sábado, 23 de janeiro de 2010

18 – Então por que os tolos se apaixonam?

Luisa’s P.O.V.

Eu estava indo encontrar Dougie, e por que mesmo? Ah sim, por que eu estava tentando não ser dramática e não me importar que ele tenha me deixado muito triste quando falou pra todo mundo que estava, como mesmo? Solteiríssimo.
Bufei sozinha na rua, chegando ao parque e sentando num banco, tentando procurar por Dougie apenas com os olhos.
Nada de Dougie na direita, nada de Dougie na esquerda. Foi quando eu olhei para frente e o vi andando, tão lindo, me reprimi por esse pensamento. Ele sorriu, eu não o fiz de volta.
Ele se sentou, continuei olhando para frente, ele me encarou, eu não o encarei. Eu estava tentando não fazer drama, mas isso não diminuía o fato de que eu estava com raiva, e não me faria trata-lo bem.
- Oi. – Dougie disse e eu o olhei fria, sua cara se retorceu em uma careta.
- Oi. – falei voltando a olhar para frente.
- Tudo bem? – que merda de conversa é essa, é claro que não ta tudo bem. Eu assenti. – Luu, você ficou chateada com o que eu falei ontem no programa? – ele perguntou, eu pensei bem.
- Chateada não é bem a palavra.
- Qual é então? – ele perguntou. Eu não queria responder.
- Que diferença vai fazer? – pedi, eu sabia que estava insistindo no desastre e isso não ajudava a melhorar nossa situação, mas no momento eu queria fazer Dougie ficar tão mal quanto ele me deixou.
- Muita, assim a gente pode conversar. – Ah por que ele estava tão calmo.
- Bom, já que você é um cara “solteiríssimo” acho que a gente não precisa conversar. – Eu me odiava a cada segundo por estar fazendo isso, mas eu sou burra, e sempre faço.
- Eu posso explicar o que aquelas palavras querem dizer. – ele falou e eu soltei uma risada cínica fazendo minha maior cara de bruxa.
- Pode, mas quem disse que eu quero ouvir? – perguntei me arrependo, mas ainda assim firme na pose de quem não se importa.

Dougie’s P.O.V.

Ela não estava tentando ajudar a resolver, e eu não fazia ideia de como faze-lá mudar essa atitude.
- Se não quisesse não teria vindo. – rebati no mesmo tom, fazendo ela me olhar um pouco assustada, pelo menos aquela cara falsa saiu de sua face.
- Você não sabe o que eu quero. – falou ofendida.
- Luisa, a gente podia parar com esse joguinho? – eu falei cansado. – Eu vim aqui pra falar com a Luu, não com essa menina sentada ai, tentando parecer algo que não é.
- Você ao menos sabe quem eu sou? – ela falou arrogante.
- Sei que você não é isso ai. – eu disse começando a me irritar.
- Que você queria explicar? – ela pediu sem me encarar.
- Eu queria falar sobre ontem, na entrevista. – tentei parecer paciente.
- Hum. – ela foi grossa e eu realmente me irritei, era difícil alguém me irritar, mas Luisa conseguiu.
- É, eu ia falar de ontem, mas como eu posso explicar alguma coisa, se você me deixa mais confuso do que tudo! – explodi
- Você ta colocando a culpa em mim Dougie? Eu que sai por ai falando que to sozinha? – ela me acusou, o sangue subiu à minha cabeça.
- Eu não saí por ai falando. – respondi raivoso. – Como eu posso saber o que você quer? Como eu vou te entender garota.
- O que? – ela disse mais confusa que eu.
- É, porra, achei que você não quisesse assumir nada, merda, por causa do seu medo de fãs... e que cú. – acho que exagerei nos xingamentos.
- Então a culpa foi minha, só por que eu fui sincera contigo. – ela ainda falava desse jeito irritante de tentar dizer que eu estava tentando por a culpa nela.
- Eu não disse isso. Merda.
- Para de xingar Dougie. – ela falou se fazendo de coitada.
- Eu só disse que, eu tentei fazer a coisa certa falando aquilo.
- Desculpa, mas você fez errado.
- Quer parar de falar desse jeito Luisa. – eu falei quase gritando.
- Você não manda em mim. – ela falou no mesmo tom que eu, acho melhor a gente parar de gritar no meio da rua, já estava todo mundo olhando.
- Eu não mando em você, eu não sei quem você é, o que eu sou seu mesmo? – falei irritado, e pensar que eu nem lembrava por tinha ido ali.
- Pelo jeito nada, já que você está SOLTEIRISSIMO. – ela jogou na minha cara.
- Eu não estou solteiríssimo ok, Não estou. Eu estou com você. – era muito estranho falar aquilo no meio de uma briga, mas de todas as minhas palavras essas foram as únicas que fizeram sentido.
- Então, por que? – pela primeira vez eu vi a frieza ir embora e o verdadeiro olhar de Luisa tomar conta, este era triste e magoado, ela parecia ter cansado de se fazer de forte e má.
- Por que eu fiquei com medo, de você achar algo que não deveria. Como que eu era apressado demais, ou as fãs. – eu falei como se desistisse de tudo. – Eu estava entre a cruz e a espada. Ou falava que tava com você, sem nem ao menos ter conversado com você, ou falava que estava sozinho, para saírem do meu pé. – disse de uma vez, se ela falasse alguma coisa talvez eu perdesse a coragem.
- E como você pensou que eu me sentiria? – ela adorava fazer perguntas não é mesmo? Nunca falava as coisas completas.
- Na verdade, eu tentei não pensar nisso. – respondi, ela ainda não sorria, mas parecia ter parado de tentar me irritar.
- E você acha que isso não me magoou? – ela falou olhando para baixo.
- Claro, por isso eu pedi se você queria vir aqui. Pra falar contigo. – eu expliquei, ela definitivamente não gostava de ficar sem argumentos. – Mas sinceramente, você prefere fazer um estardalhaço à dizer que ficou magoada. Até mesmo agora não disse. – eu falei apontando, mas enquanto ela ficasse quieta eu sabia que tinha razão.

Luisa’s P.O.V.

Talvez se Dougie parasse de falar tantas verdades eu ficaria um pouco mais feliz. Eu pensei em falar “estou magoada, feliz?” daquele jeito ridículo, mas do que ia adiantar?
Eu apenas olhei para ele, e acho que ele entendeu meu recado. Chegando mais perto e encostando seu nariz no meu, depois seus lábios nos meus, ele gostava de fazer esse suspense sempre, mas valia a pena quando o beijo finalmente começava, e eu sentia aquelas cócegas bobas, então ele passava sua mão por meu corpo e as cócegas se concentravam onde ele tocava, ai parecia que todo meu corpo lutava para ficar perto do dele, e para encontrar mais ar, para nunca acabar com aquele momento, mas ele sempre tinha que acabar.
- Você me perdoa? – Dougie pediu com a boca colada à minha.
- Só se você me perdoar também. – eu disse corando.
- Mas só pra não acontecer de novo... Que você quer que eu fale se me perguntarem novamente? – ele perguntou e eu pensei.
- Você pode dizer o que quiser baixista. – eu falei pensando que tentando não dramatizar, acabei dramatizando mais ainda, sorte minha que Dougie não desistira quando eu resolvi que ser amarga era a melhor saída.
- Se a gente tivesse num momento mais propicio, eu te pediria em namoro. – ele disse e eu senti meu chão sumir, aquilo era fofo, era muito fofo, isso não é justo.
- Eu aceitaria em qualquer lugar. – falei rindo.
- Você não acha cedo? – perguntou e eu ponderei.
- Talvez. – deixei no ar.
- Eu falei com os meninos do jantar. – ele começou me abraçando por trás e deixando eu deitar minha cabeça em seu ombro.
- E ai? – pedi.
- Eles querem saber o local, data e hora. – eu ri.
- Pode ser lá em casa, a noite, só depende da Ana, mas ela me disse que ta em Paris e chega semana que vem.
- Ok. – ele respondeu.
Ficamos em silencio, eu acho que não queria mais voltar no tempo.

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