quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

16 – É por isso que nós formamos um bom ‘você e eu’

Dougie’s P.O.V.

Quando cheguei na quarta feira a noite para pegar Luisa, como tínhamos combinado um cinema, ela me fez subir para conhecer as amigas, e agora, subindo as escadas em direção a casa dela, eu me sentia prestes a conhecer os pais da minha nova namorada, sabe toda aquela coisa de: será que vão gostar de mim? Será que eu vou agradar?
Conhecer amigas, eu já tinha feito isso tantas vezes, mas dessa parecia diferente, por que tudo com Luisa parece diferente? Até as coisas mais comuns, como um sorriso, nela parecia diferente.
- Heeey! – Luisa disse alto, abrindo a porta.
- Voltou a cabeçuda. – uma voz falou alto, em outra língua.
- Que ela esqueceu dessa vez? – outra perguntou, eu ainda estava totalmente por fora.
- Calem a boca e falem em inglês. Temos visita. – ela disse rindo e eu vi as duas meninas se virarem, deixando a tv de lado para ver a visita, no caso: eu.
- Oh my fucking gosh! – Uma delas soltou caindo do sofá.
- Luisa! – A outra disse com os olhos esbugalhados.
- Calma gente, me deixe fazer a coisa formalmente. – Luisa falou entre risada. – Dougie, está Aninha. – Apontou para a no chão. – E aquela ali é a Paulinha. Depois para a outra. – Amigas este é Dougie Poynter.
- Oi. – eu falei envergonhado pela recepção.
- De verdade? Dougie você é real? – Aninha se levantou, e veio até nós dois.
- Ana Carolina. – A outra chamou se levantando também. – É claro que ele é real.
- É, ele é real e vocês são estranhas. – Luisa disse, e depois explicou que precisávamos ir por causa da seção no cinema, elas se despediram de mim, e me cobraram volta, eu voltaria, e traria meus amigos junto, igual à Luu falou, aah isso vai ser engraçado.

Luisa’s P.O.V.

- Nossa, a reação delas foi muito boa. – eu ainda ria, enquanto estávamos no carro á caminho do shopping.
- Foi sim, mas você não deveria rir, se visse a sua ia perceber como a delas foi normal.
- Ah é, e qual o problema da minha reação? – perguntei ameaçadoramente.
- Nenhum. – ele disse fingindo medo.
- Bom mesmo baixista. – falei, deixando no ar qual seria meu veredicto.
- Tem um casaco seu, lá em casa. – ele comentou.
- Ah sim, um verde né? – Dougie assentiu. – Bem que eu senti falta dele. – era meu casaco preferido para essa época do ano.
- Então depois você passa pra pegar ele lá, daí eu te levo em casa.
- Você não gosta mesmo de táxis. – eu comentei rindo.
- Não é que eu não goste dos táxis, eu só gosto mais de levar você.
- Eu me sinto usando você. – fui sincera.
- Você, não precisa se sentir assim, eu gosto, eu realmente gosto.
Nós chegamos... Claro que shopping é um lugar muito cheio, e Dougie teve que dar autógrafo atrás de autógrafo, mas eu aguardei paciente, e por sorte a seção era mais tarde, resolvemos que veríamos uma comédia romântica, água com açúcar, com aquelas piadinhas iguais, mas que você sempre ri.
Depois dos lugares escolhidos, a pipoca comprada, entramos na sala, era engraçado o quanto de experiências que eu e Dougie ainda tão tínhamos passado juntos, e quanto parecia que a gente já tinha vivido uma vida inteira um ao lado do outro, isso até chega a soar ridículo.

Dougie’s P.O.V.

Luisa vendo filme era algo muito interessante, além de quase nem piscar, a garota imitava a expressões dos atores, e sofria junto com o filme, sabe, todo mundo entra no filme, mas ela, ela trazia o filme, você podia ler as cenas em seu rosto. Talvez você pense que eu passei o filme todo olhando para Luu, o que não é verdade, mas é difícil não olhar para uma pessoa se ela ri, suspira, e chora junto com o filme.
O final foi feliz, mas a cara inchada de Luu na saída dava pra ver que tinha uma pegada de drama no meio, fomos para minha casa.
Luisa fechou a porta e eu fui buscar o casaco esquecido, voltei rapidamente, ela brincava com Leah sentada no chão da sala, eu sorri e lhe alcançei a jaqueta:
- Você já vai? - perguntei apreensivo.
- Acho que sim né. - ela me respondeu com pesar.
- Ah! - eu queria pedir para ficar, mas não queria parecer insistente.
Ela se levantou e ergueu a cabeça para que pudesse olhar em meus olhos, eu pisquei e me aproximei, beijei sua boca com cuidado, sentindo os detalhes de seus lábios. Luisa levantou o corpo em minha direção, apurando o beijo, fazendo-o ficar mais intenso, eu mordi seus lábios e ela gemeu, fez mais força contra meu corpo e eu a segurei firme, antes mesmo de perceber Luisa já estava em meu colo, as pernas entrelaçadas em minha cintura. Presumi no que aquilo poderia acabar e sorri sem quebrar o beijo, os dois estavam sem ar, mas ela continuava com força, acho que também não queria ir embora afinal.
Tentando pensar um pouco rápido eu a empurrei em direção ao quarto, Luisa nem percebeu, estava ocupada demais beijando-me, com a mão esquerda eu abria passagem entre as portas e a segurava pela bunda apenas com a mão direita, sorte que ela era leve, entrei no quarto com pressa, Luisa não parecia querer parar tão cedo, beija-la estava muito bom, mas talvez outra coisa fosse melhor.
A deitei na cama e fui por cima, antes mesmo dela poder reclamar tirei minha camisa rapidamente, voltando a beijá-la, Luisa resolveu que seria divertido me deixar marcado e arranhado no pescoço, foi ai que ela começou a afiar suas unhas em minha pele.
Aquilo estava muito bom, mas eu ja tinha perdido a conta de quanto tempo estávamos só nos beijando e eu ainda estava em desvantagem pela camisa, Luisa nem reclamou quando comecei a puxar sua blusa para cima, e antes mesmo de deixa-la reclamar eu já estava beijando novamente, agora com o pedaço de pano na mão.
Desci para seu pescoço e colo, ela não havia me parado ainda, acho que estava ocupada demais tentando voltar sua respiração ao normal, eu descia cada vez mais, quando fui analisar melhor o que tinha em mãos, afinal não é todo dia que se vê Luisa só de sutiã em sua frente, mas nem tive a oportunidade ela me pegou pelo cabelo e me puxou para cima, colando sua boca na minha, indo com muita sede ao copo, acho que algum dos dois cortou a boca, por que eu senti gosto de sangue se misturando com o de nossas salivas, ela não parecia nem se importar.
Assim que o ar se foi novamente, eu desci na minha caçada ao pote de ouro no fim do arco íris, foi quando tentei deixa-la em desvantagem primeiro, e comecei a abrir os botões de seu shorts que Luisa parou, parou completamente, não estava mais respirando rápido, nem soltando aqueles gemidinhos baixinhos, não estava mais bagunçando meus cabelos e arranhando minhas costas daquele jeito gostoso. Subi apenas meus olhos, mantendo a boca em sua barriga e as mãos em sua cintura.
- Dougie. - ela falou ofegante, me puxando para cima. Eu senti meu corpo protestar contra a parada, mas nada pude fazer.
- Oi Lu. - pedi calmamente, tentando ignorar a maquina a vapor dentro de mim.
- Acho melhor a gente parar. - ela disse me desanimando. Ah dude, ela tava tão animada no começo, e a gente ia tão bem... Eu ia perguntar por que, mas resolvi que era melhor apenas assentir.
- Sabe, não sei se é hora. - ela falou sincera, eu pude sentir a consciência e a insegurança chegando em sua mente antes do desejo.
- Tudo bem Lu, se você não quer, eu não quero. - Falei e ela riu.
- Acho lindo você me apoiar Dougie, mas mentir é muito feio. - eu ri alto abraçando minha pequena e lhe beijando a testa.
Ela ainda estava sem a camisa e eu também, só percebi isso quando a vi vidrada em minha tatuagem, tocando com cuidado como se fosse quebrar. Eu apertei Luisa mais forte fazendo cócegas em sua cintura, ela riu e corou, se levantou e foi atrás da blusa.

Luisa's P.O.V

- Acho melhor eu, ir. - falei sem encará-lo, meu rosto queimava, e eu queria achar aquela blusa logo, onde foi que ele jogou, as cenas se passavam em minha mente e eu tentava me concentrar, era difícil, eu ainda podia sentir seu gosto em mim, e seu corpo colado ao meu, revirei os olhos tentando não pensar.
- Não! - ele disse urgente, eu lhe olhei assustada. - Fica. - seu olhar suplicava. - Dorme aqui. - ele disse manhoso. - Só dormir. - completou.
- Ah Poynter, eu não quero... Incomodar. - eu disse tentando não parecer oferecida.
- Não vai, por favor, não quero ficar sozinho.
- Você tem a Leah. - eu disse brincando, tanto eu quanto ele já sabíamos que eu ficaria.
- Ela é bem educada, não dorme na cama. - ele deu palminhas no espaço vazio do lado, indicando que ali eu deveria deitar.
- Amanha eu tenho curso. – lembrei e ele fez biquinho.
- Eu te levo. – fiz cara de pensativa. – Se você achar mais um problema eu paro de insistir. – ele falou.
- Ok! - eu disse rindo. - Tenho que ligar para as meninas.
- Pega o telefone ali. - ele apontou se levantando e indo em direção ao banheiro. - Já volto. - Avisou.
Liguei e esperei até que alguma daquelas duas ouvisse e falasse comigo.
- Alo! - paulinha disse.
- Oi pamonha. - eu respondi sorrindo, estava bem mais calma agora e feliz, muito feliz.
- Lulis! Cadê você? Dougie te raptou?
- Aah boba, não, eu vim na casa dele pegar um casaco e, bom ele me convidou para dormir aqui. - Detalhes sórdidos a gente conta ao vivo e a cores.
- Dormir ai? Safada. - ela falou rindo e gritou. - OO NINHA A LULIS VAI DORMIR NA CASA DO POYNTER. - eu ouvi as duas comentarem algumas coisas e rirem feito duas hienas depois de uma piada engraçada.
- Parem, eu, eu. Calem a boca. Liguei só pra avisar. Durmam bem. - ela riu e disse para finalizar.
- Ok senhora Poynter, não esquece de se prevenir.
- Imbecil. - eu respondi e desliguei.
Esperei um pouco sentada na cama, até ver Dougie saindo apenas de boxers e cabelo molhado do banheiro, tive que me segurar para não por a mão no coração, ele queria ir até a lua e voltar. Dougie me viu e sorriu, acho que ele percebeu minha palidez.
- Vou na cozinha ver alguma coisa pra gente comer, você não vai dormir de roupa mocinha. - ele falou feito uma mãe, que ele queria que eu dormisse só de roupas intimas feito ele.
- Pega alguma blusa minha ali. - apontou uma das portas do guarda roupa. - Eu deixo você escolher.
E saiu, eu fui feliz em direção ao armário, muitas camisas vieram montanha a baixo, eu ri e comecei a escolher. Depois de muita decisão peguei uma da Hurley vermelha, já conhecida por algumas fotos. Fui ao bainheiro me trocar, e quando olhei no espelho vi minha decadência, o cabelo desarrumando e a boca inchada, sangrando, dei um jeito na minha cara e molhei meus lábios para sair a vermelhidão, arrumei minhas roupas num cantinho e sentei na cama de novo.
Dougie chegou com um pacote de bolachas e refrigerantes, ele ligou a tv, mas eu não prestei atenção, ficamos conversando na cama e comendo, até que eu apaguei não me lembro quando nem como dormi, mas sabia que ele estava ao redor de mim.

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