quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

2- Eu quero viver a vida de uma nova perspectiva

Dougie’s P.O.V. –

Fui acordado pela luz do sol forte entrando pela janela, eu queria dormir mais milhões de horas seguidas se isso fosse possível, dormir me fazia entrar em um estagio de congelamento onde minha mente ficava fora de tudo que acontecia longe da minha cama e das cobertas. A minha vida estava uma bagunça e eu não tinha a mínima vontade de arrumá-la, eu queria que ela se arrumasse sozinha pra dizer a verdade. Mas como isso não é possível... Ah não me venha com essa de “que cara dramático” não é isso, é que em poucos dias tudo havia virado de cabeça pra baixo. Eu havia terminado um namoro de quase três anos sem mais nem menos, ok não era bem assim, mas poucos conheciam os reais motivos.
Nisso eu perdi minha casa, imagine você, agora estou morando em um apartamento antigo que graças a deus eu não vendi, perdi meus cachorros, boa parte da minha reputação, sendo que meu relacionamento era publico, eu digo realmente publico, e eu ainda fiquei de vilão. Perdi também uma amiga e muito contato com o um dos meus melhores amigos, por que no dia em que eu terminei com Frankie, a Gio se virou contra mim e agora ela me odeia, sendo assim Tom tem que me odiar também, bonito isso, não é claro que ele não odeia, mais quando ela ta por perto, leia all the time, ele não pode ficar falando comigo e coisas assim, fica ruim pra ele e eu até entendo, mais isso não muda o fato que eu sinto falta dele, nos últimos tempos Tom era o que estava mais perto de mim, e agora ele é proibido de ser amigo do Poynter. O único que ficou realmente do meu lado foi o Judd, a propósito vou ligar para ele.
Chamou algumas vezes, talvez ele também ainda estivesse dormindo como eu à alguns minutos atrás.
- Fala bichona! – Harry atendeu de bom humor, isso é bom.
- Hey hazz. – eu disse no único tom que encontrei em minha voz.
- Sai dessa Dougie.
- Que? – perguntei, mais eu já sabia a resposta.
- É, coisa mais melancólica cara, parece que foi você que levou o fora, passa pra outra, supera. – ele fez voz gay, ninguém merece.
- E que você imagina que eu faça?
- Sei lá, vai comprar alguma coisa. – que tipo de conselho era aquele! Harry estava me mandando fazer compras pra sair da fossa, eu sou gay mais nem tanto.
- Harry, você ouviu o que você disse?
- Sim, e ficou estranho mesmo, mais eu quis dizer... Vai comprar um baixo novo, um cachorro, uma casa, vai dar sentido pra tua vida.
- Bom até que não é uma má idéia.
- Claro que não, Harry Judd que teve.
- Aé, achei que fosse a Rainha, pelos conselhos.
- E você acha, que em que dimensão a Rainha te ligaria.
- Fui eu que liguei. – eu disse tentando controlar uma risada.
- Que seja, e o telefone, quem te passou?
- Aah Harry isso não é importante. – eu disse desconcertado e nós dois rimos.
Depois de mais algumas besteiras com Harry, só para alegrar meu dia, eu resolvi seguir os conselhos gays dele. Como o que eu mais sentia falta era dos meus bebezinhos, eu resolvi tomar um banho e me arrumar pra ir à algum petshop próximo comprar algum companheiro para mim.
Chegando ao petshop, eu ia abrir a porta, mais antes mesmo de poder faze-lo, alguém abriu por mim, e andou pra cima de mim, quer dizer, me empurrou, mais também pudera, a criatura saia com uma meia dúzia de cachorros, do tamanho ou maiores do que ela, por aquela porta minúscula, eu dei espaço para ela passar depois que vi sua pobre situação, era uma garota baixinha, magra e com umas pernas bronzeadas que me deixaram interessado, ela até olhou para trás, mais acho que os cachorros a puxaram antes dela poder dizer alguma coisa, coitada. Eu entrei me sentindo bem melhor, é #juddfeelings, por isso que aquele gayzão é meu amigo.
Falei com a dona do lugar, ou pelo menos parecia, e ela me alugou uns bons minutos tagarelando sobre os cachorros, e no final ela só queira um autografo, quando a mulher finalmente entendeu que eu queria era um cachorro de grande porte e me mandou esperar a ajudante pra me mostrar os que estavam lá trás... Espera um pouco, será que a ajudante era aquela que saiu, ai eu deveria ter visto o rosto dela.
Dougie inútil Poynter, continuou a esperar a garota dos cabelos castanhos lisos enquanto olhava os vários acessórios para cachorros e pensava nas coisas doidas que essa gente inventa pros peludos hoje em dia, ok eu deveria parar de narrar minha vida em terceira pessoa, mas estou começando a achar que a garota foi levada pelos cachorros para a cachorrolandia e não vai mais voltar.
Foi ai que eu ouvi um barulho de um portão sendo aberto, acho que era lá atrás, então era assim, ela ia ficar escondida, só por que eu queria ver o rosto dela, melda. Ouvi também os latidos, pelo menos ela tinha se salvado, né.
A dona do estabelecimento me pediu para ir até lá, e pedir para ela me mostrar os cachorros, eu tinha esperado tanto tempo, e sem nada na cabeça, que pra ser sincero eu estava realmente curioso para ver o rosto dela.
Entrei pela porta que ela indicou e vi a mesma garota, quer dizer as mesmas costas, ela se encontrava abaixada, brincando com um dos monstros-cachorros que tinham ido passear antes, pude ouvi-la falando coisas que a principio pensei estar com o ouvido mal lavado, e depois tive a certeza de que ela falava outra língua, enquanto fazia carinho nele e dizia aquelas palavras incompressíveis num tom que se fala com bebes, te digo que fiquei encantado, ela parecia tão cuidadosa.
Mas eu não podia ficar até amanha ali olhando a menina, não por falta de tempo, e de vontade mas e se ela reparasse sei lá talvez pudesse achar estranho, e eu já estava muito tempo naquele lugar, então pensei em alguma forma de chamar a atenção dela, na falta de criatividade, simplesmente pigarreei, ela se virou no mesmo instante como se já esperasse que estivesse sendo observada, bom a coisa toda foi muito rápida, mais se eu contasse desse jeito ninguém aqui entenderia. A primeira coisa que eu fiz foi olhar para o rosto dela, e como vocês imaginam, ou não, era muito bonito. Mais depois que ela olhou para o meu rosto, seu rosto ficou branco feito neve e ela parecia congelada no lugar, eu pensei em me aproximar para ver se ela estava respirando, mais até meu cérebro se ligar a isso ela já tinha voltado a piscar, coisa estranha, as meninas geralmente gritam não ficam caladas quando eu estou por perto, modéstia a parte.
Ela se virou de novo e pelo silencio que se instalou eu pude ouvir sua respiração rápida, mais novamente antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, ela reagiu, com a voz falsamente controlada ela disse:
- Posso ajudar? – será que ela não cansava de me dar as costas?
- Claro, eu queria ver o cachorrões. – respondi com uma voz engraçada, ela riu nervosa, viu pelo menos ela riu.
- Vem por aqui. – ela disse me olhando rapidamente e então seguindo um caminho por um corredor, que coisa mais escondida.
Eu me deparei com muitas carinhas lindinhas me olhando de um jeito todo fofo e a única coisa que eu pensei foi: fodeu!
- E ai? – ela perguntou olhando minha cara confusa, parece que quando eu não olhava para ela, ela olhava pra mim, o problema é que eu queria olhar para ela.
- Eu não sei. – disse com voz de perdedor, me abaixando para vê-los de perto.
- Bom, talvez nós devêssemos... – ela deixou no ar, e se encaminhou para um canto onde eu pude ver ela puxar um pininho e então todas as grades se abriram fazendo com que os cachorrinhos saíssem de suas prisões e corressem e pulassem para todos os lados.
- Mais o que?! – eu disse esperando uma explicação lógica para aquele auê.
- Bom, se você não sabe, os deixem escolher. – eu era cercado de filhotes que em alguns meses estariam enormes, e ela apenas ria. Até que uma Husky cinza pulou no meu colo e foi amor a primeira vista, era ela, certeza.
Eu levantei a pequena nas mãos e parece que a meninas entendeu, ela começou a guardar os outros pequeninos e eu me levantava com a minha nova cachorrinha nas mãos.
- Como você sabia? – eu pedi.
- A varinha escolhe o dono. – ela falou como se lesse um provérbio chinês. – Sei lá, odeio escolher as coisas, prefiro deixar na mão do destino. – pelo menos ela tinha parado de ter ataques estranho, mas ainda não olhava nos meus olhos.
A husky brincava com o meu nariz agora, sem nem pensar eu perguntei.
- Você tem alguma idéia de nome para ela?
- Chame-a de Leah.
- Leah!? Algum motivo em especial? – será que ela estava me achando muito perguntador?
- Ela parece um lobo. – Eu estava começando a gostar mais do que das pernas e do rosto dessa garota, ela falava coisas sem sentido e não deixava você esperando por explicação, onde ela havia posto um ponto... estava colocado.
- Certo... – eu disse sem saber o que responder, mas sorrindo. Eu precisava saber, aquilo não era normal para mim, alguém me tratar daquela forma. – Olha isso pode soar muito estranho, sabe, se a resposta for não, mas se a resposta for sim vai esclarecer muita coisa. – eu parei nãoseiporque e ela ficou olhando em minha direção, mais não para mim. – Você sabe quem eu sou? – A expressão dela ficou bem mais clara e ela sorriu apenas com os olhos por alguns instantes e depois me encarou pela primeira vez.
- Sei sim. – disse simplesmente, e já desviou o olhar, saindo do local, eu fiquei ali atônito, mas a segui logo após.
Ela me guiou até o balcão onde eu pagaria pela Leah, eu já estava até me acostumando com o nome, combinava com a pequenina. Mas antes de chegarmos na parte da frente do petshop eu a segurei, tomei coragem, quem mandou nascer desencorajado Poynter, e perguntei.
- Ok, mas e você? Qual seu nome?
- Luisa. – parece que sua voz era sempre carregada daquela simplicidade, que me deixava pasmo e ao mesmo tempo querendo saber mais.
Seu olhar dançou no meu, relutante, e eu arqueei as sobrancelhas.
- Você poderia me dar um autógrafo? – ela pediu olhando para o chão e ficando muito vermelha.
- Claro. – tirei um papel e uma caneta do bolso, e segurei Leah mais em cima no braço, escrevi alguma coisa como “ Dougie and Leah!” e lhe entreguei, ela sorriu, aquela menina ia me assombrar nos meus sonhos, eu sabia disso.

Liguei para Harry logo que sai dali, eu nem sabia o que iria dizer, quem se importa? Deu vontade mesmo, esperei, mais que carinha demorado para atender o telefone:
- Alo?! – uma voz feminina disse do outro lado, que porra é essa? Será que eu liguei errado.
- Oi? – eu disse confuso, ouvi vozes, parecia a do Harry mais atrás e ele dizia “Lele passa o telefone”.
- Quem gostaria? – ela perguntou, desconfiado eu respondi.
- É o Dougie Poynter, o Harry ta ai?
- Ah sim, ele ta sim, ele quer o telefone... VEM PEGAR JUDDÃO! – ela gritou e eu ouvi risadas atrás, aquilo me parecia divertido. – Olha ele quer falar com você senhor Dougie Poynter mais eu não to deixando, não me odeie.
E mais barulhos então eu ouvi uma respiração ofegante no telefone, antes de falar alguma coisa Harry disse:
- Você me paga Alessandra! Oi Dougie.
- E a bicha toda que você tava hoje de manhã para onde foi?
- Faz me rir Dougie. – ele disse, e riu logo depois, vai entender. – Que tu quer?
- Primeiro eu quero saber quem é “Lele”. – fiz uma voz mais grossa tentando imitar ele.
- Lele, é minha meia-prima satisfeito?
- Meia-prima? – eu falei com uma voz maliciosa.
- É, a mãe dela se casou com o meu tio, oras. – acho que ele não entendeu o tom.
- Eu sei o que é meia-prima Judd, eu digo, que ela faz na sua casa?
- Ah sim. – ele soltou uma risada canalha e eu ri junto. – ela ta aqui né amiguinho.
- Pode falar que a gente ficou Judd, eu não me importo. – Lele disse lá atrás, alto o suficiente para ser ouvida.
- Então vocês ficaram... – eu disse como se fosse algo não legal.
- Não fale como se me reprovasse anão, eu sei o que eu faço.
- De qualquer jeito, quero conhece-la.
- E você ligou pra descobrir se tinha alguém na minha casa? Dougie eu já te falei pra você que nossa relação é aberta e que eu posso pegar mulheres também. – ele disse convicto e eu ouvi a risada da Lele no fundo.
- Não manezão, liguei pra te falar que você é um ótimo conselheiro...
- Aé?! Que aconteceu?
- Comprei um cachorro. – o silencio tomou conta, acho que esperava mais do que isso, eu podia imaginar a cara dele do outro lado da linha.
- Táá... pronto acabou?
- Não, sim, sei lá.
- Dougie Poynter não me esconda nada.
- Não tem nada pra você saber, vou continuar seguindo seus conselhos e mais tarde vou comprar um baixo novo.
- Se você diz.
- Volte ai para sua prima garanhão.
- Vou mesmo e você fique ai com o seu cachorro, sua cadela.
- É uma cachorra.
- Que seja, tchau Dougie.
- Tchau Judd.
Cheguei em casa e arrumei um cantinho para a Leah, comi e esperei a vontade de sair de casa me acertar, já tinha decidido, iria a uma loja de instrumentos grande no Shopping.

Luisa’s P.O.V.

Eu estava pasma, tentava me concentrar enquanto lavava alguns cachorros, eu tinha encontrado, visto, falado, e sei lá mais o que com Dougie Poynter, só por que eu não queria mais... E agora pra quem eu ia contar! Eu não poderia chegar em casa e dizer “Ok meninas deu de briga, eu conheci o Dougie e quero contar pra vocês.” Elas iam simplesmente acabar comigo. Ah eu tinha sido tão idiota, por que eu não pulei nele, abracei ele, nem ao menos uma foto eu tinha agora, inútil, eu não consigo acreditar que eu vi Dougie Poynter e não fiz nada, foi tão estranho, aquele medo de algum dia ver ele e me decepcionar, de ele não ser como eu sempre idealizei, quando eu o vi, parece que foi embora, ele é tudo aquilo e muito mais, eu ri mentalmente.
A tarde passou rápida, e antes que eu pudesse me dar conta, meu horário já tinha dado, eu não queria ir pra casa, eu queria ficar ali mais um pouco, remoendo memórias mais um pouco, e não tendo que ver a cara das minhas melhoras amigas que agora deviam me odiar, resolvi então que daria uma volta, passearia no shopping, comeria alguma coisa, provaria muitas roupas e não compraria nenhuma, babaria e em alguns cd’s e livros até cansar, e vou ter que pegar um táxi para casa por que vai ser tarde demais para voltar apé, é, é isso que eu vou fazer.

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