quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

5 – O que acontece, quando nada acontece

Luisa’s P.O. V

Eu cheguei dividida, eu estava muito feliz pela noite, Dougie e Harry eram demais, até mais do que eu esperava, e olha que eu não esperava pouco não, Lele também era uma fofa... Mas estava triste e preocupada em chegar em casa. Abri a porta apreensiva e me deparei com uma dupla encarando a porta, as duas pareciam desesperadas e quando me viram pularam em cima de mim, será que queriam me matar?
- LUUUUUUUUUUULIS! Ai meu deus, ainda bem que você não morreu! – Paulinha gritava feliz.
- Nossa, a gente ficou TÃO preocupada, você não tem idéia. Achamos que podia ter acontecido alguma coisa. – Aninha explicava o desespero alheio.
- Nunca mais faça isso senhorita Schauffert. – Lá vem sermão.
- Que idéia é essa se sumir, e só chegar as ... ONZE DA NOITE. – Sermão duplo.
- Calma gente, eu só fui dar uma voltinha no Shopping, achei que vocês estavam putas comigo.
- É a gente tava, mas resolvemos uma coisa. – Paulinha falou, gostei do verbo no passado.
- É, nada de guys, nada de mcfly. – meu queixo caiu, volta a fita.
- Ah Luisa, não é tão ruim assim, se isso só faz a gente brigar, resolvemos deixar eles de fora. – Paulinha completou a idéia de Aninha. As duas encaravam minha face de desespero.
- Calma Lulis, não é pra esquecer deles, isso a gente sabe que é impossível. – as duas riram, eu não conseguia nem me mexer. – É só pra gente esquecer essa coisa de ir atrás deles, nem tocar mais no assunto, pra ficar tudo bem.
Tentei pronunciar alguma coisa, mais nada saiu.
- Nem vem falar nada, são duas contra uma.
- Ok! – eu disse no momento. – Vou deitar. A propósito, a Ana já saiu do Brasil, ela vai aparecer por ai em algumas semanas. – contei a única das noticias que eu podia.
- Aaah que legal! – as duas comemoraram.
Fui deitar, era informação demais para um dia só, eu precisava de tempo, sim.



Dougie’s P.O.V.

Incrível que toda vez que eu olhava para Leah eu lembrava de Luisa, fazia uns três dias desde que eu havia visto ela pela última e primeira vez, desde aquele dia não vi mais o Judd nem a Lele, mais hoje eu veria Harry, tínhamos uma reunião com a gravadora. Seria legal ver os caras e falar besteira, sem outras pessoas por perto, não eu não estou insinuando a pessoa que não me deixa ser amiga do meu amigo Tom, ok, talvez esteja.
Peguei o carro, dei tchauzinho para minha cachorrinha e sai.

- Eu acho importante a gente trazer mais novidade pra banda. – Tom atacou com idéias.
- Ta mais e que novidades? – Harry revidou.
- Sei lá, me ajudem a pensar. – Mas ele não desiste, será que Tom conseguira?
- Eu acho que não adianta só dizer “trazer novidades” é algo muito vago Fletcher. – Danny estava no time do Judd, ele também cortou Thomas.
- Ok, pelo menos eu disse alguma coisa. – Tom se defendeu, quem venceria está incrível batalha.
Ta, eu pareço um idiota agora. Mas é o que eu faço enquanto eles conversam e eu fico quieto... narro as conversas, o tema de hoje foi luta de boxe, não me sai muito bem pelo fato de que, eu dificilmente assisto à uma luta de boxe.
- A gente podia falar algo mais interessante enquanto a reunião não começa certo? Esse vai ser o tema falado nas próximas horas... – Danny pediu, eu concordei.
- E se a gente falar sobre animais invertebrados. – eu disse.
- Por que Dougie? Você é um animal invertebrado?
- Não, eu sou um animal mamífero. – eu ri mais todos eles me olharam com cara de gota. – Danny é um animal selvagem, Harry um animal em extinção e Tom um animal doméstico. – agora sim eles riram, eu deixei o Tom pro final, um grande final.
- Há, há, há, eu não achei graça. – Ah sim, querido Tom, todos achamos ainda mais agora, o problema é que o Fletcher dizia isso e rachava de rir.

Luisa’s P.O.V.

“People marching to the drums, Everybody's having fun, to the sound of love”
- Alo! – eu atendi sem nem ver quem era.
- Oi Lulis. – mas não precisei perguntar também, reconheci a voz de Lele. – Então o Juddão me abandonou, e eu tava pensando, se você ia fazer alguma coisa hoje, ou se você queria vir aqui?
- Aah, não eu não tinha nada planejado para hoje, bom poder eu posso, mais saber é que são elas.
- Que isso, eu te passo o endereço, pega um táxi e quando chegar aqui a gente paga com o dinheiro do Harry.
- Lele, que coisa feia.
- Ele que deu a idéia. – ela se justificou.
- Ok então.
Lele me passou o endereço, e eu falei para as meninas que ia na casa de uma amiga que eu fiz no Shopping, mas menti com uma dor no coração, eu queria contar, mais não agora, alguma coisa me dizia que ainda não era o momento, ou talvez essa coisa fosse apenas medo.
Cheguei lá e Lele estava realmente no tédio, mas eu tratei de animar a parada, haha, depois de ouvir musica e dançar feito duas malucas no meio da sala de Harry Judd, nós duas invadimos o quarto dele, e começamos a olhar álbuns de fotos, fotos velhas do Mcfly que nunca saíram na Internet, uma mais linda que a outra. Óti.
Ai bateu a fominha e a gente resolveu cozinhar algo para comer, minha grande idéia de fazer pastéis deu certo quando era uma das poucas coisas que teria tudo, o geladeira mais vazia essa.
- Daí quando eu cheguei em casa as duas tinham meio que deixado a briga de lado, e falaram pra gente não tocar mais no assunto de procurar eles. – Falei mexendo a carne que depois iria dentro do pastel.
- Mas, você já tinha encontrado eles. – Lele lembrou.
- Sim, só que na hora eu fiquei tão inshok que nem consegui falar e agora não consigo encontrar coragem pra dizer que menti.
- Quanto mais você adiar, pior.
- Talvez, talvez se deixar a poeira baixar.
- É, eu não sei o que eu faria.
Momento tenso, as duas ficaram em silencio, e foi ai que a gente ouviu vozes altas, risadas e muita bagunça vindo do corredor.
- Eles chegaram. – Lele sentenciou e eu sorri.
A porta foi aberta, o som ficou mais alto, agora eu podia distinguir a voz de Dougie e a de Harry também, até entender o que eles diziam, mas os dois falavam ao mesmo tempo.
- A gente ta na cozinha! – Lele disse alto, para ser ouvida.

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