Luisa’s P.O.V.
Corria pela casa enquanto me arrumava, presumi que já estava atrasada, afinal eu não fazia idéia de que horas Dougie passaria. As meninas sentadas no sofá apenas me olhavam enquanto eu corria de um lado para o outro, entre meu quarto e o banheiro.
- Vai sair Lulis? – Paulinha perguntou.
- É... Eu vou. A Lele vai passar aqui. – menti me sentindo uma péssima pessoa, se eu pudesse escolher qualquer pessoa na terra para contar que conheci Dougie Poynter seriam as duas, e agora eu guardava esse segredo, estava me matando.
- Nossa, a gente precisa conhecer essa Lele, daqui pouco você gosta mais dela do que da gente. – Aninha comentou rindo, mas eu sabia que elas tinham percebido meu distanciamento, mesmo sem querer eu acabei me afastando delas, ficando mais calada.
O problema da mentira não é que eu havia deixado de contar, mas sim o tempo que eu deixei isso se estender.
“People marching to the drums, Everybody's having fun, to the sound of love”
Meu celular! Dougie!
Corri em direção à sala a atendi antes das meninas, ele me disse que estava esperando ali em baixo, eu respondi que já descia me despedi das meninas e sai com um aperto no coração, dividida entre a dor de omitir a melhor coisa de todas para as melhores amigas de todas e a felicidade de ver a pessoa que fazia todas as mentiras valerem à pena.
- E ai baixista aonde a gente vai? – eu perguntei enquanto entrava no carro.
- Que você acha de um passeio no parque? – ele me perguntou apreensivo.
- Adoraria. – eu sorri, eu podia ta no inferno com você baby que eu estaria feliz, ai que brega, que bom que eu só pensei isso.
A viagem foi silenciosa, eu estava um pouco nervosa para falar e Dougie parecia distraído, mesmo assim foi boa, mesmo sem falar nada, o silencio falava pelos dois, o quanto era bom estar ali.
Dougie’s P.O.V.
Chegamos no parque, eu tentei pensar em algo legal, um lugar onde a gente pudesse ficar a tarde toda sem fazer nada, um lugar que estaria lindo nessa época do ano, achei que ela fosse achar um pouco cafona, mais bom aparentemente ela adorou.
Luisa escolheu sentar embaixo de uma árvore, e não foi difícil para começarmos um assunto, ela parecia um pouco aflita, mas esqueceu-se de tudo logo que eu comecei a falar sobre alguns micos das nossas turnês.
Como eu disse o tempo passava rápido e quando acabávamos um assunto logo outro já vinha encaixado.
- Dougie o que você acha mais importante, ser ou parecer?
- Como assim? – eu perguntei surpreso com um assunto tão tenso no meio de nossos papos sobre besteiras.
- É, assim, você acha mais importante ser alguma coisa, ou parecer ser aquela coisa, ou outra coisa sei lá. Tipo, que adianta eu ser legal se pareço chata, o que é mais importante que eu sei que sou, ou o que pensam que eu sou?
- Bom acho que é mais importante quem você é. – eu respondi pensando sobre isso.
- É, eu concordo, mais às vezes penso, pras pessoas eu sou o que eu pareço para elas entende? Se ninguém enxergar o que eu sou, eu vou ser o que eu parecer.
- Confuso, mas eu acho que se você for você mesmo, sem querer parecer outra coisa, pensar só no que você é. Você vai aparentar isso. – Será que ela tinha entendido alguma coisa do que eu disse, não sei nem se eu entendi.
- Faz sentido... e quem você é?
- Ah, eu sou estranho e gay. – ela riu, sempre funciona.
- Você é mais do que isso Poynter. – eu arqueei as sobrancelhas como se dissesse “prove” – Você é engraçado, e diferente. – ela respondeu.
- Você também é engraçada e diferente. – eu disse sem pensar, ela me olhou nos olhos, eu não desviei.
A assunto acabou por ali, sabe as vezes as pessoas são menos do elas parecem ser, e você se decepciona, as vezes elas são mais e então você se surpreende... é a vida.
- E quem você acha que um sorvete é? – ela perguntou sapeca olhando para um carrinho de sorvetes que passava.
- Acho que ele é gostoso. – fiz minha melhor cara gay.
- Mas se acha que ele é, ou só aparenta?
- Acho que ele é, to louco pra provar e ter certeza. – eu disse puxando ela pela mão. Fomos rindo e ao chegar lá pedimos sorvetes gostosos.
Luisa’s P.O.V.
Dougie me levou em casa antes do anoitecer, eu agradeci, e sai do carro. Mesmo tendo passado horas juntos fiquei com aquela vontade de quero mais, claro que eu não disse isso a ele, nunca!
Aquela noite eu e as meninas alugamos alguns filmes e comemos pipoca até não caber mais, eu não conseguia tirar o sorriso bobo do meu rosto, foi tenso.
- Luisa por que você olha no celular a cada 5 minutos?
- É a Ana gente, ela não me manda noticias a mais de 24 horas.
- Calma menina, ela deve ta se divertindo.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
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