quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

7 – Não quero ficar sozinho está noite neste planeta chamado de Terra.

Dougie’s P.O.V.

Eu não queria ser insistente ou coisa assim, esperei passar mais uns dias, mas a vontade de ver Luisa crescia, fazia muito tempo que eu não me sentia assim, já tinha até esquecido de como era esse sentimento.
Resolvi que ficar só sentindo as coisas não me levaria a lugar algum, pelas minhas contas Luisa deveria sair daqui a pouco do trabalho, pensei em dar uma passadinha por lá.
Na sorte eu acabei acertando, peguei ela saindo do expediente.
- Dougie!. – ela disse quando me viu, eu sorri.
- Oi Luisa. – falei me aproximando. – Eu tava pensando... Quer dar uma volta, sei lá... Tomar um café? – primeiro ela me olhou surpresa, depois a compreensão alcançou sua expressão e ela sorriu.
- Adoraria. – eu a guiei com a cabeça, tinha um cafezinho ali perto muito legal.
Chegamos lá, sentamos, enquanto eu contava para ela como Leah vinha se saindo.
Eu pedi um café e Luisa preferiu um chocolate quente.
- Então, e ela ta vindo pra cá, mais antes vai fazer essa excursão doida pela Europa, me mandou uma mensagem ontem, tava saindo da Espanha de carona com um caminhão.
- Aé?! Mas ela ta sozinha?
- Não, com mais dois amigos.
- Aah sim. – Avistei algumas meninas com câmeras e papel vindo em nossa direção, fãs, eu sorri. – Um minuto. – disse para ela e me levantei, Luisa sorriu paciente, esperou.
Autografei tudo que elas me colocaram na cara, fiz caretas para cada foto, agradeci os elogios e me despedi.
- Isso parece acontecer com freqüência. – ela observou
- Sempre, fui bem treinado.
- Você não acha estranho? – ela me indagou.
- Ah, eu gosto, só as vezes sinto falta de me apresentar para as pessoas. – ela riu com o comentário.
- Ah sim, então, quem é você? Eu não te conheço garoto. – Luisa fez voz de desentendida, eu saquei a brincadeira.
- Dougie Poynter prazer, nasci no dia 30 de novembro de 1987, tenho uma banda, sou baixista.
- Ok ok. – ela me cortou. – É, acho você perdeu mesmo a pratica, Dougie não é assim que a gente se apresenta. – eu a olhei curioso.
-Então como é?
- Você começou bem, o nome é crucial, mas as outras informações a gente só vai soltando com o tempo, você vai dizer um resumo da sua vida pra qualquer estranho?
- Ah, todo mundo já sabe mesmo. – ela riu. – E não é para um estranho, é para você.
- Bobo.
- Ok, sua vez de se apresentar.
- O que?!
- É, vai fala ai.
- Hum, Meu nome é Luisa Schauffert, nasci no dia 09 de agosto de 1993, não tenho uma banda e não sei tocar baixo, mas gostaria de aprender.
- Você me imitou! – eu acusei.
Nossos pedidos chegaram e a conversa sobre apresentações continuou, descobri um pouquinho mais sobre Luisa e a sua vida, outras coisas que ela gostava, hobbies, família. Também falei de mim, tenho certeza que ela sabia mais da metade das coisas que eu contava, mas por saber que já tinha falado em muitas entrevistas, ela ouvia atentamente e não parecia cansada daquele papo.

Luisa’s P.O.V

Dougie agora me falava de uma vez que ele era pequeno, e tinha se perdido no bairro de casa, eu estava encantada, ele era uma coisa fofa, ouvir suas historias era super divertido e o tempo passava rápido quando estávamos perto um do outro, eu tentava não pensar em Dougie quando ele estava longe, não tinha muito sucesso nessa tentativa, mais vale né, afinal ter esperanças de que o veria de novo não me ajudava em nada, e pensar sobre ele, me fazia falar sobre ele, e eu não podia nas condições que me encontrava agora.
Dougie quis me levar para casa novamente, desta vez eu não aceitei, não queria que parecesse que eu saia com ele para ele fazer coisas por mim, ou algo assim, queria achar um jeito de demonstrar que eu estava ali com ele por que adorava faze-lo.
Na hora de dar tchau, ele me obrigou a deixá-lo pagar tudo depois de uma discussão que terminou em risadas:
- Então, já que você quer ir de táxi.
- Eu vou de táxi Dougie. – eu disse novamente.
- Tudo bem, ok. Já que você não quer mais me ver.
- Deixa de ser chato, claro que eu quero te ver. É só dizer a hora e o lugar. – eu sorri.
- Bem que a gente podia deixar marcada alguma coisa né. – ele disse.
- Pode ser. – respondi ficando anciosa só de imaginar.
- Que tal sábado? – ah sábado, faltava quatro dias para sábado, parecia tão longe, é claro que eu não disse isso.
- Sábado seria perfeito. – respondi simplesmente.
- A tarde, eu sei onde a gente pode ir, te pego em casa. – ele piscou.
- Ok, mas me da um toque no meu celular quando chegar. – Ele não podia tocar ou interfone ou algo assim. – Você vai fazer mistério?
- Vou. – ele disse simplesmente. E eu bati nele rindo
Dei um beijo em sua bochecha e sai, mal virei as costas e não via a hora de olhar aquela carinha novamente.

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