Lele, que malvada, a gente vai comer tudo e não vai sobrar nada pra você né Dougie? – Luisa pediu e Lele se raxou de rir.
- Claro, e se sobrar a gente vai levar pra casa só pra não deixar aqui e você poder assaltar a geladeira a noite.
- Como vocês são malvados. – ela disse se fingindo de emburrada, e nós rimos, os quatro.
Os pasteis ficavam prontos enquanto o papo ia e vinha, falamos sobre a reunião, elas contaram que mexeram nas fotos velhas do Harry achando algumas da banda, Harry quase pulou em cima delas, Luisa foi obrigada a falar sobre o Brasil e a gente acabou falando do Tom. Quando o assunto chegou ai o telefone tocou e Harry foi atender, Lele foi ao banheiro deixando apenas eu e Luisa na cozinha.
- Aconteceu alguma coisa? – ela perguntou, talvez vendo minha cara de magoa.
- Não, por que?
- Você parecia super animado a alguns minutos atrás... – Luisa constatou.
- Ah sim, ah quer dizer, eu não sei até onde você sabe. – ela riu de leve.
- É realmente, eu sei de muita coisa sobre você. – Eu a olhei com cara de “falei”. – Mas adoraria saber a sua versão de cada uma delas. – eu sorri sem nem perceber que o fazia.
E ai eu contei pra ela, contei sobre tudo que me incomodava na situação que eu me encontrava, contei o quanto queria minha antiga casa, contei sobre o quanto eu me sentia triste sobre Tom, e sobre Gio que também era minha amiga e nem quis ouvir minha versão da história, contei para ela de um jeito que eu nunca havia contado para ninguém, falei de sentimentos que nem tinha percebido que sentia, e ela ouviu tudo, comentou e me aconselhou, eu contei para ela tudo e nem mesmo sei por que.
Harry e Lele sumiram, eu não sei por quanto tempo, por que no momento “Sou Dougie e estou desabafando” eu perdi toda noção de tempo, só sei que deve ter sido bastante, eu falei muita coisa.
- Talvez a Lele tenha ido descarga a baixo e quando o Harry foi salvar ela ele acabou sendo puxado em direção ao esgoto também. – eu ri alto.
- Ou talvez eles foram abduzidos por aliens malucos.
- Só se forem esses ai da tua tatuagem. – ela apontou para meu peito e eu sorri. – E se tiver um vortex que levou os dois para outra dimensão.
- Um lugar todo azul cheio pôneis? – meus olhos brilharam, e ela riu.
- É, onde o céu é vemelho e não existe guerras nem preconceitos.
- E ets. – eu sorri.
- E a gente juntou as duas pessoas mais viajadas de todo o planeta. Que você acha Lele?
- Pelas teorias deles, eu tenho certeza.

Luisa’s P.O.V.

Depois de comermos os pasteis, limparmos a cozinha, eu que botei o pessoal pra trabalhar, há, era hora de ir para casa, dessa vez não me deixaram pegar um táxi, Dougie quis me levar, eu aceitei depois de reclamar um pouquinho que ele não deveria fazer isso, e que não precisava.
Entramos no carro eu precisava pensar em alguma coisa para falar, não queria que algum tipo de silêncio se instalasse, seria estranho, mais era tão difícil pensar perto dele, só o ser dele já me deixava nervosa, acho que Dougie me deixaria nervosa sempre, alguma coisa nele, no jeito que ele me olhava, ou que ele se referia a mim me deixava mais nervosa do que eu jamais imaginei.
- Então, à quanto tempo vocês estão aqui?
- Vai fazer exatos quatro meses semana que vem.
- Legal, ta gostando? – Dougie pedia alternando sua visão entre mim e a estrada.
- Muito, eu não sei, era meu sonho, não sei como não gostar. E é o sonho de muita gente, me sinto privilegiada.
- Nossa...
- Ainda mais com o que está acontecendo agora. – eu olhei para ele sorrindo apenas com os olhos.
- Você diz conhecer a gente? – ele perguntou como se duvidasse que eu desse tanta importância a isso.
- É, conheço muita gente que faria loucuras para estar onde eu estou no momento. – ok, eu seria uma dessas pessoas se não fosse à pessoa que estava falando a sentença.
- E você faria? – viado, olha o que ele foi me perguntar.
- Depende. – eu tentei desconversar.
- Pode falar, não vou te achar louca eu algo assim.
- Depende da loucura sim. – eu disse envergonhada. – Eu faria muita coisa. – E eu me perguntava que tipo de macumba eu consegui fazer para estar onde eu estava.
- Então esse é seu sonho? – o maior deles, eu respondi em pensamento.
- Um deles. – eu disse sorrindo e esperando que ele não visse minhas bochechas coradas.
- Fascinante. – ele respondeu
- Que você quer dizer com isso?
- É fascinante saber que no momento estou realizando o sonho de alguém. Faz-me sentir importante. – ele riu como se fosse ridículo, acho que não sabia o quanto era importante em minha vida.
Eu apenas ri, já tinha falado demais para uma noite só, assunto foi trocado por algo como o tempo estava ficando mais quente conforme maio ia se aproximando do fim. Logo chegamos ao apartamento, não era tão longe.
Despedi-me de Dougie e entrei esperando encontrar as meninas dormindo, eu não sabia quando ia contar, mas não seria tão cedo, não agora que todas as coisas que eu sentia estavam confusas.

5 – O que acontece, quando nada acontece

Luisa’s P.O. V

Eu cheguei dividida, eu estava muito feliz pela noite, Dougie e Harry eram demais, até mais do que eu esperava, e olha que eu não esperava pouco não, Lele também era uma fofa... Mas estava triste e preocupada em chegar em casa. Abri a porta apreensiva e me deparei com uma dupla encarando a porta, as duas pareciam desesperadas e quando me viram pularam em cima de mim, será que queriam me matar?
- LUUUUUUUUUUULIS! Ai meu deus, ainda bem que você não morreu! – Paulinha gritava feliz.
- Nossa, a gente ficou TÃO preocupada, você não tem idéia. Achamos que podia ter acontecido alguma coisa. – Aninha explicava o desespero alheio.
- Nunca mais faça isso senhorita Schauffert. – Lá vem sermão.
- Que idéia é essa se sumir, e só chegar as ... ONZE DA NOITE. – Sermão duplo.
- Calma gente, eu só fui dar uma voltinha no Shopping, achei que vocês estavam putas comigo.
- É a gente tava, mas resolvemos uma coisa. – Paulinha falou, gostei do verbo no passado.
- É, nada de guys, nada de mcfly. – meu queixo caiu, volta a fita.
- Ah Luisa, não é tão ruim assim, se isso só faz a gente brigar, resolvemos deixar eles de fora. – Paulinha completou a idéia de Aninha. As duas encaravam minha face de desespero.
- Calma Lulis, não é pra esquecer deles, isso a gente sabe que é impossível. – as duas riram, eu não conseguia nem me mexer. – É só pra gente esquecer essa coisa de ir atrás deles, nem tocar mais no assunto, pra ficar tudo bem.
Tentei pronunciar alguma coisa, mais nada saiu.
- Nem vem falar nada, são duas contra uma.
- Ok! – eu disse no momento. – Vou deitar. A propósito, a Ana já saiu do Brasil, ela vai aparecer por ai em algumas semanas. – contei a única das noticias que eu podia.
- Aaah que legal! – as duas comemoraram.
Fui deitar, era informação demais para um dia só, eu precisava de tempo, sim.



Dougie’s P.O.V.

Incrível que toda vez que eu olhava para Leah eu lembrava de Luisa, fazia uns três dias desde que eu havia visto ela pela última e primeira vez, desde aquele dia não vi mais o Judd nem a Lele, mais hoje eu veria Harry, tínhamos uma reunião com a gravadora. Seria legal ver os caras e falar besteira, sem outras pessoas por perto, não eu não estou insinuando a pessoa que não me deixa ser amiga do meu amigo Tom, ok, talvez esteja.
Peguei o carro, dei tchauzinho para minha cachorrinha e sai.

- Eu acho importante a gente trazer mais novidade pra banda. – Tom atacou com idéias.
- Ta mais e que novidades? – Harry revidou.
- Sei lá, me ajudem a pensar. – Mas ele não desiste, será que Tom conseguira?
- Eu acho que não adianta só dizer “trazer novidades” é algo muito vago Fletcher. – Danny estava no time do Judd, ele também cortou Thomas.
- Ok, pelo menos eu disse alguma coisa. – Tom se defendeu, quem venceria está incrível batalha.
Ta, eu pareço um idiota agora. Mas é o que eu faço enquanto eles conversam e eu fico quieto... narro as conversas, o tema de hoje foi luta de boxe, não me sai muito bem pelo fato de que, eu dificilmente assisto à uma luta de boxe.
- A gente podia falar algo mais interessante enquanto a reunião não começa certo? Esse vai ser o tema falado nas próximas horas... – Danny pediu, eu concordei.
- E se a gente falar sobre animais invertebrados. – eu disse.
- Por que Dougie? Você é um animal invertebrado?
- Não, eu sou um animal mamífero. – eu ri mais todos eles me olharam com cara de gota. – Danny é um animal selvagem, Harry um animal em extinção e Tom um animal doméstico. – agora sim eles riram, eu deixei o Tom pro final, um grande final.
- Há, há, há, eu não achei graça. – Ah sim, querido Tom, todos achamos ainda mais agora, o problema é que o Fletcher dizia isso e rachava de rir.

Luisa’s P.O.V.

“People marching to the drums, Everybody's having fun, to the sound of love”
- Alo! – eu atendi sem nem ver quem era.
- Oi Lulis. – mas não precisei perguntar também, reconheci a voz de Lele. – Então o Juddão me abandonou, e eu tava pensando, se você ia fazer alguma coisa hoje, ou se você queria vir aqui?
- Aah, não eu não tinha nada planejado para hoje, bom poder eu posso, mais saber é que são elas.
- Que isso, eu te passo o endereço, pega um táxi e quando chegar aqui a gente paga com o dinheiro do Harry.
- Lele, que coisa feia.
- Ele que deu a idéia. – ela se justificou.
- Ok então.
Lele me passou o endereço, e eu falei para as meninas que ia na casa de uma amiga que eu fiz no Shopping, mas menti com uma dor no coração, eu queria contar, mais não agora, alguma coisa me dizia que ainda não era o momento, ou talvez essa coisa fosse apenas medo.
Cheguei lá e Lele estava realmente no tédio, mas eu tratei de animar a parada, haha, depois de ouvir musica e dançar feito duas malucas no meio da sala de Harry Judd, nós duas invadimos o quarto dele, e começamos a olhar álbuns de fotos, fotos velhas do Mcfly que nunca saíram na Internet, uma mais linda que a outra. Óti.
Ai bateu a fominha e a gente resolveu cozinhar algo para comer, minha grande idéia de fazer pastéis deu certo quando era uma das poucas coisas que teria tudo, o geladeira mais vazia essa.
- Daí quando eu cheguei em casa as duas tinham meio que deixado a briga de lado, e falaram pra gente não tocar mais no assunto de procurar eles. – Falei mexendo a carne que depois iria dentro do pastel.
- Mas, você já tinha encontrado eles. – Lele lembrou.
- Sim, só que na hora eu fiquei tão inshok que nem consegui falar e agora não consigo encontrar coragem pra dizer que menti.
- Quanto mais você adiar, pior.
- Talvez, talvez se deixar a poeira baixar.
- É, eu não sei o que eu faria.
Momento tenso, as duas ficaram em silencio, e foi ai que a gente ouviu vozes altas, risadas e muita bagunça vindo do corredor.
- Eles chegaram. – Lele sentenciou e eu sorri.
A porta foi aberta, o som ficou mais alto, agora eu podia distinguir a voz de Dougie e a de Harry também, até entender o que eles diziam, mas os dois falavam ao mesmo tempo.
- A gente ta na cozinha! – Lele disse alto, para ser ouvida.

4 – Bem melhor agora

Dougie’s P.O.V.

No momento eu pagava pelo mais novo baixo, ele era bem bonito, era branco com alguns detalhes em preto, eu sabia que não ia usar, mais mesmo assim, levei horas para escolher.
Harry saiu do meu lado e eu pude ouvi-lo falando com Lele:
- Chegou tarde demais Priminha, já acabamos por aqui, eu cheguei a achar que você tivesse se perdido.. – ele disse beijando ela novamente.
- Eu tenho cara de que Judd? Danny Jones? – ela respondeu, sem nem mesmo olhar, eu ri alto. – Fiz uma amiga. – ela disse simplesmente.
E antes de Harry poder cumprimentar a garota eu acabei minha função no caixa e me virei. Oh meu santo Zukie, era Luisa a garota do Petshop, ela era a nova amiga da Lele?
- Olha Dougie, Lele fez uma amiga. – Harry apontou para a garota, que parecia totalmente constrangida e divertida com a situação.
- Hey. – ela disse baixo.
- Oi, de novo. – eu falei em resposta.
- De novo? – Lele perguntou.
- É, a gente se conheceu hoje no petshop né Luisa?
- Aham. – e antes de Lele abrir a boca para contestar, Luisa completou. – Eu ia te falar, mais você nem me deu tempo.
- Hum, sei. – A garota fingiu magoa.
- Ah então vocês já se conhecem. – Harry inconveniente Judd e seus comentários.
- Ah poucas horas. – eu comentei. Um silencio se instalou.
- Lulis é fã de vocês. – Lele soltou.
- Serio?! Que legal. – Harry disse, eu e a garota ainda permanecíamos calados, parece que agora ela olhava para mim pelo menos, não posso falar nada, eu também olhava para ela.
- Aham, fiz minha boa ação do dia. – a garota respondeu brincalhona.
- Ah sim, agora você vai pro céu. – Os dois continuavam conversando sem nem perceber que a gente não estava prestando atenção.
- Ela é brasileira sabia? – Ok, talvez agora eu estivesse prestando atenção.
- E você podia tentar ser menos bocuda sabia? – ela brincou, isso era bom, agora ela já olhava e falava normalmente.
- Eu gosto de deixar as pessoas informadas Lulis.
- Gente, eu to com uma fome, a gente podia comer alguma coisa né? – Harry perguntou.
- Já jantou? – A prima Judd perguntou para Luisa, ela negou com a cabeça e sorriu.
- Você podia vir com a gente. – Eu sugeri, Harry me olhou estranho já que estava acostumado comigo silencioso na frente dos outros, não sei de repente eu queria que ela jantasse com a gente. Só isso.
Enquanto caminhávamos em direção a praça de alimentação, Luisa e Alessandra foram na frente, vendo mais vitrines, Harry chegou ao meu lado e comentou:
- Achei ela a cara do Dougie.
- Que? – eu perguntei confuso.
- A Luisa, ela é bem seu... tipo.
- Ah sim, é, eu reparei nela quando a conheci a tarde.
- E então?
- E então o que?
- Faça alguma coisa.
- Harry, da ultima vez que eu fiquei com uma garota por que ela parecia ser boa pra mim, eu me perdi muito tempo e não fui feliz, acho que prefiro esperar um pouco.
- Bom, se você prefere.
Depois de muita discussão na praça de alimentação, ficou decidido que pediríamos uma pizza média, metade calabresa, metade frango com catupiry.
Enquanto ela não chegava conversamos sobre meu baixo novo e sobre Leah, até eu me estranhei, estava faladeiro demais. Tiramos algumas fotos também, já que Harry disse que se Luisa era nossa fã ela ia querer uma foto, a própria confidenciou para nós que ela queria, mas achou inconveniente pedir, já que não estávamos em nenhum lugar onde essa era nossa obrigação, bom estou tão acostumado a tirar fotos, que pra mim já era uma obrigação constante, mas eu gostei de ter fotos com ela.
Depois paramos um pouco com o papo para comer, algumas besteiras ainda escapavam no meio tempo em que a comida ia do prato a boca.
- E você não comprou nada Harry? – Luisa perguntou, ela já estava bem mais solta.
- Não, fiquei com preguiça de tirar o cartão do bolso.
- Ah que nojo, esbanjando a grana. – ela repondeu de brincadeira.
- É um se achão mesmo. – Lele concordou, as vezes eles nem pareciam um casal, Lele havia sentado ao lado de Luisa, e os dois pareciam mais amigos de infância.
- Pelo menos não comprei um baixo que nem vou usar, quem ta esbanjando grana ai é ele. – Harry apontou para mim.
- Quem disse que eu não vou usar? – eu mesmo, mais isso a gente deixa baixo. – Vou usar de enfeite, olha como ele é lindinho. – eu apontei pro baixo encostado ao meu lado na cadeira.
- Vai ficar bem legal Poynter. – ela comentou e eu sorri. – Adoro enfeite preto e branco.
- Serio? Eu prefiro colorido. – Lele comentou.
O assunto sobre enfeites não rendeu muito, pois logo percebeu-se a hora e foi decidido então que ir para casa era a única coisa a fazer. Pelo jeito as duas já tinham trocados endereços e formas de manter contato, mas Luisa trocou conosco também, e eu que achei que ela me assombraria em sonhos, agora tinha certeza, e o melhor aquilo não precisava ficar só nos sonhos não, vai saber.

3 - Como vai você?

Dougie’s P.O.V.

Eu não queria ir no shopping sozinho, pensei em encher o saco do Harry mais uma vez, até a idéia de fazer papel de vela me pareceu mais interessante do que fazer papel de solitário, isso era decadência, e pelo menos eu seria assediado pelas pessoas acompanhado.
Liguei novamente, falamos rápido, eles toparam de primeira, estavam entediados em casa. Combinamos de nos encontrarmos lá, me arrumei, dei tchau para Leah e sai.
O shopping não estava muito movimentado, e antes irmos para a praça de alimentação Harry e eu resolvemos ver a loja de música. Lele queria ir com a gente, mas como ela sabia que passaríamos pelo menos umas boas horas lá, ela resolveu ver algumas lojas e só se juntar a nós mais tarde, Harry nem concordou, lhe deu um beijo simples e continuamos nossa caminhada em direção à uma loja enorme, eu adorava ela, tinha tantas coisas para olhar.

Luisa’s P.O.V.

Eu não sou do tipo shoppingmaníaca, na verdade para mim era um local com ar-condicionado onde tinha filmes novos e comida gostosa, mas não dá para negar que era um ótimo lugar para passar o tempo, é grande, de graça e com bastante espaço.
Minha primeira parada foram coisas de decoração, depois livros, e por fim resolvi dar uma olhada em óculos de sol. Comecei pelos mais modinha, que estavam na entrada da loja, e depois fui aos que me interessavam. Botei a mão em um realmente lindo, estava tão encantada com ele que só percebi que outra garota havia feito a mesma coisa quando ela riu da situação, levantei os olhos e dei de cara com uma menina um pouco maior do que eu, não que isso significasse muita coisa, ela era morena e sorria divertida, eu sorri também:
- Pode provar. – Falei tirando a mão de cima.
- Ok, eu e depois você. – ela disse como se fossemos amigas de longa data.
- Wow, combinou com o seu rosto. – eu elogiei sincera.
- Vê em você. – Peguei o óculos, ele era num tom marrom que se misturava com o preto, a armação era redonda, simples mais incrível.
Eu o coloquei então:
- Nossa, ficou demais. Hey moço, você tem dois exemplares deste daqui? – A garota pediu para um vendedor.
- Não, não precisa eu não vou comprar. – Eu disse rapidamente.
- Ah ok então. Nem eu. – Nós rimos.
- Prazer Luisa.
- Eu sou Alessandra, costumam me chamar de Lele.
Nós olhamos mais alguns óculos, agora na seção dos engraçados, pelo menos foi o que achamos, rimos bastante provando alguns que ficavam bizarros nossos rostos, quando saímos da loja era como se nos conhecêssemos a muito tempo, ela já tinha me passado seu twitter e eu lhe passado meu telefone.
- ... Então eu disse pra ele, “Isso não ta legal cara” mas ele não quis tirar o óculos rosa da cara, fazer o que. – ela acabou de contar e nós duas rimos muito.
- Eu não acredito que ele queria sair com aquilo.
- Pior, ele saiu.
“People marching to the drums, Everybody's having fun, to the sound of love”
A música começou a tocar alta, e vinha da minha bolsa, todo mundo olhou em minha direção, eu sorri amarelo tentando pegar o aparelho o mais rápido possível.
Era Ana, atendi:
- Luisa Marina adivinha onde estou. – Lele me olhava, uma expressão de surpresa e interesse em sua face, que só aumentou quando eu respondi a minha irmã em português.
- Não faço idéia guria.
- Entrando no avião para a melhor viagem de todas.
- Fala serio! Mais Já? Legal... Que emoção.
- È mesmo, então vou desligar, te vejo em breve irmãzinha.
Eu desliguei e encarei Lele, ela me olhava curiosa e eu me perguntei sobre o que ela me questionaria primeiro, a língua? Quem era? O que estava acontecendo?
- Você tava falando o que?
- Português, sou brasileira.
- Há, que você não era daqui eu já tinha reparado, mais brasileira... Por essa eu não esperava... Então você gosta de Mcfly? – ela perguntou seguidamente como se apenas não tivesse feito essa pergunta primeiro por que a curiosidade foi maior. Fui pega de surpresa pela segunda dúvida de minha nova amiga, mais essa era a mais fácil de responder.
- Gosto sim, muito.
- Ah sim. – ela disse sorrindo como se achasse graça em alguma coisa.
- Que foi? Você não?
- Não, eu gosto, eu costumava ser mais fanática...
- Que aconteceu?
- Ah quando você tem que conviver com um deles a coisa muda, não da pra ficar bajulando o tempo todo, você começa a falar só os pontos negativos pra encher o saco.
- Imagino. – eu disse realmente imaginando a situação, eu nunca falaria para um Mcguy o que eu penso sobre o quando eles serem bons, seria chato. – Perai, voltando, conviver com um deles? – eu disse um pouco mais alto e arregalando os olhos, não tinha nenhum por perto então eu poderia demonstrar minha imensa admiração.
- É, eu sou meia-prima do Harry.
- Meia-prima? – eu disse insinuando, meia-prima não é parente.
- É, minha mãe casou com tio dele.
- Eu sei o que é meia-prima Lele, eu digo, que legal ein. – e ri.
- É bem legal se você quer saber. Eu na verdade sou de Brighton, estou apenas passando alguns dias na casa do meu priminho.
- Perai de novo, você ta na casa do Harry Judd.
- Ok, pode surtar, dar gritinho, mais eu to! – Lele falou se libertando, parecia que ela queria fazer aquilo a anos.
Eu ri alto, me perguntando por que novamente à menção daqueles caras que eu tanto amava me deixava tão sem ação, aquela garota na minha frente dormia e acordava na mesma moradia o que Harry Judd, alguém tem alguma noção disso? Ao menos que você seja ... sei lá a Izzy não você não tem.
- Nossa, isso é realmente Uau!
-Aham. – Lele voltou à compostura de sempre. – Por falar nisso eu preciso agora mesmo encontra-los. – ela disse um pouco urgente.
- Tipo assim, eles estão aqui? – eu pedi afobada.
- Só o Harry e o Dougie. – ta para tudo, seria a segunda vez no mesmo dia que ele e eu estávamos no mesmo lugar, isso ta começando a ficar estranho.
- Huum. – eu tentei respirar normal, mais o nervoso já havia tomado conta de mim, era difícil não demonstrar.
- Lulis, eu falei que não da pra bajular na frente deles, estamos só nós duas aqui, pode surtar. – eu ri nervosa.
- O pior é que eu não consigo surtar, no momento não consigo nem pensar. – ela fez uma cara estranha e depois riu.
- Ok. Vamos. – Vamos?! Eu ia por em palavras minha pergunta, mas ela foi mais rápida. – É, você vem comigo certo? Eles tão logo ali naquela loja.
Lele apontou para a loja de música no final do corredor.
- Ali? Bem provável. – ela riu do meu comentário me puxando, se eu não morresse escorregando no piso, ou de alguma forma estranha até chegar a porta da loja, acho que eu morreria do coração. Sabe ver um mcguy de surpresa é diferente de você saber que estava sendo levada para isso, eu sempre pensei muito em como me sentira se algum dia chegasse a vê-los, bom acho que você percebeu que todo meu esforço foi em vão, no momento eu nem conseguia saber o que sentia, já que sentia muitas coisas ao mesmo tempo.

2- Eu quero viver a vida de uma nova perspectiva

Dougie’s P.O.V. –

Fui acordado pela luz do sol forte entrando pela janela, eu queria dormir mais milhões de horas seguidas se isso fosse possível, dormir me fazia entrar em um estagio de congelamento onde minha mente ficava fora de tudo que acontecia longe da minha cama e das cobertas. A minha vida estava uma bagunça e eu não tinha a mínima vontade de arrumá-la, eu queria que ela se arrumasse sozinha pra dizer a verdade. Mas como isso não é possível... Ah não me venha com essa de “que cara dramático” não é isso, é que em poucos dias tudo havia virado de cabeça pra baixo. Eu havia terminado um namoro de quase três anos sem mais nem menos, ok não era bem assim, mas poucos conheciam os reais motivos.
Nisso eu perdi minha casa, imagine você, agora estou morando em um apartamento antigo que graças a deus eu não vendi, perdi meus cachorros, boa parte da minha reputação, sendo que meu relacionamento era publico, eu digo realmente publico, e eu ainda fiquei de vilão. Perdi também uma amiga e muito contato com o um dos meus melhores amigos, por que no dia em que eu terminei com Frankie, a Gio se virou contra mim e agora ela me odeia, sendo assim Tom tem que me odiar também, bonito isso, não é claro que ele não odeia, mais quando ela ta por perto, leia all the time, ele não pode ficar falando comigo e coisas assim, fica ruim pra ele e eu até entendo, mais isso não muda o fato que eu sinto falta dele, nos últimos tempos Tom era o que estava mais perto de mim, e agora ele é proibido de ser amigo do Poynter. O único que ficou realmente do meu lado foi o Judd, a propósito vou ligar para ele.
Chamou algumas vezes, talvez ele também ainda estivesse dormindo como eu à alguns minutos atrás.
- Fala bichona! – Harry atendeu de bom humor, isso é bom.
- Hey hazz. – eu disse no único tom que encontrei em minha voz.
- Sai dessa Dougie.
- Que? – perguntei, mais eu já sabia a resposta.
- É, coisa mais melancólica cara, parece que foi você que levou o fora, passa pra outra, supera. – ele fez voz gay, ninguém merece.
- E que você imagina que eu faça?
- Sei lá, vai comprar alguma coisa. – que tipo de conselho era aquele! Harry estava me mandando fazer compras pra sair da fossa, eu sou gay mais nem tanto.
- Harry, você ouviu o que você disse?
- Sim, e ficou estranho mesmo, mais eu quis dizer... Vai comprar um baixo novo, um cachorro, uma casa, vai dar sentido pra tua vida.
- Bom até que não é uma má idéia.
- Claro que não, Harry Judd que teve.
- Aé, achei que fosse a Rainha, pelos conselhos.
- E você acha, que em que dimensão a Rainha te ligaria.
- Fui eu que liguei. – eu disse tentando controlar uma risada.
- Que seja, e o telefone, quem te passou?
- Aah Harry isso não é importante. – eu disse desconcertado e nós dois rimos.
Depois de mais algumas besteiras com Harry, só para alegrar meu dia, eu resolvi seguir os conselhos gays dele. Como o que eu mais sentia falta era dos meus bebezinhos, eu resolvi tomar um banho e me arrumar pra ir à algum petshop próximo comprar algum companheiro para mim.
Chegando ao petshop, eu ia abrir a porta, mais antes mesmo de poder faze-lo, alguém abriu por mim, e andou pra cima de mim, quer dizer, me empurrou, mais também pudera, a criatura saia com uma meia dúzia de cachorros, do tamanho ou maiores do que ela, por aquela porta minúscula, eu dei espaço para ela passar depois que vi sua pobre situação, era uma garota baixinha, magra e com umas pernas bronzeadas que me deixaram interessado, ela até olhou para trás, mais acho que os cachorros a puxaram antes dela poder dizer alguma coisa, coitada. Eu entrei me sentindo bem melhor, é #juddfeelings, por isso que aquele gayzão é meu amigo.
Falei com a dona do lugar, ou pelo menos parecia, e ela me alugou uns bons minutos tagarelando sobre os cachorros, e no final ela só queira um autografo, quando a mulher finalmente entendeu que eu queria era um cachorro de grande porte e me mandou esperar a ajudante pra me mostrar os que estavam lá trás... Espera um pouco, será que a ajudante era aquela que saiu, ai eu deveria ter visto o rosto dela.
Dougie inútil Poynter, continuou a esperar a garota dos cabelos castanhos lisos enquanto olhava os vários acessórios para cachorros e pensava nas coisas doidas que essa gente inventa pros peludos hoje em dia, ok eu deveria parar de narrar minha vida em terceira pessoa, mas estou começando a achar que a garota foi levada pelos cachorros para a cachorrolandia e não vai mais voltar.
Foi ai que eu ouvi um barulho de um portão sendo aberto, acho que era lá atrás, então era assim, ela ia ficar escondida, só por que eu queria ver o rosto dela, melda. Ouvi também os latidos, pelo menos ela tinha se salvado, né.
A dona do estabelecimento me pediu para ir até lá, e pedir para ela me mostrar os cachorros, eu tinha esperado tanto tempo, e sem nada na cabeça, que pra ser sincero eu estava realmente curioso para ver o rosto dela.
Entrei pela porta que ela indicou e vi a mesma garota, quer dizer as mesmas costas, ela se encontrava abaixada, brincando com um dos monstros-cachorros que tinham ido passear antes, pude ouvi-la falando coisas que a principio pensei estar com o ouvido mal lavado, e depois tive a certeza de que ela falava outra língua, enquanto fazia carinho nele e dizia aquelas palavras incompressíveis num tom que se fala com bebes, te digo que fiquei encantado, ela parecia tão cuidadosa.
Mas eu não podia ficar até amanha ali olhando a menina, não por falta de tempo, e de vontade mas e se ela reparasse sei lá talvez pudesse achar estranho, e eu já estava muito tempo naquele lugar, então pensei em alguma forma de chamar a atenção dela, na falta de criatividade, simplesmente pigarreei, ela se virou no mesmo instante como se já esperasse que estivesse sendo observada, bom a coisa toda foi muito rápida, mais se eu contasse desse jeito ninguém aqui entenderia. A primeira coisa que eu fiz foi olhar para o rosto dela, e como vocês imaginam, ou não, era muito bonito. Mais depois que ela olhou para o meu rosto, seu rosto ficou branco feito neve e ela parecia congelada no lugar, eu pensei em me aproximar para ver se ela estava respirando, mais até meu cérebro se ligar a isso ela já tinha voltado a piscar, coisa estranha, as meninas geralmente gritam não ficam caladas quando eu estou por perto, modéstia a parte.
Ela se virou de novo e pelo silencio que se instalou eu pude ouvir sua respiração rápida, mais novamente antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, ela reagiu, com a voz falsamente controlada ela disse:
- Posso ajudar? – será que ela não cansava de me dar as costas?
- Claro, eu queria ver o cachorrões. – respondi com uma voz engraçada, ela riu nervosa, viu pelo menos ela riu.
- Vem por aqui. – ela disse me olhando rapidamente e então seguindo um caminho por um corredor, que coisa mais escondida.
Eu me deparei com muitas carinhas lindinhas me olhando de um jeito todo fofo e a única coisa que eu pensei foi: fodeu!
- E ai? – ela perguntou olhando minha cara confusa, parece que quando eu não olhava para ela, ela olhava pra mim, o problema é que eu queria olhar para ela.
- Eu não sei. – disse com voz de perdedor, me abaixando para vê-los de perto.
- Bom, talvez nós devêssemos... – ela deixou no ar, e se encaminhou para um canto onde eu pude ver ela puxar um pininho e então todas as grades se abriram fazendo com que os cachorrinhos saíssem de suas prisões e corressem e pulassem para todos os lados.
- Mais o que?! – eu disse esperando uma explicação lógica para aquele auê.
- Bom, se você não sabe, os deixem escolher. – eu era cercado de filhotes que em alguns meses estariam enormes, e ela apenas ria. Até que uma Husky cinza pulou no meu colo e foi amor a primeira vista, era ela, certeza.
Eu levantei a pequena nas mãos e parece que a meninas entendeu, ela começou a guardar os outros pequeninos e eu me levantava com a minha nova cachorrinha nas mãos.
- Como você sabia? – eu pedi.
- A varinha escolhe o dono. – ela falou como se lesse um provérbio chinês. – Sei lá, odeio escolher as coisas, prefiro deixar na mão do destino. – pelo menos ela tinha parado de ter ataques estranho, mas ainda não olhava nos meus olhos.
A husky brincava com o meu nariz agora, sem nem pensar eu perguntei.
- Você tem alguma idéia de nome para ela?
- Chame-a de Leah.
- Leah!? Algum motivo em especial? – será que ela estava me achando muito perguntador?
- Ela parece um lobo. – Eu estava começando a gostar mais do que das pernas e do rosto dessa garota, ela falava coisas sem sentido e não deixava você esperando por explicação, onde ela havia posto um ponto... estava colocado.
- Certo... – eu disse sem saber o que responder, mas sorrindo. Eu precisava saber, aquilo não era normal para mim, alguém me tratar daquela forma. – Olha isso pode soar muito estranho, sabe, se a resposta for não, mas se a resposta for sim vai esclarecer muita coisa. – eu parei nãoseiporque e ela ficou olhando em minha direção, mais não para mim. – Você sabe quem eu sou? – A expressão dela ficou bem mais clara e ela sorriu apenas com os olhos por alguns instantes e depois me encarou pela primeira vez.
- Sei sim. – disse simplesmente, e já desviou o olhar, saindo do local, eu fiquei ali atônito, mas a segui logo após.
Ela me guiou até o balcão onde eu pagaria pela Leah, eu já estava até me acostumando com o nome, combinava com a pequenina. Mas antes de chegarmos na parte da frente do petshop eu a segurei, tomei coragem, quem mandou nascer desencorajado Poynter, e perguntei.
- Ok, mas e você? Qual seu nome?
- Luisa. – parece que sua voz era sempre carregada daquela simplicidade, que me deixava pasmo e ao mesmo tempo querendo saber mais.
Seu olhar dançou no meu, relutante, e eu arqueei as sobrancelhas.
- Você poderia me dar um autógrafo? – ela pediu olhando para o chão e ficando muito vermelha.
- Claro. – tirei um papel e uma caneta do bolso, e segurei Leah mais em cima no braço, escrevi alguma coisa como “ Dougie and Leah!” e lhe entreguei, ela sorriu, aquela menina ia me assombrar nos meus sonhos, eu sabia disso.

Liguei para Harry logo que sai dali, eu nem sabia o que iria dizer, quem se importa? Deu vontade mesmo, esperei, mais que carinha demorado para atender o telefone:
- Alo?! – uma voz feminina disse do outro lado, que porra é essa? Será que eu liguei errado.
- Oi? – eu disse confuso, ouvi vozes, parecia a do Harry mais atrás e ele dizia “Lele passa o telefone”.
- Quem gostaria? – ela perguntou, desconfiado eu respondi.
- É o Dougie Poynter, o Harry ta ai?
- Ah sim, ele ta sim, ele quer o telefone... VEM PEGAR JUDDÃO! – ela gritou e eu ouvi risadas atrás, aquilo me parecia divertido. – Olha ele quer falar com você senhor Dougie Poynter mais eu não to deixando, não me odeie.
E mais barulhos então eu ouvi uma respiração ofegante no telefone, antes de falar alguma coisa Harry disse:
- Você me paga Alessandra! Oi Dougie.
- E a bicha toda que você tava hoje de manhã para onde foi?
- Faz me rir Dougie. – ele disse, e riu logo depois, vai entender. – Que tu quer?
- Primeiro eu quero saber quem é “Lele”. – fiz uma voz mais grossa tentando imitar ele.
- Lele, é minha meia-prima satisfeito?
- Meia-prima? – eu falei com uma voz maliciosa.
- É, a mãe dela se casou com o meu tio, oras. – acho que ele não entendeu o tom.
- Eu sei o que é meia-prima Judd, eu digo, que ela faz na sua casa?
- Ah sim. – ele soltou uma risada canalha e eu ri junto. – ela ta aqui né amiguinho.
- Pode falar que a gente ficou Judd, eu não me importo. – Lele disse lá atrás, alto o suficiente para ser ouvida.
- Então vocês ficaram... – eu disse como se fosse algo não legal.
- Não fale como se me reprovasse anão, eu sei o que eu faço.
- De qualquer jeito, quero conhece-la.
- E você ligou pra descobrir se tinha alguém na minha casa? Dougie eu já te falei pra você que nossa relação é aberta e que eu posso pegar mulheres também. – ele disse convicto e eu ouvi a risada da Lele no fundo.
- Não manezão, liguei pra te falar que você é um ótimo conselheiro...
- Aé?! Que aconteceu?
- Comprei um cachorro. – o silencio tomou conta, acho que esperava mais do que isso, eu podia imaginar a cara dele do outro lado da linha.
- Táá... pronto acabou?
- Não, sim, sei lá.
- Dougie Poynter não me esconda nada.
- Não tem nada pra você saber, vou continuar seguindo seus conselhos e mais tarde vou comprar um baixo novo.
- Se você diz.
- Volte ai para sua prima garanhão.
- Vou mesmo e você fique ai com o seu cachorro, sua cadela.
- É uma cachorra.
- Que seja, tchau Dougie.
- Tchau Judd.
Cheguei em casa e arrumei um cantinho para a Leah, comi e esperei a vontade de sair de casa me acertar, já tinha decidido, iria a uma loja de instrumentos grande no Shopping.

Luisa’s P.O.V.

Eu estava pasma, tentava me concentrar enquanto lavava alguns cachorros, eu tinha encontrado, visto, falado, e sei lá mais o que com Dougie Poynter, só por que eu não queria mais... E agora pra quem eu ia contar! Eu não poderia chegar em casa e dizer “Ok meninas deu de briga, eu conheci o Dougie e quero contar pra vocês.” Elas iam simplesmente acabar comigo. Ah eu tinha sido tão idiota, por que eu não pulei nele, abracei ele, nem ao menos uma foto eu tinha agora, inútil, eu não consigo acreditar que eu vi Dougie Poynter e não fiz nada, foi tão estranho, aquele medo de algum dia ver ele e me decepcionar, de ele não ser como eu sempre idealizei, quando eu o vi, parece que foi embora, ele é tudo aquilo e muito mais, eu ri mentalmente.
A tarde passou rápida, e antes que eu pudesse me dar conta, meu horário já tinha dado, eu não queria ir pra casa, eu queria ficar ali mais um pouco, remoendo memórias mais um pouco, e não tendo que ver a cara das minhas melhoras amigas que agora deviam me odiar, resolvi então que daria uma volta, passearia no shopping, comeria alguma coisa, provaria muitas roupas e não compraria nenhuma, babaria e em alguns cd’s e livros até cansar, e vou ter que pegar um táxi para casa por que vai ser tarde demais para voltar apé, é, é isso que eu vou fazer.