Luisa’s P.O.V.
- E o que você faria Sr. Poynter? – pedi secando as ultimas lagrimas que escorriam.
- Contaria as minhas amigas, deixaria minha irmã se divertir, e esqueceria do dia ruim, por que sei que a noite vai ser maravilhosa por que se eu fosse você eu estaria com o Dougie Poynter. – eu ri alto, me ajeitando no sofá, só então fui reparar no apartamento bonito de Dougie, eu já havia visto ele, num vídeo, uma vez.
Leah veio correndo e fez um pouco de bagunça, depois se aquietou quando ninguém lhe deu bola.
- E se você não tivesse coragem de contar? – indaguei afinal isso que me impedia de acabar com aquilo.
- Eu teria que passar por cima disso, parece ser algo importante.
- É, é algo importante sim. – respondi uma pergunta não feita.
- Então não há outras opções.
- Talvez. – eu disse, só por que sabia que ele implicava com isso.
Dougie tentou à todo custo me distrair, não sem antes deixar bem claro que eu seria franca com minhas duas amigas assim que chegasse em casa, eu concordei, se era pra ter feito um escândalo no meio da rua, que pelo menos traga algum beneficio.
Não preciso dizer que ele conseguiu, acho que essa era sua especificação.
Começamos a assistir algumas coisas na tv, até que Dougie colocou em um canal de clipes, eu já estava bem mais solta agora, começamos a imitar os cantores, usando controles remotos no lugar de microfones e um sofá no lugar de um palco, com a pequena cachorra brincando e festejando aos nossos pés.
Dougie’s P.O.V.
Eu havia cansado, e sentado no sofá, Luu ainda dublava exageradamente, eu ria discreto, era divertido, mas acho que ela não tinha visto que eu estava sentado bem atrás, sem fazer minha parte naquele dueto de uma música velha. Ela olhou para trás rapidamente, e quando me viu sentado encarando-a sentou do meu lado envergonhada.
- Tava legal. – eu ri, ela respirava rapidamente e quando sentou de forma rápida acabou ficando perto demais.
Encarei seus olhos castanhos, derretidos pelo cansaço, se descesse mais meus olhos encontraria um par de bochechas vermelhas, talvez pela proximidade, talvez pela dança que fazíamos antes. Sua boca se encontrava um pouco aberta, e a respiração saia de lá, o peito subia e descia, agora outro clipe havia começado lá atrás na tv, nenhum dos dois prestava atenção, era como se um silencio tivesse envolvido nós dois, eu queria sair daquele estado.
Não podendo mais me segurar, eu fiz algo que vinha passando em minha mente à algum tempo, cheguei mais próximo e ela nem sequer recuou, fechou os olhos, eu encostei nossos rostos, e ela encostou mais nossos corpos, o próximo passo estava ali, eu deveria faze-lo. Nossas bocas foram unidas de leve, e os lábios dançaram um pouco na espera, Luisa foi quem aprofundou o beijo, jogando seu peso para cima de mim, fazendo minhas mãos pararem em sua cintura, ela me deu espaço para aprofundar também, agora o beijo corria como outro qualquer, mas era muito mais especial que outro qualquer, nossas bocas se alimentavam uma da outra, e eu não queria que o momento acabasse, mas imagina se Luisa estava sem ar antes disso, agora ela começava a ficar roxa, no sentido figurado é claro.
Quando partimos o momento eu a olhei, e ela parecia radiante, me vi espelho desta emoção, eu sorri e ela fez o mesmo, sem falar uma palavra a beijei novamente, desta vez de leve, só para afirmar para mim mesmo que tinha acontecido.
Luisa’s P.O.V.
Depois do beijo inesperado, eu me sentia nas nuvens, aquilo era surreal, me belisquem, me acordem, alguém me chama pra terra? Por que eu não estava respondendo.
Vimos mais um pouco de tv, comentávamos os programas, e de vez em sempre, ele me roubava mais um beijo, não eu não estou reclamando, estou comentando a minha incapacidade de faze-lo, eu estava em estado de choque.
Já era tarde quando eu pedi que Dougie me levasse, antes que caísse no sono de tão cansada, ainda tinha uma longa conversa com certas pessoas naquele dia.
No carro antes de nos despedirmos, Dougie me desejou boa sorte, fazendo meu estomago revirar mais ainda, eu não me sentia preparada, quando é que vou me sentir.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
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