quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

11 – Eu olho para o céu e gostaria de perguntar porque

Luisa’s P.O.V.

Subi esperando encontra-las acordadas, entrei em casa e Aninha assistia alguma coisa na tv, me sentei ao seu lado.
- Cadê a Pamonha? – perguntei.
- Ela saiu com uma amiga do trabalho. – Ninha comentou sorrindo.
- E você ficou sozinha a noite toda? – eu reparei com um pesar.
- Sim, por que a senhorita resolveu sumir ein. – Ninha brincou, mais eu não ri, não conseguia, me sentia uma péssima amiga, nunca deixaria Aninha a noite toda sozinha em circunstancia alguma, mas o fiz, o fiz por nem saber que isto estava acontecendo.
- Eu preciso contar uma coisa para vocês. Para as duas. – Ninha me olhou preocupada. –Você espera a paulinha chegar comigo? – ela assentiu, e eu com uma feição anciosa deitei minha cabeça no seu colo, o corpo no sofá.
- Ta tudo bem Lu? Você parece preocupada. – eu apenas mexi a cabeça. – E a sua boca está vermelha.
- É, eu sei. – disse tentando me concentrar em como faria aquela façanha.
Paulinha demorou muito a chegar, e logo as duas estavam sentadas me encarando esperando que eu começasse a falar, e eu só imaginando o quanto aquela noticia poderia ter sido feliz e divertida se eu não tivesse estragado tudo.
- Bom o que eu tenho pra contar pra vocês é importante, e serio, e horrível, então antes de tudo, me desculpem, eu tenho meus motivos e irei explicá-los se vocês me derem chance de fazê-lo. – as duas pareciam assustadas agora, bom minha intenção era deixadas avisadas pelo menos. – Começou um dia depois que a gente havia brigado, sabe aquele dia que eu fiquei até tarde fora? – elas assentiram, me olhando curiosas. – Então eu conheci uma pessoa, não, não era a Lele. – suas expressões mudavam a cada frase que eu falava. – Foi o dia que eu conheci ela, mais eu conheci mais duas pessoas também, duas pessoas muito especiais pra mim, e pra vocês também, eu ia contar, mas quando cheguei em casa, e tals. – a essa altura do campeonato acho que elas já tinham sacado, só não conseguiam acreditar. – No dia em que eu conheci Dougie. – eu disse só para ver suas caras descrentes se tornarem totalmente suspresas. – Não imaginava no que isso ia se tornar, mas um encontro levou ao outro, e hoje eu acabei de voltar da casa dele. – o queixo delas ia ao chão agora, espero que pelo fato de ser surpreendente e não pelo fato de não acreditarem que eu havia escondido aquilo. – Naquele dia, eu conheci Lele e Harry, alem de Dougie...
Eu contei tudo, cada detalhe, e elas ouviram, quietas e em choque.
- Como você pode esconder isso da gente Luisa? – Paula perguntou pulando em meu pescoço.
- Sua vaca, eu não acredito que você conhece o homem da minha vida e não me apresentou. – Aninha se referia a Harry.
Eu sorri parecia tudo bem.
- Então vocês me perdoam? – eu perguntei esperançosa.
- Não deveríamos. – Paulinha foi dura.
- Mas tem como não te perdoar? – Aninha me devolveu uma pergunta, eu pulei em cima daquelas duas imbecis rindo de alivio.
- Agora me contra direito, você e o Dougie ficaram é isso?
- Aham. – eu nem acredito, era um peso tirado das minhas costas, eu podia fazer aquela cara de apaixonada que eu tanto queria e falar o quanto eu sonhava com aquilo. – Foi totalmente mágico, ele é muito mais do que eu esperava.
- Serio? – as duas vibravam comigo, o que era muito bom.
Ficamos até muito tarde conversando, não bastava apenas contar o que havia acontecido, era preciso detalhes e lembrar de coisas que eu nem sequer havia prestado atenção.

Dougie’s P.O.V.

Depois que deixei Luisa em casa, resolvi dar uma passada no apartamento do Jones, fazia tempo que a gente não se via, e não é só por que eu não podia ir na casa de Tom que eu tinha que me afastar de Danny também certo?
Resolvi só ligar antes, tava pra nascer a mulher que domaria Danny Jones, desde que acabou seu ultimo caso sério a muito tempo, ele teve tantos affairs que se me lembrasse o nome de todas estaria surpreso comigo mesmo.
Sorte, ele estava em casa e sozinho, e adorou a noticia, ficou curioso também, já era um pouco tarde, eu só não estava a fim de ir para casa.
- Hey mate. – Danny me esperava na porta sem camisa e sorridente. (n/a: só pras Jones morrerem)
- Hey dude. – eu respondi entrando no clima.
- Tudo bem contigo? – ele disse me deixando entrar e fechando a porta. Bruce veio correndo ver quem tinha chegado.
- Tudo sim, nossa, faz tempo que a gente não se vê né? Nem te contei da minha nova cachorrinha.
- Ah, acho que ouvi você e o Harry falando dela. Luisa né?
- Não! – eu disse primeiramente, depois imaginei Luu de cachorra e ri muito, Danny ficou me olhando com aquela cara de... de Danny.
- Ah, que foi cara, eu ouvi vocês falando de uma Luisa, eu só...
- Tudo bem Danny. – eu ainda estava tentando rir e respirar. – O nome da cachorrinha é Leah, Luisa foi a menina que me vendeu ela. – Acho que isso não foi muito esclarecedor.
- E o que a vendedora de cachorras tem a ver com você?
- Muita coisa meu caro Jones. – eu disse misterioso.
- Me conte agora Dougie safadinho.
- Eu não sou safadinho, seu safadão. – nós dois rimos. – É que eu to saindo com ela.
- Ah sim, e ela tem amigas, parentes, e afins? – Danny me pediu. Puto.
- Abaixa o fogo ai Jones.
- Era só uma brincadeirinha. – ele disse sorrindo.
- Sei, na verdade não sei, ainda.
- O que você não sabe?
- Se ela tem tudo isso ai.
- Ata, mas e ai ela é legal?
- Ela é sim, ela é brasileira sabia.
- Ooh, agora a pergunta não é mais brincadeira.
- Danny fica quieto. – eu disse jogando uma almofada nele.
Acabei dormindo na casa de Danny, nós dois conversamos muito, e sobre muitas coisas, ele me contou que cansou de pular de galho em galho, mas agora não encontrava ninguém especial e pra não perder o costume saia com uma a cada fim de semana, eu falei sobre Luisa, e o que eu sentia por ela, ele me chamou idiota, quem se importa.

Luisa’s P.O.V.

Estava decidido, eu ia apresentar as meninas à Lele, mas ainda ia esperar um pouco para ver como as coisas iam com Dougie para depois levar elas a algum show ou coisa assim, não quero que ele pense que eu só fiquei com ele pra me aparecer pras minhas amigas, isso é totalmente mentira, mas elas queriam conhecer eles também, se estivesse no lugar delas, iria querer a mesma coisa.
“People marching to the drums, everybody’s having fun, to the sound of love”
Era Lele, atendi enquanto caminhava para o trabalho.
- Hey gata. – eu disse.
- Vem sempre aqui? – ela falou com uma voz sexy.
- Só quando você vem. – entrei na brincadeira.
- Então eu vou começar a vir mais. – as duas riram.
- Mas fale guria.
- Fiquei sabendo ai de umas coisas.
- De que? – eu disse curiosa.
- É de você e do Dougie. – O que? Até ela?
- Quem te disse?
- Harry me contou.
- Ah sim.
- Então to te ligando pra te convidar pra ficar comigo, só comigo. – ela enfatizou brincando. – No backstage no show de sexta.
- No backstage do show do Mcfly? – eu disse incrédula.
- É, de qual mais? – ela riu da minha surpresa.
- Ta, eu ainda to me acostumando com esse tipo de coisa. Seria muito legal.
- Ok cat, vou falar pro Dougie te pegar em casa, lá pelas sete ok?
- Ta bom, Lele, eu contei pras meninas.
- Aah que bom, já tava na hora amor, e ai como foi?
- Ah te conto melhor no sábado, beijos.
- Beijos.

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