Luisa’s P.O.V.
- Vamos para Londreees Tututurururututu... – Eu comemorei com as meninas, estávamos prestes a entrar no avião e saberíamos que assim que chegássemos ao nosso destino nossas vidas mudariam para sempre, resolvemos correr este risco.
- Eu nem acredito, lembro como se fosse ontem o dia em que a gente disse que isso aconteceria. – Aninha falou sonhadora.
- E agora ta acontecendo! – Paulinha chegou gritando e nos abraçando.
Quem diria que uma amizade duraria tanto tempo com tantas barreiras a serem superadas, e que um dia três garotas distintas, brasileiras, residentes de estados diferentes em um mesmo país, agora estavam juntas realizando um sonho que era irrealizável. Eu tentava recapitular todas as coisas que tivemos que fazer para estarmos aqui hoje, me lembro do dia em que fomos fazer uma pesquisa de preços, e quando descobrimos que um pacote para um curso de inglês nos dava visto para um ano em Londres, e era um pouco mais que o dobro do pacote de duas semanas com muitos passeios e claro tudo pago, mais a gente preferiu ir de cabeça, nossa vontade era ficar lá, e não visitar para depois dizer que foi.A principio a meta era se hospedar em um albergue, conseguir emprego e depois alugar alguma coisa.
Lembrei-me também de como ficamos agitadas com a data, era nosso único assunto, acho que até que esquecemos de como é conversar sobre outra coisa, duas semanas antes do grande dia surgiu pelo msn o assunto Mcfly, sim éramos do tipo fanáticas por esses quatro garotos, e indo para Londres era difícil não pensar neles certo, Aninha comentou o fato de que deveríamos descobrir onde eles moravam e fazer alguma coisa, no começo foi só brincadeira, alguns comentários divertidos, mas depois ela resolveu falar serio e nós propôs de irmos atrás deles, então para a surpresa de todos e até de mim mesma talvez, eu me opus, não é que eu não queria ir atrás dos caras mais importantes em minha vida, mas que eu tinha medo, de acabar tendo esperanças demais, de acabar me decepcionando e de ver algo que eu fingia pra mim mesmo que não era desse jeito, o problema é que as meninas queriam, e isso desencadeou uma briga entre nós, a discussão foi feia, por que eu não dizia meu motivos, apenas negava, bom uma coisa levou a outra, mais a gente já se entendeu é claro.
Eu tentei esquecer aquela lembrança e aproveitar a viagem, o caso dos guys ficou a ver, acabei caindo no sono antes mesmo de perceber que estava cansada.
Quatro meses se passaram desde que chegamos aqui, as aulas no curso iam bem, era um pouco entediante aprender uma língua que as três tinham domínio, mais ela vinha de uma diferente visão e isso era interessante. Aquela semana tinha sido uma loucura, finalmente juntamos dinheiro e encontramos um lugar bom o suficiente para nos mudarmos, e tínhamos feito isto à alguns dias, era um apartamento pequeno, de três quarto, sala e cozinha conjugada, e um banheiro com lavanderia, os móveis foram mandados do Brasil, foi uma junção de tudo que cada uma tinha, fora a cozinha que já estava no apartamento. Aninha trabalha como caixa em um supermercado, Paulinha era garçonete numa lanchonete ali perto e eu consegui emprego em um Petshop, bom sempre foi meu sonho trabalhar em um mesmo. Eu estava mais do que feliz, ter nosso próprio lugarzinho para viver era a coisa mais emocionante, e na mesma semana de loucura de mudança saiu em todos os locais de notícia que Dougie e Frankie não namoravam mais, o que poderia me fazer mais feliz? Eu como Poyntermaniaca, cheguei radiante aquele dia em casa, encontrei as meninas na cozinha e me juntei a elas, até aquele dia o assunto de ver os guys não tinha sido nem comentado, mas de repente eu queria comentar, falar, planejar, ta bom essa era a coisa mais ridícula de todas, mas aquilo não era de propósito, foi sem querer que eu só tivesse vontade de procurar eles depois que o Dougie ficou livre:
- Gente, que vocês acham depois que passar... sabe.. essa bagunça toda da mudança e tals, a gente ir pesquisar sobre os guys e tals, lembram? – eu pedi envergonhada.
As duas me olharam com cara de cú.
- Como assim Lulis? – perguntou Paulinha.
- Ah vocês sabem... – eu disse nervosa.
- Fala serio Luisa, agora você quer isso? – eu só queria ver eles, não queria brigar, mas pelo tom das meninas era difícil evitar.
- Eu não acredito. – Aninha soltou. – Lulis você percebe o quanto egoísta isto é?
- Ok, talvez, mas...
- Talvez não, isso é, e muito. – Ela rebateu.
- Olha, eu não acho certo, a gente não foi quando a Ninha deu idéia por que iria agora? – Paulinha também ficou contra mim.
- Olha gente, isso pode ser errado, mas mesmo assim, vocês não querem? – eu pedi tentando mais uma vez.
- Querer eu quero, mas não que seja dessa forma.
- Quem não acredita agora sou eu Ana Carolina, depois eu que sou a egoísta. – Bom depois disso a coisa ficou realmente tensa, que eu prefiro nem descrever para vocês, dissemos coisas horríveis, que eu nunca diria para minhas melhores amigas se não estivesse realmente irritada, discutimos até todas ficarem de mal com todas, relembrando coisas que nem ao menos tem relevância, e deixando cada uma com um pouco de magoa, eu fui para o meu quarto revoltada e extremamente irritada, sei que as duas fizeram o mesmo, e isso me deixava muito triste.
Eu queria ir dormir, pro tempo passar mais rápido, porém antes disso resolvi ligar para casa, matar algumas saudades.
Falei com todos rapidinho, minha mãe, meu pai, minha irmã mais velha, e até que o telefone foi parar com a minha outra irmã também mais velha que eu, Ana:
- Hey cabeção. – ela atendeu.
- Oi nana. – eu disse com a voz um pouco desanimada.
- Que aconteceu Luu?
- Eu e as meninas, a gente brigou.
- Aé? E por que?
- Longa história.
- Aah, ok, mais não fica assim não, já já eu to indo para aí e vou por ordem nessa bagaça.
- Como assim!? – eu me animei um pouco curiosa.
- Bom, aquela viagem com os meus amigos vai dar certo, e a gente vai fazer um tour pela Europa, já ta tudo combinado, no final eles voltam e eu fico algumas semanas ai com você.
- Serio?! Eu nem acredito, isso vai ser demais.
- Então, você me precisa me passar endereço e tudo, mais em menos de um mês eu apareço de mala e cuia na tua casa.
- Ai Ana eu nem acredito, isso vai ser muito demais.
- Assim espero irmãzinha.
Bom logo tivemos que nos despedir afinal a ligação era cara e eu dinheiro não nasce em árvores. Espero que a coisa com as gurias se resolva logo, ficar brigada com elas era uma tortura, eu precisava de alguém para contar a novidade, pensei bem e se querer me aproximar dos guys ia trazer tanta discórdia acho que preferia ficar longe deles, eu disse acho.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
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